Semana passada tratei das vicissitudes de nosso tempo, das tentativas de nos anteciparmos aos impactos das mudanças climáticas, apesar das dificuldades de sua imprevisibilidade. Veranico de agosto e temporal em cima de temporal…
Pois bem, pela primeira vez desde que resido por essas bandas do Vale Verde, há mais ou menos vinte e três anos, que minha casa sofreu as consequências de um temporal.
Algumas telhas arrancas da casa e parte da cobertura do galpão que foi parar lá-sei-onde; muita coisa molhada, sendo algumas recuperadas e outras perdidas.
Felizmente foram danos de pequena monta, que mais deram dor de cabeça do que um prejuízo mais robusto. Claro, a incomodação e o transtorno sempre vêm junto com esse tipo de acontecimento; porém, nada que se compare com os prejuízos que muitas pessoas têm quando perdem suas casas, seus equipamentos, suas lavouras, e até no que diz respeito à perda de vidas. As dores dessas perdas devem ser terríveis, e nós não fazemos a menor ideia de como sejam…
* A mesma questão
E daí que repito a questão feita: essas condições de tempo que temos visto ultimamente, enchentes, tornados, granizo, temporais, etc., são comuns apenas a nosso tempo atual ou sempre existiram?
Interessante que, conversando com amigos aqui do Vale, os pontos de vista dessa questão foram bastantes diferentes, com uma leve tendência a apoiar a tese de que sempre existiram. O que o amigo leitor pensa a respeito?
* Outra questão pertinente
Ampliando o comentário de semana passada, pergunto ao amigo leitor: os avisos que são emitidos pela Defesa Civil do estado são necessários e podem ajudar-nos considerando que nada pode-se fazer para evitar os eventos climáticos? Ou não adiantam nada, servindo apenas para deixar as pessoas mais nervosas diante do inevitável? Hein? Hã?
Fiz a pergunta acima, pois mais pessoas com quem conversei defendem a ideia de que de nada adianta ficar cinco dias ou uma semana sendo avisado de temporais e ventanias se não tem como evitar-se… Segundo elas, “é só para aumentar a preocupação e o nervosismo…”.
* Mudando de assunto…
Esta semana um ministro do Superior Tribunal de Justiça – STJ, o segundo tribunal de graduação mais elevada do Poder Judiciário brasileiro, acima dele apenas o STF – Supremo Tribunal Federal, foi condenado por assédio sexual no âmbito do tribunal em que trabalhava.
Até onde sei, é a primeira vez que um alto figurão dos tribunais superiores é condenado por crime semelhante. Isso é um bom sinal, pois eu estava começando a acreditar que esses juízes, elevados à categoria de “ministros” por seus cargos, estavam acima do bem e do mal e que, pela posição que ocupam no judiciário nacional, se achavam impunes.
A pena aplicada foi a considerada pena máxima: afastamento do cargo (disponibilidade) até a conclusão do processo, e depois a perda do cargo, isto é, demissão!
Durante o afastamento, que será mantido até os trâmites finais de demissão, o facínora condenado receberá salários proporcionais ao tempo de contribuição. Uma vez demitido, não receberá nada!
Que isso sirva de exemplo e não seja um caso isolado de punição aos juízes infratores, certo?
* Por fim, outra pergunta que não quer calar: e o Colorado, hein?
Parafraseando o eterno narrador Aroldo de Souza, “como sofre essa torcida do Internacional…” ahahahahhahaha. Rapaz, até quando a gente ganha o sofrimento parece não ter fim, que doideira. O importante é que passamos… com as calças na mão, mas passamos.
Já que o Tricolor também passou, fica a pergunta: quem mais aí torce por um GRENAL na próxima fase? Te escapa medinho, que o medão te pega, ahahahahahahhaha.
E como no Brasil até tragédia vira piada, especula-se que as quedas de energia de ontem não foram causadas pelo temporal, mas sim pelo grande número de secadores ligados na hora do jogo do Colorado. Será? ahahahahahahhahahahah
Bom fim de semana e até à próxima, se Deus quiser.
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