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quinta-feira, 27 de agosto de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Tabaco

Farsul se soma à mobilização da cadeia produtiva do tabaco

Federação gaúcha reforça articulação institucional construída pela Amprotabaco e demais entidades do setor e encaminha a criação de uma comissão permanente para incorporar as demandas da cadeia à agenda do agronegócio

Porto Alegre – A cadeia produtiva do tabaco ampliou, nesta quarta-feira, 26, sua articulação dentro do agronegócio brasileiro. Em agenda na sede da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), em Porto Alegre, a Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco) e entidades representativas do setor receberam o compromisso da federação gaúcha de ampliar seu envolvimento nas pautas da atividade e encaminhar a criação de uma comissão permanente dedicada ao tabaco. O movimento dá sequência à aproximação institucional construída nos últimos meses, especialmente a partir das agendas realizadas em Brasília, e fortalece a presença da cadeia nos espaços de formulação e defesa do agronegócio nacional.

O presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, destaca que a aproximação com entidades de grande representatividade permite ampliar o debate sobre oportunidades econômicas ainda pouco exploradas pelo Brasil. Entre elas estão a possibilidade de produção nacional voltada aos novos produtos e à extração de nicotina líquida para industrialização e exportação. “Há uma tendência de liberar o processo de extração da nicotina líquida para a industrialização, conforme os interlocutores do Governo Federal nos passam. A fabricação desses produtos abriria um novo nicho de mercado para toda a cadeia produtiva, com oportunidade para produtores e indústria, especialmente porque já existem mercados consolidados internacionalmente”, afirma Becker. Para ele, a produção regulamentada também permitiria maior controle sobre um mercado hoje abastecido, em grande parte, por produtos provenientes do contrabando.

O presidente da Farsul, Domingos Velho Lopes, confirma o apoio da federação à construção desta agenda e defendeu que as discussões sejam sustentadas por dados oficiais e pela análise econômica dos mercados. Segundo ele, a estratégia pode começar pela produção destinada à exportação, avançando posteriormente para outros elos relacionados aos novos produtos e à discussão de sua regulamentação no País. “A Farsul quer apoiar e se engajar na causa do tabaco. Acredito que a estratégia inicial seja trabalhar a exportação em primeiro plano e, depois, avançar sobre os demais elos da cadeia”, pontua, ao dizer que a estruturação de uma comissão permanente dentro da federação, com participação indicada pelas entidades do setor, é necessária para sistematizar demandas e subsidiar os posicionamentos institucionais da presidência.

O presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, reforça que o setor ainda enfrenta dificuldades de compreensão sobre sua dimensão econômica e social e avaliou que a aproximação com entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Farsul amplia sua representatividade. A produção brasileira está presente sobretudo nos três estados do Sul, além de Bahia e Alagoas, ao mesmo tempo em que o mercado internacional passa por profundas transformações. Thesing cita o crescimento dos produtos de tabaco aquecido em países como o Japão e defendeu que o Brasil tenha condições de participar desse mercado global, tanto por meio da produção de novos produtos quanto da extração de nicotina líquida. “Entendemos que a CNA e a Farsul têm uma força muito grande nos espaços de discussão. Essas entidades podem contribuir para que o Brasil tenha um posicionamento cada vez mais baseado em evidências científicas, econômicas e produtivas”, sustenta.

Também presente, o vice-presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Romeu Schneider, abordou o impacto do mercado ilegal e a necessidade de ampliar o debate sobre alternativas regulamentadas. Segundo ele, o contrabando chega a representar cerca de 40% do mercado em determinados períodos, enquanto novos produtos já são regulamentados em mais de uma centena de países. Schneider defende que a discussão precisa considerar tanto aspectos de saúde quanto seus efeitos econômicos, produtivos e sobre o comércio ilegal.

Cadeia volta a se reunir na Expointer

A nova articulação é resultado de uma sequência de agendas com a atuação da Amprotabaco e demais entidades representativas para reposicionar a cadeia produtiva do tabaco nos grandes fóruns do agronegócio. Em Brasília, o setor já havia reunido municípios, produtores, trabalhadores, indústria e lideranças políticas em torno de temas como desenvolvimento econômico, renda no campo, mercado ilegal, desafios regulatórios e maior participação da cadeia na formulação das políticas nacionais. A aproximação com a CNA integra este processo e terá um novo capítulo no dia 3 de setembro, durante a Expointer.

Na ocasião, representantes da Amprotabaco, Farsul, CNA e demais entidades da cadeia estarão novamente reunidos, desta vez em uma audiência pública com participação de parlamentares e lideranças governamentais. A agenda deverá aprofundar o debate sobre mercado, regulamentação, exportações e novas oportunidades econômicas para um setor que mobiliza centenas de municípios e milhares de famílias produtoras no País.

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Tipo de conteúdo Notícia
Fonte/Origem Apuração/Redação
Autor Gazeta Popular
Atualização 27/08/2026 às 06:10
Categoria Tabaco
Leitura 4 min
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Entenda o caso

O que aconteceu?Farsul se soma à mobilização da cadeia produtiva do tabaco
Onde?Porto Alegre
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Fonte/OrigemApuração/Redação
Última atualização27/08/2026 às 06:10

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