A escolha do mês não é por acaso: em 10 de setembro é lembrado o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para chamar atenção a um problema de saúde pública que provoca cerca de 14 mil mortes por ano no Brasil, ou aproximadamente 38 pessoas por dia.
Com o lema “Conversar pode mudar vidas” e, em 2025, também “Se precisar, peça ajuda!”, a campanha reforça a importância do diálogo aberto sobre saúde mental, quebrando tabus e incentivando a busca por apoio emocional e profissional. Estudos indicam que 17% dos brasileiros já pensaram em suicídio, e 4,8% chegaram a elaborar um plano, sendo que 96,8% dos casos estão associados a transtornos mentais, como depressão, ansiedade e uso de substâncias.
A cor amarela, símbolo da campanha, tem origem em uma história de solidariedade ocorrida nos Estados Unidos, nos anos 1990, quando amigos de um jovem que havia tirado a própria vida passaram a distribuir fitas amarelas como sinal de apoio e esperança. Desde então, a fita se tornou um símbolo de valorização da vida.
Durante o mês, diversas ações são realizadas para sensibilizar a população:
Iluminação de monumentos e prédios públicos em várias cidades, reforçando a visibilidade da campanha.
Palestras, rodas de conversa e atividades educativas, promovidas por escolas, igrejas e instituições de saúde, desmistificando o tema e incentivando a busca por ajuda profissional.
Campanhas nas redes sociais, com hashtags como #SetembroAmarelo e #SePrecisaPecaAjuda, para ampliar o alcance da mensagem.
O CVV oferece apoio emocional gratuito e sigiloso 24 horas por dia, pelo telefone 188, chat ou e-mail. Psicólogos, psiquiatras e demais profissionais de saúde mental também estão disponíveis para acompanhamento especializado.
Segundo especialistas, até 90% dos casos de suicídio podem ser prevenidos com acolhimento adequado e tratamento adequado. A campanha, portanto, é mais do que um alerta: é um convite à empatia, ao diálogo e à ação.
A mensagem é clara: falar é a melhor forma de prevenir, e todos podem contribuir observando sinais de sofrimento emocional, oferecendo escuta sem julgamentos e incentivando quem precisa a buscar ajuda.
Para mais informações, materiais de apoio e orientações, acesse setembroamarelo.com
ou entre em contato com o CVV pelo telefone 188.
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