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sexta-feira, 11 de setembro de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Saúde

Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio reforça a importância de ouvir e acolher

Celebrada em 10 de setembro, a data chama a atenção para os sinais de sofrimento emocional e lembra que oferecer apoio e facilitar o acesso a atendimento pode salvar vidas

O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, celebrado anualmente em 10 de setembro, mobiliza instituições, profissionais de saúde e comunidades em torno de uma mensagem essencial: o suicídio pode ser prevenido.

A data foi instituída em 2003 pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio (IASP), em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde então, passou a incentivar ações de conscientização, redução do preconceito e fortalecimento das redes de apoio em diferentes países. Em 2027, a data será lembrada em uma sexta-feira.

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Mais do que uma mobilização realizada uma vez ao ano, a campanha procura ampliar o diálogo sobre saúde mental e mostrar que pedir ajuda não representa fraqueza. Da mesma forma, perceber o sofrimento de alguém e oferecer uma escuta respeitosa pode ser o primeiro passo para encaminhá-lo ao atendimento adequado.

Um problema de saúde pública

Mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. Conforme a OMS, o suicídio está entre as principais causas de morte da população jovem, ocupando a terceira posição entre pessoas de 15 a 29 anos.

A maior parte dessas mortes ocorre em países de baixa e média renda. A organização ressalta, entretanto, que o problema está presente em todas as regiões e classes sociais, atingindo pessoas de diferentes idades e realidades.

Cada ocorrência também produz consequências duradouras para familiares, amigos, colegas de trabalho e comunidades inteiras. Por isso, a prevenção precisa envolver não apenas os serviços de saúde, mas também famílias, escolas, empresas, entidades, igrejas, meios de comunicação e órgãos públicos.

Não existe uma causa única

O comportamento suicida não deve ser explicado por um único acontecimento. Trata-se de um fenômeno complexo, que pode envolver fatores sociais, psicológicos, biológicos, culturais e ambientais.

Conflitos familiares, perdas, violência, isolamento, discriminação, dificuldades financeiras, desemprego, problemas de relacionamento, uso prejudicial de álcool e outras drogas, doenças crônicas e sofrimento no trabalho podem aumentar a vulnerabilidade. Esses fatores, porém, não devem ser considerados isoladamente como causas determinantes.

Em algumas situações, uma crise pode comprometer momentaneamente a capacidade da pessoa de perceber alternativas para enfrentar os problemas. Por isso, oferecer proteção e atendimento no momento adequado faz diferença.

Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio reforça a importância de ouvir e acolher

Legenda — Divulgação

Sinais que merecem atenção

Não existe uma fórmula capaz de indicar com certeza que alguém está em risco. Entretanto, o Ministério da Saúde orienta familiares e pessoas próximas a observarem mudanças importantes de comportamento, sobretudo quando diversos sinais aparecem ao mesmo tempo ou se intensificam.

Entre os sinais que merecem atenção estão:

isolamento de familiares e amigos;

abandono de atividades que antes proporcionavam satisfação;

manifestações persistentes de tristeza, culpa ou desesperança;

mudanças acentuadas no sono, na alimentação ou no comportamento;

falta de cuidado consigo mesmo;

falas recorrentes sobre morte, desaparecimento ou ausência de futuro;

despedidas incomuns ou distribuição de objetos pessoais;

agravamento de problemas emocionais ou de conduta.

Manifestações desse tipo não devem ser tratadas como exagero, ameaça ou tentativa de chamar atenção. Todo relato de sofrimento precisa ser acolhido e levado a sério.

Como ajudar alguém em sofrimento

Ao perceber sinais preocupantes, a orientação é procurar um momento tranquilo para conversar. A pessoa deve ser ouvida com atenção, respeito e sem julgamentos, críticas ou comparações.

Perguntar de maneira direta e cuidadosa se ela está pensando em se machucar ou tirar a própria vida não incentiva o comportamento. Ao contrário, pode abrir espaço para que o sofrimento seja comunicado e para que a ajuda seja oferecida.

Também é importante evitar frases que diminuam a dor, como “isso vai passar”, “você precisa ser forte” ou “há pessoas em situação pior”. O sofrimento é individual e precisa ser reconhecido.

A pessoa pode ser incentivada a procurar uma Unidade Básica de Saúde, um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) ou outro serviço especializado. Oferecer-se para acompanhá-la ao atendimento é uma atitude que pode transmitir segurança.

Quando houver risco imediato, ela não deve permanecer sozinha. Familiares ou pessoas de confiança devem ser avisados, objetos e substâncias que possam representar perigo precisam ser afastados e um serviço de urgência deve ser acionado.

Prevenção precisa acontecer durante todo o ano

As campanhas realizadas em setembro ajudam a dar visibilidade ao tema, mas o cuidado com a saúde mental precisa estar presente nos demais meses.

A OMS recomenda ações permanentes, como a identificação precoce de pessoas em sofrimento, o acompanhamento após crises, o desenvolvimento de habilidades socioemocionais entre adolescentes, a comunicação responsável sobre o assunto e a redução do acesso a meios que possam ser utilizados em uma tentativa.

Combater o estigma também é uma forma de prevenção. Muitas pessoas deixam de procurar atendimento por medo de julgamentos, discriminação ou falta de compreensão. Criar ambientes em que seja possível falar sobre sofrimento emocional com segurança contribui para aproximá-las da ajuda.

Onde buscar ajuda

O Sistema Único de Saúde oferece atendimento nas Unidades Básicas de Saúde e nos Centros de Atenção Psicossocial. Em situações de urgência, podem ser procuradas as UPAs, os pronto-socorros e os hospitais, ou acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo telefone 192.

O Centro de Valorização da Vida oferece apoio emocional gratuito e sigiloso pelo telefone 188, disponível 24 horas por dia em todo o Brasil. O CVV também mantém atendimento por chat e e-mail em seu site oficial.

Se houver perigo imediato, a pessoa não deve ficar sozinha. É necessário buscar atendimento de urgência ou acionar o Samu pelo número 192.

O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio deixa um chamado que deve permanecer durante todo o ano: ouvir sem julgar, acolher com respeito e ajudar na busca por atendimento são atitudes capazes de proteger vidas.

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Tipo de conteúdo Notícia
Fonte/Origem Apuração/Redação
Autor Gazeta Popular
Atualização 11/09/2026 às 17:28
Categoria Saúde
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Extensão 1.037 palavras
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O que aconteceu?Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio reforça a importância de ouvir e acolher
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Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Última atualização11/09/2026 às 17:28

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