A chegada do inverno traz consigo não apenas temperaturas mais baixas, mas também um aumento significativo dos cuidados necessários com a saúde. Com a previsão de uma intensa massa de ar polar atingindo o Rio Grande do Sul nos próximos dias, especialistas alertam para a necessidade de prevenção contra doenças respiratórias, manutenção da hidratação e atenção especial aos grupos mais vulneráveis.
Dados do Ministério da Saúde indicam que a circulação dos vírus da gripe começou mais cedo em 2026, levando à intensificação das campanhas de vacinação em todo o país. Até abril deste ano, já haviam sido registrados mais de 5,5 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causada por influenza e centenas de mortes associadas à doença, reforçando a importância da imunização antes do período de maior circulação viral.
Entre os grupos que merecem atenção especial estão idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas e pacientes imunossuprimidos. A vacinação contra a gripe e a Covid-19 continua sendo considerada pelas autoridades sanitárias a principal ferramenta para reduzir internações, complicações e óbitos durante os meses frios.
Além da imunização, médicos recomendam manter os ambientes ventilados, mesmo nos dias mais frios. A tendência de fechar portas e janelas favorece a concentração de vírus, bactérias e fungos, aumentando o risco de transmissão de doenças respiratórias. A higienização frequente das mãos e a etiqueta respiratória — cobrindo nariz e boca ao tossir ou espirrar — também permanecem entre as medidas mais eficazes de prevenção.
Outro aspecto frequentemente esquecido durante o inverno é a hidratação. A redução da sensação de sede faz muitas pessoas diminuírem o consumo de água, o que pode resultar em desidratação, aumento da viscosidade do sangue, sobrecarga renal e piora de doenças pré-existentes. Especialistas orientam manter a ingestão regular de líquidos ao longo do dia, incluindo água, chás e sopas.
A pele também sofre os impactos da estação. O ar frio e seco, aliado aos banhos muito quentes, favorece o ressecamento, podendo provocar rachaduras, coceiras e dermatites. O uso diário de hidratantes corporais e protetores labiais é recomendado para preservar a barreira natural da pele.
No ambiente doméstico, o uso de lareiras, fogões a lenha e aquecedores requer atenção. Ambientes totalmente fechados podem favorecer o acúmulo de monóxido de carbono, um gás invisível e sem cheiro que pode causar intoxicações graves. Especialistas recomendam sempre manter alguma forma de ventilação durante o uso desses equipamentos.
Os cuidados também devem alcançar os animais de estimação. Cães e gatos sofrem com as baixas temperaturas e podem apresentar queda da imunidade, agravamento de doenças articulares e problemas respiratórios. Veterinários recomendam manter os pets protegidos da umidade, do vento e do frio intenso, especialmente filhotes, idosos e animais de pelagem curta.
A alimentação é outro fator importante durante o inverno. Nutricionistas orientam aumentar o consumo de frutas ricas em vitamina C, verduras, legumes e alimentos que fortaleçam o sistema imunológico. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas para “aquecer o corpo” não é recomendado, pois provoca apenas uma sensação temporária de calor, podendo inclusive aumentar a perda de temperatura corporal.
Com a expectativa de frio rigoroso e geadas em diversas regiões do Estado nas próximas semanas, especialistas reforçam que pequenas atitudes preventivas podem fazer grande diferença para garantir uma estação mais segura, saudável e confortável para toda a família.
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