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terça-feira, 11 de agosto de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Tabaco

SindiTabaco participa do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio

Com o tema "Agro & Indústria - integrando e transformando o Brasil", evento promovido pela ABAG e B3 contou com a participação do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin e do ex-presidente Michel Temer.

 

 

Agosto 2026 – O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) esteve presente no 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), realizado nesta segunda-feira, 10 de agosto, numa organização da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), em parceria com a B3.

Durante a solenidade da abertura, o presidente da ABAG, Ingo Plöger, entregou ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, uma Agenda Estratégica da Agroindústria Brasileira, resultado de um amplo estudo que avaliou mais de 80 fatores, priorizados segundo sua urgência, impacto e horizonte de implementação. O documento reúne propostas para ações de curto, médio e longo prazo.

Também participaram da solenidade de abertura André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária; Geraldo Melo Filho, secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo; Antonio Mello Alvarenga Neto, presidente da Sociedade Nacional da Agricultura (SNA); Ana Repezza, presidente da CropLife Brasil; Tirso de Salles Meirelles, presidente da FAESP/SENAR; Silvia Massruhá, presidente da Embrapa; Tania Zanella, presidente da OCB e do Instituto Pensar Agro (IPA); Marcelo Regunaga, coordenador do Grupo de Países Productores del Sur (GPS); Luiz Masagão, vice-presidente de Produtos e Clientes da B3; a senadora Tereza Cristina e o deputado federal Arnaldo Jardim.

Realizado em São Paulo, o evento anual já faz parte da agenda dos principais formadores de opinião do agronegócio brasileiro. Neste ano, os debates foram voltados à reflexão sobre o papel da integração entre agro e indústria como motor de inovação, desenvolvimento e transformação.

Para Valmor Thesing, presidente do SindiTabaco, participar do congresso da ABAG é uma oportunidade para o setor de tabaco estar mais próximo do agro do Brasil, acompanhando as tendências e também lembrando a outros setores que o tabaco faz parte do agro. “Em um ambiente desafiador, com entraves estruturais, volatilidade econômica, insegurança regulatória e necessidade de ampliar a competitividade, precisamos estar alinhados com as prioridades estratégicas e tendências do agronegócio”, diz.

 

A indústria que revoluciona o Agro

O Brasil possui escala produtiva, recursos naturais, capacidade empresarial e potencial tecnológico, mas precisa combinar esses ativos com maior velocidade de inovação e previsibilidade regulatória. Essa foi uma das avaliações do primeiro painel do evento, mediado pelo jornalista William Waack.

“Marcos legais, proteção de cultivares, inovação e previsibilidade regulatória são fundamentais para estimular investimentos das empresas que desenvolvem novas tecnologias”, ponderou Ana Repezza, presidente da CropLife Brasil, que recordou que produzir em uma agricultura tropical significa conviver com elevada pressão de pragas e condições climáticas desafiadoras, realidade que precisa ser considerada na construção das políticas regulatórias.

Gastón Díaz Pérez, presidente e CEO da Bosch América Latina, defendeu que o ambiente regulatório não imponha obstáculos desnecessários à atividade empresarial, que opera atualmente em um ambiente marcado por elevada complexidade, volatilidade econômica, juros altos e incertezas geopolíticas. Ele também comentou que as ferramentas digitais já são utilizadas na América Latina e que o desafio não está apenas em desenvolver modelos de inteligência artificial, mas em aplicá-los de forma eficiente. “Os modelos preditivos baseados em IA precisam estar associados à qualificação profissional, pois sem pessoas qualificadas, não existe o suporte humano necessário para conduzir a inteligência artificial”.

Gustavo Mariano, vice-presidente da Inpasa, destacou como a previsibilidade regulatória é importante para reduzir custos e planejar investimentos. “A América Latina precisou se adaptar rapidamente às novas demandas internacionais, enquanto novas regulamentações, inclusive no transporte marítimo, deverão provocar outras mudanças”, disse. Para Mariano, a capacidade de incorporar rapidamente novas soluções será decisiva para o futuro do setor. “A velocidade de adoção de tecnologias para a melhoria dos processos é o caminho para uma agroindústria forte”.

