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sábado, 04 de julho de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
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Aumento da conta de energia pesa no bolso dos brasileiros e deve seguir em alta em 2026

O consumidor brasileiro já sente no orçamento o impacto de novos reajustes tarifários aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em 2025. A tendência, segundo projeções oficiais, é de que o custo da energia siga em alta também no próximo ano, pressionando...

Reajustes acima da média em várias regiões

A ANEEL calcula que o aumento médio nacional das tarifas residenciais em 2025 deve ficar em aproximadamente 6,3%. No entanto, em alguns estados o reajuste superou — e muito — essa média.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, a distribuidora CEEE-D teve tarifas autorizadas com alta de 21,76% para consumidores residenciais, com impacto médio geral de 19,53%. Os novos valores passaram a valer em 22 de novembro de 2025 e já repercutem no orçamento das famílias gaúchas.

Especialistas explicam que a variação entre regiões ocorre porque cada distribuidora possui custos diferentes, contratos distintos de compra de energia e níveis variados de perdas e investimentos.

Por que a energia ficou mais cara?

O aumento não é isolado e reflete uma série de fatores que vêm pressionando o sistema elétrico brasileiro:

Crescimento dos custos do setor, como encargos setoriais, geração e transmissão — a chamada Parcela A, que não é controlada pelas distribuidoras.

Mudanças legais, como a Medida Provisória 1.304/2025, que permite repassar ao consumidor parte dos custos gerados por limitações na produção de fontes renováveis.

Reajustes anuais e revisões tarifárias, previstos em contratos de concessão das distribuidoras.

Impacto das bandeiras tarifárias, que variam conforme o custo de geração.

Combinados, esses fatores elevam a tarifa final paga pelo consumidor e criam um cenário de instabilidade para o planejamento financeiro das famílias.

Projeções para 2026: novos aumentos à vista

A perspectiva para 2026 não é de alívio. Dados da ANEEL e análises de mercado indicam que o país poderá registrar um novo aumento médio de cerca de 8%, podendo chegar a 9,5% nas regiões Sul e Sudeste — justamente onde o consumo de energia é maior.

O cenário preocupa setores produtivos que dependem de energia para manter suas operações. Indústrias, comércios e produtores rurais já relatam pressão nos custos e risco de repasse aos preços finais.

Impactos no cotidiano e busca por alternativas

O aumento da conta de luz mexe diretamente com o orçamento familiar, sobretudo nas camadas de renda mais baixa. Em muitos lares, a energia já representa um dos cinco maiores gastos mensais.

Diante desse cenário, cresce a procura por alternativas como:

Geração própria de energia solar;

Programas de eficiência energética;

Equipamentos mais econômicos;

Tarifas sociais para famílias de baixa renda.

Pequenos negócios também buscam reduzir o consumo ou adaptar rotinas para aliviar o impacto nos custos operacionais.

Região Sul enfrenta pressão maior

No Rio Grande do Sul, onde o reajuste ficou muito acima da média nacional, o aumento tem repercutido especialmente entre consumidores residenciais e pequenos empreendedores. Comércios, agroindústrias familiares e propriedades rurais relatam dificuldade em absorver os novos custos.

A expectativa é que, com a continuidade dos reajustes elevados, a busca por energia solar e medidas de eficiência dispare em 2026, sobretudo em municípios de economia mista, como os do Vale do Rio Pardo.

 

ABSOLAR assina acordo com entidade paraguaia para ampliar colaboração no desenvolvimento da energia solar e tecnologias sustentáveis      

Parceria com Associação Paraguaia de Energia Solar pretende reforçar a atração de novos investimentos e criação de mais oportunidades de negócios no setor fotovoltaico entre Brasil e Paraguai


A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) assinou, durante a Conferência da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30), em Belém (PA), um acordo de cooperação com a Associação Paraguaia de Energia Solar (Asociación Paraguaya de Energía Solar – APES), para fortalecer e ampliar o comércio bilateral e a colaboração entre os setores fotovoltaicos e de tecnologias sustentáveis, como armazenamento, eletromibilidade e hidrogênio verde dos dois países.

 

O objetivo do acordo, que prevê troca de informações, benchmarking e colaboração mútua, é ampliar a atração de novos investimentos, a geração de empregos verdes, a capacitação profissional, as condições de financiamento e a criação de novas oportunidades de negócios em energia solar no Brasil e no Paraguai.

 

Assinado pelos presidentes executivos das entidades, Rodrigo Sauaia, pela ABSOLAR, e Pablo Zuccolillo, pela APES, o acordo possibilita a promoção conjunta de eventos das associações, bem como a atuação coordenada em defesa de políticas públicas, regulações, normas e incentivos adequados para as tecnologias fotovoltaicas e demais soluções sustentáveis.

 

Na visão da ABSOLAR, o acordo pode se configurar como um grande vetor para intensificar a transição energética a partir das tecnologias sustentáveis. “Com a energia solar, os sistemas de armazenamento, a eletrificação da frota e novos projetos com hidrogênio verde e data centers, podemos, em pouco tempo, tornar a matriz elétrica brasileira ainda mais limpa e sustentável”, comenta Sauaia”, acrescenta.

 

Para o dirigente, a entidade está empenhada em atuar de forma mais colaborativa com a entidade paraguaia, no sentido de reforçar o comércio bilateral. “O acordo fortalece ainda mais as relações entre Brasil e Paraguai e, assim, trará muitas oportunidades para os dois mercados, proporcionando um crescimento ganha-ganha em prol do desenvolvimento social, econômico e ambiental nos países”, conclui Sauaia.

 

Para Pablo Zuccolillo, o acordo de cooperação busca impulsionar o uso da energia solar como ferramenta de desenvolvimento econômico, social e ambiental. “Com base na longa cooperação de Itaipu, a parceria avança em direção a tecnologias como a energia solar flutuante. O projeto reforça a diversificação da matriz energética e a segurança elétrica de ambos os países. O acordo promove infraestrutura renovável, inovação e colaboração público-privada. Ambas as entidades reafirmam o compromisso com a sustentabilidade e o acesso universal à energia limpa”          , conclui o presidente da APES.

 

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Fonte/Origem Apuração/Redação
Autor Gazeta Popular
Atualização 21/11/2025 às 17:07
Categoria Edição em Texto
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O que aconteceu?Aumento da conta de energia pesa no bolso dos brasileiros e deve seguir em alta em 2026
Onde?Rio Pardo
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Última atualização21/11/2025 às 17:07

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