O montante mobilizado nestas assinaturas ultrapassa os R$ 23 milhões em financiamentos, com uma subvenção direta que injeta quase R$ 5 milhões a fundo perdido nas propriedades rurais. A iniciativa integra o Plano Rio Grande e é viabilizada pelo Fundo do Plano Rio Grande (FUNRIGS), utilizando o Badesul como gestor financeiro para operacionalizar os recursos através de instituições como Banrisul, Sicredi, Cresol e Sicoob.
Liderança regional e impacto socioeconômico
A região de Santa Rosa, representada no ato em Mato Queimado, consolidou-se como a maior beneficiária do programa no estado. Com 184 novos contratos, a região soma agora R$ 12,41 milhões em créditos contratados. Já em Frederico Westphalen, outros 164 produtores garantiram o acesso ao bônus, totalizando R$ 11 milhões para o fortalecimento da bacia leiteira do Norte gaúcho.
Durante as cerimônias, o presidente da Emater/RS-Ascar, Luciano Schwerz, destacou dados do 6º Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite, reforçando que o setor é o 5º principal produto na composição do Valor Bruto da Produção (VBP) gaúcho. Atualmente, o Bônus Mais Leite já alcança 994 agricultores em 215 municípios, com um volume total de financiamentos que chega a R$ 68,8 milhões em todo o Rio Grande do Sul.
Regras e benefícios do Plano Safra 2025/2026
O programa é voltado exclusivamente a agricultores familiares enquadrados no Pronaf e que possuam o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo. O grande atrativo é a subvenção financeira de 25% sobre o valor financiado, aplicada tanto em operações de custeio quanto de investimento.
Na modalidade de Custeio, o produtor pode obter um bônus de até R$ 5.000,00 para a manutenção da atividade, como compra de ração, sementes para pastagens de inverno e verão, e insumos de sanidade animal. Já na linha de Investimento, o bônus é mais robusto, podendo chegar a R$ 25.000,00 por unidade familiar. Este recurso é destinado a melhorias estruturais, como construção de salas de ordenha, aquisição de resfriadores, sistemas de irrigação e melhoramento genético do rebanho.
Foco na modernização e permanência no campo
Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, os projetos devem estar alinhados a diretrizes que buscam não apenas o aumento da produtividade, mas também a redução da penosidade no trabalho e a melhoria da qualidade do leite. “Queremos garantir que a atividade leiteira seja sustentável e que as novas gerações tenham tecnologia e gestão para permanecerem no campo com lucratividade”, afirmou Covatti.
Para acessar o benefício, os produtores interessados devem elaborar um projeto técnico junto à Emater/RS ou escritórios de assistência técnica e realizar o enquadramento digital através do formulário oficial da SDR. O programa permanecerá aberto para novas adesões durante toda a vigência do Plano Safra 2025/2026 ou até o esgotamento dos recursos disponíveis.
Com a formalização destes novos contratos, o governo estadual reafirma o papel do leite como pilar da segurança alimentar e econômica das pequenas propriedades, garantindo que o Rio Grande do Sul mantenha sua posição de destaque na produção nacional.
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