 

Investimento e Financiamento em Tempos Voláteis

Em parceria com a B3, o evento corroborou que o mercado de capitais tem a proposta de apoiar o avanço do agronegócio brasileiro, conectando produtores e empresas aos recursos necessários para o setor. Até junho, as emissões de CPR somavam R$ 470 bilhões, enquanto as LCA alcançavam R$ 560 bilhões, os CRA, R$ 170 bilhões, e os CDCA ultrapassavam R$ 30 bilhões. Segundo as especialistas do painel, o desafio é ampliar o acesso ao mercado de capitais, melhorar a compreensão sobre os diferentes riscos, fortalecer as garantias e avançar na utilização do seguro rural.

“É necessário capacitar o produtor para compreender a análise de crédito e, ao mesmo tempo, fazer com que os agentes do mercado financeiro conheçam melhor a dinâmica da atividade dentro e fora da porteira, inclusive para identificar quais instrumentos de seguro são mais adequados para cada risco”, afirmou Flávia Palacios, diretora da ANBIMA.

Entre os instrumentos que ganharam relevância estão os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), sustentados por um arcabouço regulatório robusto, e os Fiagros, que abriram novas possibilidades de investimento em ativos e empresas ligados ao agronegócio.

Aproximadamente 600 mil investidores possuem aplicações em CRA, com tíquete médio de R$ 43 mil. No caso do Fiagro, o tíquete médio é de cerca de R$ 1 mil, evidenciando a possibilidade de ampliar e democratizar o acesso ao financiamento do setor. Fabiana Perobelli, superintendente de Relacionamento com Clientes da B3, explicou que instrumentos originados na própria atividade rural também podem alimentar essa estrutura. A CPR (Cédula de Produto Rural) pode se transformar em garantia e integrar operações de CRA e outros instrumentos financeiros.

Julyana Yokota, managing director e especialista setorial da S&P Global Ratings, destacou que volatilidade e risco fazem parte da própria natureza do agronegócio. Por isso, planejamento financeiro, transparência e governança precisam ser incorporados à estratégia das empresas. “Quando falo de governança e transparência, estou falando de acesso a instrumentos que podem oferecer opções melhores para reduzir custos”, avaliou.

Sobre seguro rural, Monique Cardoso, superintendente de Sustentabilidade da CNseg, comentou que o cenário é preocupante, com menos de 100 mil produtores rurais com seguro no Brasil, ainda mais em um cenário com eventos climáticos extremos mais frequentes e intensos. Ela destacou ainda que o seguro pode funcionar como instrumento para avaliar riscos e incentivar práticas mais sustentáveis e que as informações climáticas podem apoiar produtores, seguradoras, instituições financeiras e demais participantes do mercado de crédito.

 

Mesa redonda, homenagens e Future Flash

Além dos painéis, a programação contou com duas mesas redondas: “O Agro na Geopolítica” e “Novo Governo: Prioridades e Compromissos”, além de homenagens e a estreia do “Future Flash do Agro Brasileiro”, com apresentações dinâmicas voltadas às tendências que devem impactar o setor nos próximos anos.

Luiz Carlos Corrêa Carvalho, sócio-diretor da Canaplan e presidente do Conselho Estratégico de Alto Nível da ABAG, recebeu o Prêmio Ney Bittencourt de Araújo – Personalidade do Agronegócio, e a pesquisadora da Embrapa Iêda Mendes foi contemplada com o Prêmio Norman Borlaug – Sustentabilidade. As apresentações das homenagens foram feitas por Roberto Rodrigues, professor emérito da FGV, e por Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, respectivamente.           

A palestra final foi conduzida pelo ex-presidente da República, Michel Temer. Com o tema “Caminhos para o Futuro”, Temer analisou os desafios institucionais, econômicos e estratégicos do Brasil.

* Com informações da assessoria de imprensa da ABAG

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Tipo de conteúdo Notícia
Fonte/Origem Apuração/Redação
Autor Gazeta Popular
Atualização 11/08/2026 às 18:03
Categoria Tabaco
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Extensão 1.274 palavras
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Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Última atualização11/08/2026 às 18:03

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