Setembro marca transição do inverno para a primavera e exige cuidados com a saúde
Oscilações de temperatura, aumento das chuvas, baixa umidade e maior presença de pólen estão entre as mudanças comuns do período

Setembro é um mês de transição no calendário climático do Hemisfério Sul. Nos primeiros dias, ainda predominam características do inverno, enquanto a aproximação da primavera traz elevação gradual das temperaturas, dias mais longos e mudanças na paisagem. Em 2026, a nova estação começa no dia 22 de setembro.
No Rio Grande do Sul, entretanto, a chegada da primavera não significa o fim imediato do frio. Massas de ar polar ainda podem provocar quedas acentuadas de temperatura, intercaladas com tardes mais quentes. Essa alternância, às vezes registrada dentro do mesmo dia, exige atenção especial com a saúde.
As mudanças repentinas favorecem crises de rinite, sinusite, asma e outras doenças respiratórias. A maior circulação de pólen, decorrente da floração das plantas, também pode intensificar alergias. Crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios devem receber cuidados redobrados.
Manter os ambientes ventilados, beber água regularmente, higienizar roupas de cama, evitar o acúmulo de poeira e adaptar o vestuário ao longo do dia são medidas importantes. Mesmo em períodos de baixa temperatura, é necessário abrir portas e janelas para renovar o ar e reduzir a circulação de vírus em locais fechados.
Setembro também pode apresentar dias secos, seguidos por chuva, temporais, ventos fortes e mudanças bruscas no tempo. Por isso, a população deve acompanhar diariamente as previsões e os alertas meteorológicos. Em situações de tempestade, a orientação é procurar abrigo seguro, afastar-se de árvores, postes e estruturas metálicas e evitar atravessar áreas alagadas.
No campo, o período demanda planejamento. O aumento das temperaturas e das horas de luz favorece o desenvolvimento das culturas e das pastagens, mas episódios de frio tardio, excesso de chuva, granizo ou estiagem podem causar prejuízos. Produtores devem observar as condições do solo, acompanhar as previsões e seguir as orientações da assistência técnica.
A transição também reforça os efeitos das mudanças climáticas. Eventos extremos mais frequentes e intensos, além da irregularidade das chuvas e das temperaturas, tornam as estações menos previsíveis. É importante diferenciar o tempo, que representa as condições atmosféricas de curto prazo, do clima, observado durante períodos prolongados. Um único dia frio ou quente não define uma tendência, mas alterações persistentes ao longo dos anos indicam transformações no padrão climático.
Com a primavera, a natureza ganha novas cores, as plantas florescem e a vida ao ar livre se torna mais presente. A estação representa renovação, mas também lembra a necessidade de preservar rios, matas e áreas verdes, evitar queimadas, reduzir o desperdício de água e dar destino correto aos resíduos.
Mais do que a passagem de uma estação para outra, setembro é um período de adaptação. Acompanhar as condições meteorológicas, cuidar da saúde e adotar atitudes responsáveis em relação ao meio ambiente são medidas essenciais para atravessar essa fase com segurança.
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