Um novo surto do letal vírus Nipah (NiV) no estado de Bengala Ocidental, no leste da Índia, colocou a comunidade internacional em estado de vigilância máxima nesta última semana de janeiro de 2026. Com uma taxa de letalidade que pode chegar a 75%, o patógeno é classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das maiores ameaças epidêmicas da atualidade.
O Epicentro e a Transmissão em Hospitais
O surto foi identificado em um hospital particular em Barasat, nos arredores de Calcutá. O que mais preocupa as autoridades é a confirmação de que médicos e enfermeiros estão entre os infectados, o que comprova a transmissão de humano para humano em ambiente clínico.
Até o momento, os dados oficiais apontam:
- Casos Confirmados: Entre 2 e 5 pacientes (há divergência entre órgãos locais, mas pelo menos dois profissionais de saúde seguem em estado crítico).
- Monitoramento: Aproximadamente 190 pessoas que tiveram contato com os doentes foram colocadas em quarentena rigorosa.
- Histórico: Esta região não registrava casos de Nipah há 19 anos, o que sugere uma nova reintrodução do vírus a partir de morcegos frugívoros (hospedeiros naturais).
Resposta Internacional: O Retorno das Telas Térmicas
O medo de uma disseminação regional levou países vizinhos como Tailândia, Nepal e Taiwan a reintroduzirem medidas de segurança semelhantes às da era COVID-19. Aeroportos internacionais, como o de Suvarnabhumi (Bangkok), já realizam a triagem térmica de passageiros vindos da Índia e exigem a apresentação de cartões de monitoramento de saúde.
Qual o risco para o Brasil?
Apesar do alerta global, o Ministério da Saúde do Brasil e a Anvisa mantêm uma postura de “vigilância atenta”, mas sem alarde. Especialistas explicam que o risco de uma pandemia global de Nipah é menor do que o da COVID-19, pois o vírus não se espalha facilmente pelo ar em longas distâncias, exigindo contato muito próximo com fluidos corporais.
“No Brasil, não há registros do vírus nem do morcego que o transporta. Nosso foco é monitorar portos e aeroportos para identificar rapidamente qualquer viajante sintomático que venha de zonas de surto”, afirmam autoridades sanitárias em nota técnica.
Sintomas e Prevenção
A infecção começa com sintomas comuns, como febre e dor muscular, mas pode evoluir rapidamente para encefalite aguda (inflamação do cérebro), levando ao coma em apenas 24 a 48 horas. Como não existe vacina nem cura, a prevenção baseia-se em:
- Lavar rigorosamente frutas e evitar aquelas com sinais de mordidas de animais.
- Evitar o consumo de seiva de tamareira crua.
- Manter higiene rigorosa das mãos e uso de EPIs em áreas de risco.
Transparência editorial
Informações sobre a produção, autoria e atualização desta publicação.
- Autoria identificada
- Data de atualização visível
- Política editorial pública
- Canal de correção disponível
Entenda o caso
Transparência editorial
O Gazeta Popular mantém páginas públicas de referência editorial para facilitar a identificação da equipe, critérios de publicação e canais de contato.

