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segunda-feira, 20 de julho de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Saúde

Cannabis Fair em São Paulo reflete a consolidação e os desafios de um mercado bilionário na cannabis medicinal e no cânhamo industrial

Entre os dias 21 e 23 deste mês o Transamérica Expo Center em São Paulo, transformou-se no epicentro de uma das discussões econômicas, científicas e...

A democratização do acesso e o foco no paciente

Para quem acompanha a evolução do tema no Brasil, o amadurecimento do setor reflete diretamente na ponta final da cadeia: o paciente. Michelle Brescia, presidente da Associação Ecocannabis de Santa Cruz do Sul e atuante na linha de frente do acolhimento, acompanhou de perto os debates e destacou o saldo positivo do evento.

Sob a ótica de quem lida diariamente com as dores e as necessidades de famílias que dependem do tratamento, Michele identificou na feira uma vitrine de soluções que podem acelerar a democratização do acesso à saúde.”Vimos muitas oportunidades que podem, de fato, agregar valor aos pacientes e democratizar o tratamento no Brasil. O amadurecimento tecnológico e a diversificação de produtos apresentados na Cannabis Fair abrem caminhos para tratamentos mais acessíveis e eficientes, aproximando a realidade científica da rotina de quem mais precisa”, avalia a presidente.

Potencial econômico e o escudo da segurança jurídica

Se por um lado o potencial terapêutico é urgente, por outro, a viabilidade econômica do cânhamo industrial e da cannabis medicinal surge como uma alavanca para o desenvolvimento regional. Michele Martin, advogada, pesquisadora em desenvolvimento regional com foco na planta e integrante do Grupo de Trabalho (GT) Cannabis da UNISC (Universidade de Santa Cruz do Sul), acompanhou ativamente as discussões regulatórias da feira.

Segundo ela, o mercado é extremamente promissor, mas a segurança jurídica é o único caminho viável para blindar o setor contra retrocessos, opinião compartilhada com Michele Brescia. “Estamos diante de uma fronteira econômica sem precedentes para o agronegócio e para a indústria nacional, mas o entusiasmo não pode prescindir da prudência. Para encarar este mercado de forma sustentável, o respaldo jurídico e a clareza regulatória são fundamentais. Cada passo comercial ou agrícola precisa estar solidamente ancorado na legislação para garantir previsibilidade aos investimentos e proteção aos produtores”, pondera Michele Martin.

O novo paradigma da agricultura sustentável e a visão da Embrapa

Durante os debates na feira, ficou evidente que a entrada da cannabis inaugura uma nova estrutura na agricultura nacional, mirando um modelo produtivo altamente sustentável. O Brasil tem o potencial técnico e territorial para ressignificar sua agricultura através da cannabis, mas este avanço exige o desenvolvimento de pesquisas profundas e políticas públicas robustas.

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) tem apresentado diretrizes essenciais para essa transição. Diante da diversidade de biomas do país, a definição de um Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) específico para a cannabis, surge como prioridade técnica para garantir a viabilidade das lavouras. O objetivo central é estruturar a cadeia produtiva tanto para fins medicinais quanto industriais.

Por ser uma planta naturalmente resistente e recuperadora de solos, o cultivo da cannabis reduz drasticamente a necessidade do uso de agrotóxicos, pavimentando o caminho para uma transição sustentável e limpa no campo brasileiro.

A ciência como base: O papel essencial das universidades

Conforme a advogada Michele Martin, a inovação no setor é indissociável da academia. A produção de dados clínicos e agronômicos de qualidade dentro das universidades é o motor que legitima o avanço regulatório e confere autoridade médica às prescrições.

Ela ressalta que o avanço do cânhamo industrial e das terapias medicinais no Brasil dependem diretamente do fomento à pesquisa de base e do incentivo ao empreendedorismo tecnológico nas universidades. ”As universidades desempenham um papel insubstituível. São elas que fornecem o lastro científico, a testagem de fitoterápicos, o estudo de solos e o mapeamento genético das plantas. O fortalecimento das pesquisas universitárias é o que traduz o potencial da planta em segurança para o médico prescrever, para o investidor aportar recursos e para o agricultor plantar”, conclui a advogada pesquisadora.

Conforme Michele Martin e Michele Brescia a Cannabis Fair 2026 encerra seu ciclo deixando um recado claro: o futuro do setor no país dependerá do equilíbrio exato entre a audácia dos novos negócios, o rigor da ciência acadêmica e a precisão técnica da lei.

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Tipo de conteúdo Notícia
Fonte/Origem Apuração/Redação
Autor Gazeta Popular
Atualização 03/06/2026 às 10:37
Categoria Saúde
Leitura 4 min
Extensão 810 palavras
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Entenda o caso

O que aconteceu?Cannabis Fair em São Paulo reflete a consolidação e os desafios de um mercado bilionário na cannabis medicinal e no cânhamo industrial
Onde?Santa Cruz do Sul
Fonte da informaçãoAssessoria de Imprensa Associação Ecocannabis/Claudio Froemming

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Tipo de conteúdoOpinião
Fonte/OrigemAssessoria de Imprensa Associação Ecocannabis/Claudio Froemming
Última atualização03/06/2026 às 10:37

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