Junho 2026 – O SindiTabaco integrou a comitiva de representantes da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) que participou nesta segunda-feira (22), em Brasília, do evento A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis, realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O encontro reuniu lideranças empresariais com pré-candidatos à Presidência da República em um dos principais fóruns de diálogo entre a indústria brasileira e os postulantes ao Palácio do Planalto. Na ocasião, houve a entrega do documento “Construindo o Brasil 2050”, com as prioridades da indústria para os próximos anos.
O SindiTabaco participou da elaboração do documento e apresentou demandas voltadas ao fortalecimento da competitividade exportadora, com a priorização de investimentos para infraestrutura logística e portuária, especialmente para o Porto de Rio Grande (RS), caminho de grande importância para a exportação do tabaco, e a defesa da competitividade do setor frente às barreiras regulatórias internacionais.
Outro ponto endereçado no documento trata da segurança jurídica e regulatória, visando a garantia de previsibilidade para os investimentos industriais e debates regulatórios, além da participação de estruturas políticas públicas que respeitem a cadeia produtiva do tabaco e seus desafios atuais, como o mercado ilegal e novos produtos de nicotina.
No Rio Grande do Sul, o setor tem papel relevante na economia e no comércio exterior: em 2025, o Estado exportou US$ 3,04 bilhões em produtos do tabaco, quase 91% das exportações brasileiras do segmento, com crescimento de 11,2% em relação ao ano anterior. Além disso, o segmento possui forte impacto socioeconômico regional, especialmente nos 206 municípios produtores de tabaco gaúchos e, em especial, para municípios como Santa Cruz do Sul (2º lugar no ranking de exportações gaúchas e 3º lugar em arrecadação de impostos no RS) e Venâncio Aires (4º lugar no ranking de exportações gaúchas).
Para além da importância estadual, o Brasil ocupa, há mais de 30 anos, a posição de maior exportador mundial de tabaco. Em 2025, o país alcançou o maior valor já registrado em divisas, somando US$ 3,389 bilhões, resultado 13,85% superior ao de 2024. Para o SindiTabaco, os números reforçam a importância da participação técnica dos setores diretamente envolvidos nas discussões da agenda industrial que impactam a competitividade e o desenvolvimento econômico.
DEMANDAS DA INDÚSTRIA DO TABACO AOS PRESIDENCIÁVEIS
- Competitividade Exportadora e Infraestrutura Logística
- Priorizar investimentos em infraestrutura logística e portuária vinculada à cadeia exportadora do tabaco;
- Modernizar acessos rodoviários e corredores logísticos estratégicos do Vale do Rio Pardo e regiões produtoras;
- Fortalecer a competitividade do Porto de Rio Grande e ampliar sua capacidade operacional para exportações;
- Estimular políticas estaduais de apoio às exportações, promoção comercial e abertura de novos mercados internacionais;
- Atuar institucionalmente na defesa da competitividade da cadeia produtiva frente a barreiras regulatórias e comerciais internacionais.
Objetivo: Fortalecer a competitividade exportadora, reduzir custos logísticos e ampliar a inserção internacional da cadeia produtiva do tabaco gaúcha.
- Segurança Jurídica, Ambiente Regulatório e Desenvolvimento Regional
- Garantir previsibilidade regulatória e segurança jurídica para investimentos industriais e exportadores;
- Promover articulação institucional em defesa da cadeia produtiva do tabaco nos debates regulatórios nacionais e internacionais, com total respeito aos compromissos assumidos pelo Brasil na Declaração de Interpretação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (2005), que assegura a não proibição da produção e o apoio aos agricultores;
- Estruturar políticas públicas de desenvolvimento regional voltadas aos municípios produtores, com a participação legítima de entidades como Afubra e Amprotabaco, respeitando a realidade das 70 mil propriedades gaúchas produtoras;
- Apoiar iniciativas de inovação, sustentabilidade e modernização industrial do setor,
- Combater o mercado ilegal de tabaco, atualmente estimado em 32%, evitando medidas que prejudiquem a arrecadação de tributos e a geração de empregos formais;
- Avançar na regulamentação dos Dispositivos Eletrônicos de Fumar (DEFs) e na inserção da cadeia produtiva nacional no mercado de novos produtos de nicotina, visando preservar empregos e renda no campo e na indústria, inserindo o Brasil neste novo mercado global.
Objetivo: Preservar empregos, garantir segurança jurídica, fortalecer o desenvolvimento regional e ampliar a sustentabilidade econômica da cadeia produtiva do tabaco no Rio Grande do Sul.
Entenda o caso
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