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sexta-feira, 17 de julho de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Tabaco

Comercialização da safra de tabaco chega a 65% no RS; quase 98 mil toneladas ainda aguardam venda

Preços entre R$ 250 e R$ 300 por arroba aumentam a cautela dos produtores, enquanto projeções iniciais indicam redução na área cultivada na próxima safra

A comercialização da safra 2025/2026 de tabaco avançou na primeira quinzena de julho, mas ainda ocorre em ritmo considerado lento no Rio Grande do Sul. Conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, cerca de 65% da produção gaúcha já havia sido comercializada até a semana encerrada em 9 de julho.

A estimativa inicial da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) aponta uma produção de aproximadamente 279,8 mil toneladas no Rio Grande do Sul, considerando os tipos Virgínia, Burley e Comum. Com base nesse volume, cerca de 181,9 mil toneladas já teriam sido vendidas, enquanto aproximadamente 97,9 mil toneladas ainda aguardariam comercialização.

Levantamento anterior da Afubra, divulgado no início de julho, indicava percentual de comercialização de 67,9% no Estado. A diferença em relação aos 65% informados pela Emater pode estar relacionada ao período de coleta e aos critérios utilizados por cada entidade. Os dados, entretanto, confirmam que aproximadamente dois terços da produção já foram negociados e que ainda existe um volume expressivo nos galpões dos produtores.

Preços seguem abaixo da expectativa

Segundo a Emater/RS-Ascar, os preços praticados variam entre R$ 250 e R$ 300 por arroba de folhas secas, conforme a classificação do produto. A remuneração é considerada abaixo da expectativa dos fumicultores, que aguardam valores melhores para concluir a entrega da produção.

A comercialização também é afetada pelo comportamento mais cauteloso dos produtores. Muitos agricultores estão segurando parte do tabaco na expectativa de uma melhora nas cotações. No Baixo Vale do Rio Pardo, onde o plantio da próxima safra já começou, a Emater estima uma área cultivada de aproximadamente 67 mil hectares.

A situação ocorre em um cenário de preocupação para a cadeia produtiva. Além dos preços considerados baixos, os produtores enfrentam custos elevados, incertezas no mercado internacional e dificuldades relacionadas à classificação e ao ritmo de compra das indústrias.

Expectativa para a safra 2026/2027

A formação das mudas para a safra 2026/2027 já começou em algumas regiões do Estado. Em Pelotas, os produtores iniciaram a semeadura no sistema floating. No Vale do Rio Pardo, algumas áreas já receberam o plantio das mudas no campo, enquanto outras regiões ainda estão preparando canteiros e realizando o manejo das sementeiras.

As primeiras projeções indicam uma tendência de redução na área plantada e no número de famílias envolvidas com a atividade. Em Venâncio Aires, por exemplo, a Emater/Ascar projeta 8.400 hectares para a próxima safra, contra 8.650 hectares no ciclo atual. O número de famílias produtoras deve passar de 3.300 para aproximadamente 3.150.

A produtividade média estimada no município permanece em 2.250 quilos por hectare. Com isso, a produção projetada é de 18.900 toneladas, abaixo das 19.462,5 toneladas colhidas na safra 2025/2026. A Emater ressalta que os números ainda são iniciais e poderão sofrer alterações conforme o encerramento da comercialização, o comportamento dos preços e as condições climáticas.

A Afubra também recomenda cautela no planejamento da próxima safra, com equilíbrio entre área plantada, disponibilidade de mão de obra, capacidade produtiva e demanda das empresas. A entidade avalia que a redução da oferta pode contribuir para melhorar a relação entre produção e mercado, mas alerta que a qualidade e a classificação continuarão sendo decisivas para a remuneração.

Tarifa dos Estados Unidos aumenta incertezas

O cenário ainda é agravado pela nova tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos para produtos brasileiros. O tabaco ficou fora da lista de exceções e deverá ser atingido pela cobrança a partir de 22 de julho, o que pode reduzir a competitividade do produto brasileiro no mercado norte-americano.

Diante desse quadro, a expectativa para a próxima safra é de uma produção mais ajustada em algumas regiões, com produtores demonstrando maior cautela antes de ampliar o plantio. A definição dos preços da safra atual, a demanda internacional, os efeitos da tarifa norte-americana e o clima serão fatores determinantes para o volume final produzido em 2026/2027.

Transparência editorial

Informações sobre a produção, autoria e atualização desta publicação.

Tipo de conteúdo Notícia
Fonte/Origem Apuração/Redação
Autor Gazeta Popular
Atualização 17/07/2026 às 06:53
Categoria Tabaco
Leitura 4 min
Extensão 684 palavras
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Entenda o caso

O que aconteceu?Comercialização da safra de tabaco chega a 65% no RS; quase 98 mil toneladas ainda aguardam venda
Onde?Rio Pardo
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Tipo de conteúdoNotícia
Fonte/OrigemApuração/Redação
Última atualização17/07/2026 às 06:53

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