Salve amigos leitores
* Estou sendo acusado…
Isso mesmo amigo leitor: estou sendo acusado de não ser patriota, ahahahahah. Tudo por que um amigo leitor, irresignado com algumas observações pontuadas no texto de semana passada, disse que eu era contra a seleção brasileira e que eu ficaria feliz se ela perdesse. Claro que falou de forma bastante irônica, até cômica, mas não deixou de ser uma observação, kkk.
Veja bem: em nenhum momento eu disse, na coluna da semana passada ou em outra dos últimos vinte anos, que eu não torcia para a seleção brasileira ou para o futebol brasileiro. É claro e óbvio que eu torço e espero honestamente que os futebolistas pátrios me surpreendam, soterrem meu pessimismo (ou seria realismo?) e façam eu “queimar a língua” sendo campeões. Tomara!
O que eu não entendo é essa febre, essa mobilização, essa verdadeira loucura em que nosso país se transforma a cada quatro anos por causa de um esporte. E parece que a cada ano isso se torna mais forte e mais intenso. Não entendo mesmo (na verdade eu entendo, mas é assunto para outra coluna…)! Me desculpem leitores, mas é como eu sempre disse: para mim o futebol é apenas mais um tipo de esporte como outro qualquer; e nem figura entre os meus preferidos. Ah, e gosto muito mais de ver um joguinho de futebol aqui em nossos gramados municipais do que os jogos da selecinha na tv. Dá para acreditar?
Respeito os torcedores, inclusive os mais apaixonados, aqueles que torcem incondicionalmente, os que vão batizar seus filhos com o nome de seus ídolos e suas divindades futebolísticas, pois que fico contente com sua alegria, claro; e em nenhum momento eu desejo o insucesso de nossa seleção, não mesmo. Mas que me parece “meio demais”, isso me parece.
* Ainda sobre o patriotismo…
Vou dizer que até certo ponto é relativamente bom a gente ser considerado um não-patriota, pois que no governo do presidente anterior, do Messias Reacionário Negacionista Golpista candidato a ditador, houve uma apropriação do termo patriota que passou a significar todo aquele que apoiava e aplaudia seu desgoverno, seus desmandos, suas bobagens e bravatas e seu comportamento e ideais de cunho extremamente questionável e duvidoso (e hoje sabemos criminoso). Assim, até que a expressão patriota volte a ter sua acepção originária, é bom ser considerado um não-patriota, certo amigo leitor?
* Voltando à Copa…
Após arrancarmos a duras penas um precioso empate com o poderoso Marrocos, hoje vamos à luta contra o Haiti. Será um jogo mais fácil que o anterior? Tenho lá minhas dúvidas… A não ser que as modificações que nosso técnico fará (ao menos acredito que deva fazer) deem o resultado acima das expectativas, acredito que teremos outro jogo difícil.
Uma constatação que compartilho com muitos brasileiros amantes do futebol e, portanto, mais entendidos do que eu: não existem mais seleções “bobas” na prática do futebol como ocorria até alguns anos. Hoje qualquer seleção tem seus jogadores, ao menos alguns deles, jogando em grandes times ou grandes ligas. Tirando as equipes debutantes, todo jogo das demais tende a se apresentar como mais difícil. Ou não?
E o menino Ney está igual passo de chamamé na hora do doble-e-doble: faz-que-vai-mas-não-vai… faz-que-vai-mas-não vai… hahahahahahah, esse é muito boa, ahahahahahah.
* Teorias da Conspiração…
Como manda o figurino, não são poucas as teorias que cercam essa competição. Elas vão desde a convocação do menino Ney e o preterimento do jovem destaque do Brasil, até a escolha deste ou daquele estádio, desta ou daquela cidade, da escalação deste ou daquele árbitro, e por aí vai… E eu contribuo com mais uma: uma competição que tem entre os seus maiores patrocinadores as casas de apostas, pode inspirar confiança? Hein? Hã? Acho que já vimos esse filme.
Em homenagem ao último dia do meu sexagésimo terceiro ano de vida eu acredito que nossa selecinha apresentará, logo mais, um bom futebol. Acredito sim, mas sabe como é: um olho no peixe, outro no gato, ahahahahahahahah.
Pra frente Brasil, Brasil, salve a seleção!!!!!
Bom fim de semana e até à próxima, se Deus quiser.
Entenda o caso
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