Olá amigos leitores
Hoje compartilho com os leitores as impressões de um atleta amador na prova de meia-maratona de Porto Alegre, uma das mais importantes e tradicionais do Brasil, ocorrida no fim de semana passado.
* A enormidade do evento
Confirmando o que escrevi semana passada, em torno de trinta mil atletas se inscreveram para as provas dos dias 30 e 31 de maio, sábado (provas de cinco e dez quilômetros mais a meia-maratona) e domingo (a maratona com seus quarenta e dois mil, cento e noventa e cinco metros). Atletas profissionais, atletas amadores, corredores de fim de semana, atletas individuas e em grupos, atletas de clubes e equipes de corrida, gente de vários estados brasileiros e até de outros países estavam lá, numa bela demonstração de apreço pelo esporte.
E novamente destaco: a estrutura oferecida pelos organizadores é muito boa, o que contribui para a classificação desta competição como uma das melhores do Brasil. Apesar de alguns percalços…
* A véspera e seus poréns…
Nos dois dias que antecedem a prova, devem ser retirados os kits de competição com o número do atleta (que vem com um chip de controle e aferimento de distância, percurso, velocidade, médias, etc.), além dos mimos oferecidos pelos patrocinadores (este ano foi camiseta do evento e meia oferecida pelo patrocinador principal, além de alimentos, géis de hidratação, etc.). Como ano passado eu retirei meu kit de atleta na noite da véspera da prova e correu tudo bem, este ano fiz o mesmo. E aí a coisa degringolou: o trânsito no acesso ao shopping center onde se retirava os kits estava um caos, levando-se mais de uma hora para se acessar o estacionamento do shopping. Lá havia uma fila enorme de atletas para retirar o kit, e mesmo com o desempenho e dedicação do staff, a fila saía do shopping e se estendia por mais de um quilômetro, obrigando a gente e ficar mais de uma hora em pé e no frio (depois fiquei sabendo que desde a tardinha já havia essa enorme fila…). Depois de retirado o número de inscrição, mais outra grande fila para retirar o kit de regalos oferecidos pelos patrocinadores. Para quem vai correr uma prova no dia seguinte, ficar horas e horas em pé numa fila não é o mais aconselhável.
* O dia da prova
O perrengue da manhã da prova era previsível, pois basta imaginar mais de vinte mil atletas chegando no mesmo lugar na mesma hora: o trânsito de acesso ao local da prova seria caótico. Assim, sendo a largada da minha prova marcada para às 6.30h, e eu devendo estar no mínimo às 6.00h lá para um brevíssimo aquecimento, acordei por volta das 4.30h, para um café de atleta, e às 5.15h peguei um uber… Para resumir: por muito pouco não me atraso; precisei descer do uber e caminhar alguns quilômetros até o shopping onde seria a largada da competição, pois o trânsito estava simplesmente parado. Despois de um trote que serviu de aquecimento, kkk, tudo deu certo.
* A prova
A largada é feita por “gates” ou portões: o primeiro portão é o da elite, depois dos atletas com melhores tempos, depois atletas com tempos mais altos e por aí vai. O meu portão era o D (atrás do A, B e C). Levei quatorze minutos para passar no pórtico de largada (onde o chip preso ao número de identificação do atleta é acionado). E dali pra frente, perna pra quem te quero, pois 21,09k me esperavam.
Por estar mais bem preparado que ano passado e por correr com o grupo de corredores aqui do Vale, esta prova foi mais tranquila para mim, pois corri com mais facilidade, com menos esforço e com mais “alegria” e diversão. Não fosse a inadiável necessidade de passar no “pipirroom” lá no quilômetro dezesseis, ahahahahah, eu teria conseguido um tempo melhor. O ano passado eu sofri mais no pós-prova.
* Meu desempenho
Escrevi semana passada que para este ano, eu tinha um desafio maior: correr em menos tempo do que corri ano passado, superando, portanto, meu recorde pessoal – RP. E consegui!
Fiz os 21,09k em 2h19min, baixando meu RP em oito minutos. Um pensamento que já me ocorreu: se com a paradinha necessária que me tomou alguns preciosos minutos eu já superei minha marca anterior, tenho uma boa margem para melhorar meu desempenho para 2027, certo?
Algumas estatísticas minhas: no geral, cheguei à frente de 1645 corredores (mas cheguei atrás de 9274, kkk); entre os homens, cheguei à frente de 539 (porém cheguei atrás de 5378, Kkk); na minha categoria, cheguei à frente de 37 velhinhos idosos com idade entre 60 e 65 anos (mas cheguei atrás de 157…).
Fiquei muito satisfeito com o processo geral de minha participação. Corremos com um pouco de frio, depois com chuva, mas foi muito bom, uma diversão garantida pelo ótimo resultado.
E mais uma vez agradeço aos parceiros aqui do Vale pela corrida “em matilha”, kkk: Guga, Isabela, Claudete e Roberta, parceiros de treino na madrugada, na noite, no frio, na chuva e no tempo bom também, gente bacana que não deixa a zona de conforto nos dominar completamente, ahahahahah.
E um agradecimento muito especial à filhota Marina que mais uma vez me acompanhou, madrugando, correndo para chegarmos a tempo da largada, pegando frio e chuva na madrugada e me apoiando até à chegada: foi muito gratificante e emocionante vê-la no final torcendo por mim… (ops, caiu um cisco no olho agora, ahahahahah).
Que experiência gratificante! Quem faz essa prova uma vez, não deixa de voltar.
Bom fim de semana e até à próxima, se Deus quiser.
Entenda o caso
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