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terça-feira, 21 de julho de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Agricultura

Preço do tabaco: primeira rodada termina sem acordo

Reajustes propostos não atingem o índice da variação do custo de produção; entidades aguardam propostas que respeitem a Lei de Integração e garantam sustentabilidade ao produtor.

 

 

A primeira rodada de negociação do preço do tabaco para a safra 2025/2026 foi encerrada sem acordo após dois dias de reuniões realizadas nos dias 19 e 20 de janeiro, na sede da Associação dos Fumicultores do Brasil, em Santa Cruz do Sul. Os encontros reuniram a comissão representativa dos produtores e empresas fumageiras, mas não houve avanço na construção de tabelas mínimas consideradas aceitáveis pelo setor produtivo.

A comissão é formada pela Afubra, pelas Federações da Agricultura do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina (Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul e Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina) e pelas Federações dos Trabalhadores Rurais do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul, Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Santa Catarina e Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná).

Durante as negociações, seis empresas fumageiras — Japan Tobacco International, British American Tobacco, Philip Morris, China Brasil Tabacos, CTA e Universal Leaf — foram recebidas de forma individualizada. Outras companhias do setor, como Premium Tabacos, Marasca, Brasfumo, UTC e Alliance One, também foram convidadas, mas não participaram nesta etapa, alegando não possuir propostas a apresentar.

Segundo a avaliação da comissão representativa, o resultado das reuniões foi frustrante. Mesmo com o custo de produção apurado de forma conjunta entre as entidades e cada empresa, as propostas apresentadas ficaram abaixo do índice de variação do custo de produção, considerado o patamar mínimo para qualquer reajuste. Uma das empresas, a BAT, não apresentou proposta. Para a representação dos produtores, os valores colocados à mesa ficaram distantes do necessário para recompor as tabelas e garantir a sustentabilidade econômica da atividade.

A comissão destaca que, sem um reajuste que cubra os custos de produção, a rentabilidade do produtor integrado fica comprometida, gerando desgaste em toda a cadeia produtiva do tabaco. Apesar do impasse, as entidades reforçaram que seguem abertas ao diálogo e dispostas a dar continuidade às negociações em novas rodadas.

A expectativa do setor é de que as empresas retornem com propostas mais consistentes, que valorizem o produtor integrado e respeitem, ao menos, a regra prevista na Lei da Integração, utilizando o índice da variação do custo de produção como base para o reajuste das tabelas de preços da safra 2025/2026.

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Tipo de conteúdo Notícia
Fonte/Origem Apuração/Redação
Autor Gazeta Popular
Atualização 23/01/2026 às 07:53
Categoria Agricultura
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Extensão 422 palavras
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Entenda o caso

O que aconteceu?Preço do tabaco: primeira rodada termina sem acordo
Onde?Santa Cruz do Sul
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Fonte/OrigemApuração/Redação
Última atualização23/01/2026 às 07:53

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