Nosso clima está complicado. Ou seria nosso tempo?
* Uma diferenciação necessária
Qual a diferença entre clima e tempo?
Segundo o INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, os dois conceitos têm substanciais diferenças. É muito comum que os confundamos.
O tempo, tecnicamente tempo meteorológico, também chamado de “o tempo que é previsto pelos meteorologistas”, é o “tempo atual” ou que ocorre no momento em que o observamos; é a condição meteorológica do momento, que pode dizer respeito, esse momento, a até quinze dias em sequência.
Já o clima, é o conjunto de estados do tempo meteorológico que caracterizam o meio ambiente atmosférico de uma determinada região ao longo do ano, sendo que, para fins de determinar as características desse clima, a Organização Mundial de Meteorologia (WMO) recomenda 30 anos de observação e análise. Na prática o cima é a determinação do tempo durante um ano, a partir da observação desse mesmo tempo anual durante trinta anos (no mínimo). Querédo, que confusão, ahahahahahah.
Assim, a partir desses conceitos, podemos dizer: o tempo pode mudar de um dia para outro, de uma hora para outra; já o clima, um estado desenvolvido por trinta anos de observação, não muda assim, tão rápido.
* A pergunta que não quer calar…
Pois é amigo leitor, preciso perguntar: essas condições de tempo que temos visto ultimamente, enchentes, tornados, granizo, temporais, etc., são comuns apenas a nosso tempo atual ou sempre existiram?
* Lembranças…
A pergunta que eu fiz acima é pertinente, pois que me lembro da ocorrência dos mesmos fenômenos meteorológicos lá em General Câmara, há trinta, quarenta anos, lá no meu tempo (desculpando a confusão) de adolescência.
Por exemplo, de repente o nome “tornado” não era comum naquela época, mas as características e os danos eram muito comuns. Certa feita, no centro da cidade, o telhado do galpão do vizinho foi atirado por uma ventania a uns cinquenta metros de distância, e neste mesmo “evento” as paredes em construção do galpão de meu pai vieram abaixo; noutra, um aviário, lá no silo, foi completamente destruído por um “pé-de-vento”; a cobertura de zinco do campo de futebol do estádio Argemiro Dorneles, a área coberta, foi “transportado” por uma “ventoinha” por cima das casas do redor até muito longe; postes foram derrubados e árvores arrancadas…
Enchentes e inundações, para nós que morávamos na confluência Taquari-Jacuí, eram muito comuns. E eu nem falo na de 41, pois que não é do meu tempo…
Granizo? Uma vez uma “chuva de pedra” nos pegou num campo de futebol. Pedras do tamanho de uma bola de pingue-pongue. Nos protegemos em uma casa, mas o que nos salvou foi a mesa da cozinha sob a qual nos escondemos, pois o telhado e o forro foram completamente destruídos… E isso era bastante comum.
* Mas qual é a questão então?
Para mim, são duas questões: no caso de enchentes, a ocupação humana próxima aos rios se tornou muito maior; nos demais fenômenos (tornados, vendavais) a circulação de imagens, via redes sociais e meios de comunicação, tornou-se muito mais intensa. Assim, é mais gente sendo atingida e muito mais rapidamente somos informados da ocorrências desses fenômenos meteorológicos. Antes, quem não os sofria não ficava sabendo de sua ocorrência, certo?
* E ainda assim, não há o que não haja
Outro dia ouvi um cidadão reclamando que esses avisos do poder público e da Defesa Civil, servem só para deixar as pessoas nervosas, pois que nada pode ser feito, e nem tem-se como evitar os fenômenos meteorológicos. Conforme o indivíduo, “tem que deixar acontecer, e seja o que Deus quiser” … O que o amigo leitor pensa a respeito?
E assim vamos levando, enquanto o super El Nino não chega.
Bom fim de semana e até à próxima, se Deus quiser.
PS: De tanto pelear com a goteiras me dei conta do problema: só aparecem quando chove… Mas que barbarbaridade, ahahahahah
Transparência editorial
Informações sobre a produção, autoria e atualização desta publicação.
- Autoria identificada
- Data de atualização visível
- Política editorial pública
- Canal de correção disponível
Entenda o caso
Transparência editorial
O Gazeta Popular mantém páginas públicas de referência editorial para facilitar a identificação da equipe, critérios de publicação e canais de contato.


