Pular para o conteúdo principal
sexta-feira, 31 de julho de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Opinião

Nosso clima está complicado. Ou seria nosso tempo?

Salve amigos leitores Nosso clima está complicado. Ou seria nosso tempo? * Uma diferenciação necessáriaQual a diferença entre clima e tempo?Segundo o INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, os dois conceitos têm substanciais…

 

Nosso clima está complicado. Ou seria nosso tempo?

 

* Uma diferenciação necessária

Qual a diferença entre clima e tempo?

Segundo o INPE – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, os dois conceitos têm substanciais diferenças. É muito comum que os confundamos.

O tempo, tecnicamente tempo meteorológico, também chamado de “o tempo que é previsto pelos meteorologistas”, é o “tempo atual” ou que ocorre no momento em que o observamos; é a condição meteorológica do momento, que pode dizer respeito, esse momento, a até quinze dias em sequência.

Já o clima, é o conjunto de estados do tempo meteorológico que caracterizam o meio ambiente atmosférico de uma determinada região ao longo do ano, sendo que, para fins de determinar as características desse clima, a Organização Mundial de Meteorologia (WMO) recomenda 30 anos de observação e análise. Na prática o cima é a determinação do tempo durante um ano, a partir da observação desse mesmo tempo anual durante trinta anos (no mínimo). Querédo, que confusão, ahahahahahah.

Assim, a partir desses conceitos, podemos dizer: o tempo pode mudar de um dia para outro, de uma hora para outra; já o clima, um estado desenvolvido por trinta anos de observação, não muda assim, tão rápido.

* A pergunta que não quer calar…

Pois é amigo leitor, preciso perguntar: essas condições de tempo que temos visto ultimamente, enchentes, tornados, granizo, temporais, etc., são comuns apenas a nosso tempo atual ou sempre existiram?

* Lembranças…

A pergunta que eu fiz acima é pertinente, pois que me lembro da ocorrência dos mesmos fenômenos meteorológicos lá em General Câmara, há trinta, quarenta anos, lá no meu tempo (desculpando a confusão) de adolescência.

Por exemplo, de repente o nome “tornado” não era comum naquela época, mas as características e os danos eram muito comuns. Certa feita, no centro da cidade, o telhado do galpão do vizinho foi atirado por uma ventania a uns cinquenta metros de distância, e neste mesmo “evento” as paredes em construção do galpão de meu pai vieram abaixo; noutra, um aviário, lá no silo, foi completamente destruído por um “pé-de-vento”; a cobertura de zinco do campo de futebol do estádio Argemiro Dorneles, a área coberta, foi “transportado” por uma “ventoinha” por cima das casas do redor até muito longe; postes foram derrubados e árvores arrancadas…

Enchentes e inundações, para nós que morávamos na confluência Taquari-Jacuí, eram muito comuns. E eu nem falo na de 41, pois que não é do meu tempo…

Granizo? Uma vez uma “chuva de pedra” nos pegou num campo de futebol. Pedras do tamanho de uma bola de pingue-pongue. Nos protegemos em uma casa, mas o que nos salvou foi a mesa da cozinha sob a qual nos escondemos, pois o telhado e o forro foram completamente destruídos… E isso era bastante comum.

* Mas qual é a questão então?

Para mim, são duas questões: no caso de enchentes, a ocupação humana próxima aos rios se tornou muito maior; nos demais fenômenos (tornados, vendavais) a circulação de imagens, via redes sociais e meios de comunicação, tornou-se muito mais intensa. Assim, é mais gente sendo atingida e muito mais rapidamente somos informados da ocorrências desses fenômenos meteorológicos. Antes, quem não os sofria não ficava sabendo de sua ocorrência, certo?

* E ainda assim, não há o que não haja

Outro dia ouvi um cidadão reclamando que esses avisos do poder público e da Defesa Civil, servem só para deixar as pessoas nervosas, pois que nada pode ser feito, e nem tem-se como evitar os fenômenos meteorológicos. Conforme o indivíduo, “tem que deixar acontecer, e seja o que Deus quiser” … O que o amigo leitor pensa a respeito?

E assim vamos levando, enquanto o super El Nino não chega.

Bom fim de semana e até à próxima, se Deus quiser.

PS: De tanto pelear com a goteiras me dei conta do problema: só aparecem quando chove… Mas que barbarbaridade, ahahahahah

Transparência editorial

Informações sobre a produção, autoria e atualização desta publicação.

Tipo de conteúdo Opinião
Fonte/Origem Colunista/Opinião
Autor Breno Pires
Atualização 31/07/2026 às 17:51
Categoria Opinião
Leitura 4 min
Extensão 704 palavras
Este conteúdo representa a análise ou opinião do autor identificado. A Gazeta Popular mantém páginas públicas de referência editorial, canais de contato e política de correções.
  • Autoria identificada
  • Data de atualização visível
  • Política editorial pública
  • Canal de correção disponível

Entenda o caso

O que aconteceu?Nosso clima está complicado. Ou seria nosso tempo?
Onde?General Câmara
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

Transparência editorial

Tipo de conteúdoNotícia
Fonte/OrigemApuração/Redação
Última atualização31/07/2026 às 17:51

O Gazeta Popular mantém páginas públicas de referência editorial para facilitar a identificação da equipe, critérios de publicação e canais de contato.