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sábado, 04 de julho de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Breno Pires

* Tomei alguns cafezinhos…

Boa tarde amigos leitores * Tomei alguns cafezinhos… Pois é amigo leitor, por incrível que pareça, contrariando muitas expectativas e surpreendendo torcedores e rivais, o Colorado conseguiu se manter na Série A do Brasileirão. Alegria de um lado, constrangimento do outro, nesse...

Alegria de um lado, constrangimento do outro, nesse caso, principalmente pela festa que haviam preparado e pela flauta que há algum tempo vinham fazendo; e muita incredulidade de ambos os lados.

Com isso, esta semana foi dedicada a cobrar alguns cafezinhos. Não foram muitos, mas tiveram um gosto especial. Ganhei cafezinho até de colorado, ahahahahah.

Ah, e como os amigos leitores devem ter notado, se eu era um dos descrentes na permanência do Colorado na primeira divisão, isso não significava que eu torceria contra e, muito menos, apostaria contra, principalmente quando desafiado…

* A conjunção dos astros…

Foi isso o que ocorreu e que permitiu nossa continuidade na Série A: aconteceram os resultados paralelos necessários e, mais surpreende, fizemos, e bem, a nossa parte.

Lembram o que escrevi semana passada? “O Colorado precisa ganhar seu jogo contra o Bragantino, no Beira-rio, próximo domingo, e torcer pela derrota de Vitória, Fortaleza e Ceará. Até acredito que as equipes que competem conosco diretamente para escapar do rebaixamento possam perder seus jogos, afinal, seus adversários na última rodada ainda buscam resultados que lhes permitam participar das competições continentais. O problema é o próprio Colorado, visto que a essas alturas e pelo futebol que temos apresentado, não se mostra, ao menos para mim, em condições mínimas de derrotar seu adversário, no caso o Bragantino. Concorda comigo, amigo leitor? Tomara que eu morda a língua”.

E mordi a língua. Felizmente!

* Depois do feito, o bem feito…

Como dito, tudo se desenhou para dar certo, pois que das quatro possibilidades possíveis, três ocorreram: Colorado venceu, Ceará perdeu e Fortaleza também perdeu… Pronto, a conjunção dos astros conspirou a nossa favor; mas a coisa não foi tão fácil como hoje, passados o calor e a pressão do momento, possa parecer.

* “Mas que coisa, como sofre essa torcida do Internacional…” (Haroldo de Souza)

E o sobe e desce, hein? Para os torcedores mais fanáticos foi um teste para cardíacos.

Fico pensando: se para mim, um semidescrente, já preparado para o humilhante e acachapante rebaixamento, as voltas e reviravoltas na tabela final de classificação da última rodada do Brasileiro, até os últimos minutos do último jogo, foi de tirar o fôlego e promover uma oscilação de expectativas e possibilidades, imagina para aqueles que, objetiva e materialmente eram ferrenhos adeptos do “um por cento de chances e noventa e nove por cento de fé”?

Essa sensação de tranquilidade intranquila caracterizou principalmente o período intermediário do segundo tempo do jogo contra o Bragantino. Durante aqueles vinte ou trinta minutos o Colorado escapou e voltou (não necessariamente nesta ordem) para a Segunda Divisão umas duas ou três vezes. Ali, os frequencímetros devem ter apitado várias vezes, ahahahah. E o narrador do jogo no rádio contribuindo para o espetáculo, com requintes de crueldade, KKK: “o Inter está caindo para Série B…, agora está escapando…, agora está sendo rebaixado…, agora está milagrosamente ficando na Série A…, volta a estar entre os rebaixados…, volta a se manter na elite…” E assim foi, até quase o final do tempo regulamentar, quando, ufa!, os resultados paralelos, somados à nossa vitória, se tornaram irreversíveis…

* Ganhamos o quê mesmo?

A comemoração da torcida colorada foi digna de um título mundial.

Há tempos que eu não via uma torcida comemorar tanto. Abraços, choro, pagamento de promessas e de apostas (inclusive cafezinhos, kkk), juras de amor pelo clube, alegria e felicidades generalizadas foram as constantes no pós-jogo e nos dias seguintes.

Do outro lado, a flauta tradicional, as brincadeiras sadias, a provocação; também a ironia, o escárnio e, não raro, o desdém e a ofensa diante de tanta comemoração dos rivais; tudo parte do espetáculo, claro.

Nosso título ganho foi esse: a permanência entre os grandes do futebol brasileiro. Só é pouco para quem não estava em nosso lugar, na nossa situação e nas nossas condições.

Nesse contexto, duas certezas paradoxais: a torcida colorada pedindo, torcendo, implorando e rezando que essa diretoria, umas das piores do história do Inter, que quase nos destruiu (e ainda pode fazê-lo em 2026) renuncie, vá embora, assuma sua incompetência e suma, e a torcida do coirmão fazendo campanha e festa pera que ela fique… Ahahahaha Quem tem medo, aperta!

* E o Abelão…

Esse sabe das coisas. Como se diz atualmente: não prometeu nada e entregou tudo.

Ele sabia que não tinha tempo hábil para treinar a equipe; sabia que não poderia mudar esse ou aquele esquema de jogo; sabia que sua força seria a de mobilizar o time para, como ele mesmo disse, ter sangue nos olhos e terminar a temporada com honra. E assim o fez.

Ele sabia que se o Inter caísse para a série B, ele não teria culpa ou responsabilidade nenhuma. Nenhuma! Da mesma forma, sabia que, se o time caísse com honra, jogando bola com sangue nos olhos e “peleando” até o fim, colheria muitos frutos e veria seu já grande prestígio ser superlativamente expandido. Agora, muito mais ele sabia que se o Inter não caísse, todos os méritos e créditos lhes seriam destinados e que ficaria a um passo de sua canonização. E foi o que aconteceu. Ele já era o cara. Agora ele é O Cara!

Esse sabe das coisas.

E arrisco a dizer que ele nem se preocupou em pagar o vinhozinho caro e a picanhazinha não muito barata com a qual ele foi comemorar o resultado de sua breve campanha no Colorado, ahahahahahaha. Obviamente, mais do que merecido.

Foi o coringa bem colocado. Canastra real!

* Conclusões finais

O Inter não caiu.

O Abel está mais do que consagrado na história do Colorado. Vai ganhar estátua, kkk.

O ano de 2026 é uma incógnita para nós, principalmente diante da triste constatação de que essa diretoria e o presidente do clube não vão largar o osso.

Não nos aproximamos dos coirmãos em número de rebaixamentos. Tri na Segundona, ou BBB, apenas eles. Inclusive alguns se ofenderam com nossa alegria…

A torcida colorada é forte de coração. E de fé!

Papai Noel já trouxe o presente de metade do Rio Grande, ahahahahah.

Bom fim de semana e até à próxima, se Deus quiser.

PS: quem não pagou seu cafezinho ainda, por favor, bora acertar aí, antes que eu tenha que acionar o meu departamento jurídico, ahahahahahahah.

Transparência editorial

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Tipo de conteúdo Notícia
Fonte/Origem Apuração/Redação
Autor Gazeta Popular
Atualização 12/12/2025 às 19:47
Categoria Breno Pires
Leitura 6 min
Extensão 1.162 palavras
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Entenda o caso

O que aconteceu?* Tomei alguns cafezinhos…
Onde?Local não informado
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Fonte/OrigemApuração/Redação
Última atualização12/12/2025 às 19:47

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