* Será?
Penso que com as quantidades de chuvas que temos recebido nos últimos tempos estão afastadas as possibilidades de rico de seca (ou falta d’água, ou racionamento d’água…) para a próxima estação que se aproxima, certo? Penso que nossos mananciais foram repostos, os reservatórios estão totalmente abastecidos e que as desagradáveis consequências de uma estiagem de verão mais prolongada sejam minimizadas então. Penso certo ou não?
Se tem uma palavra que não tem caracterizado nossas condições temporais nos últimos tempos (desculpando a redundância) é equilíbrio. Que o digam os agricultores que precisam gerenciar esta equação que se apresenta como das mais complexas.
Lembro que aprendemos certa feita na escola que o clima subtropical ou temperado se caracterizava por quatro estações bem definidas: verão quente e seco, inverno frio e chuvoso, e primavera e outono, as estações “intermediárias”, equilibrados. Há um bom que tais ensinamentos deixaram de ser tão absolutos.
A complexidade dos sistemas climáticos e das condições do tempo tem se tornado tão latente que tais definições “engessadas” não cabem mais. O veranico de maio tem ocorrido em junho ou julho; as águas de março tem caído em fevereiro e abril; a enchente de São Miguel já andou para cima e para baixo no calendário, encharcando os pés e os hábitos de muitos outros santos.
* E a nomenclatura?
Conceitos básicos que dominávamos como por exemplo os tipos de chuvas, que eram as convectivas, as frontais e as orográficas, foram ampliados e hoje dominamos com relativa compreensão expressões como ciclones, tornados, El Niño, La Niña, ilhas de calor, tempestade tropical e subtropical, cavado, ação antrópica, dinâmica atmosférica, inversão atmosférica, etc, que deixaram os bancos escolares para se tornarem assuntos comuns das rodas de conversa. Inclusive já se tem notícia de pais querendo registrar seus filhos com nomes bastante peculiares: Tufão de Tal, Ciclone de Tal, Ozônio de Tal… Bem, tinha o Toni Tornado e a Hilda Furação…. (essa foi boa, ahahahah).
* E o pior é que é…
Muitas são as consequências (nem sempre desagradáveis) dos excessos de chuvas que temos enfrentado. Quem não depende diretamente do tempo para a realização de suas atividades cotidianas, até que sofre menos as consequências de tais instabilidades temporais. Mas sofre! Uma em especial é muito comum e tem causado um grande transtorno.
Amigo leitor, qual é o profissional que, indivíduo raro de ser encontrado, mais sentimos falta nesses tempos de chuvas intensas e ventos relativamente mais fortes que o “normal”? Normal entre aspas, claro, pois há um bom tempo que o normal passou a ser assim, um “normal”. Qual? Hein? Hã?
Exatamente! O especialista entendido em goteiras. Eis aí uma classe profissional em extinção. Ou melhor, o especialista entendido em consertar goteiras, kkkkk.
Antigamente o cara chamava o cidadão especialista em “arrumar” goteiras, geralmente indivíduo matuto, conhecedor das ciências do telhamento e das artes das cumieiras, tesouras, calhas e algerosas; o ômi vinha, olhava o telhado, subia no telhado, tirava umas telhas, entrava no forro, puxava daqui, empurrava dali, trocava uma ou duas telhas e pronto, tudo consertado. Adeus goteiras. Esses profissionais já não existem mais…
Hoje se chama o entendido, ele olha o telhado, olha mais um pouco, caminha ao derredor da casa e pensa, e pensa mais um pouco. Daí ele bota um monte de defeito na qualidade da telha, na inclinação do telhado, na altura do pé direito, no caimento das calhas, e conclui: solução tem, é só botar manta asfáltica de fora-a-fora; nunca mais tu te incomoda com goteira… ahahahahahah, é ou não é assim?
Então já sabe, amigo leitor, se conheceres um das antigas, me manda o contato, ok? Ah, só uma questão: só aparece goteira na minha casa quando chove. Ahahahahahahah, essa foi boa, só quando chove!!!!! É igual ao sujeito que vai ao médico com dor no peito e o doutor pergunta:_ dói sempre? _Não, só quando eu respiro, ahahahahahahah.
* Vila Melos Voleibol Club
O time de voleibol feminino aqui do Vale, o Vila Melos, está organizando entre os dias 20 de novembro e 18 de dezembro, sempre às segundas-feiras das 18 às 20 horas, uma oficina de fundamentos de voleibol para meninas com idade entre 10 e 15 anos. O objetivo do projeto é oportunizar a meninas dessa faixa etária o contato com o voleibol como esporte técnico, destacando algumas diferenças para o esporte como ele é praticado nos meios escolares e até nas brincadeiras. É um projeto piloto de diagnóstico e avaliação conduzido pela professora Carolina Toillier, assessorada por este colunista e outras atletas do Vila Melos. Interessadas podem entrar em contato com a Profe Carolina pelo telefone 51 996328386.
* E o Colorado, hein?
Nem vou falar nada, afinal, essa jaguarada perdeu o respeito pelo torcedor… Já o coirmão afrouxou o garrão. Amigo tricolor, ainda está esperançoso? Hein? Hã?
Bom fim de semana e até a próxima se Deus quiser.
PS: a política em Santa Cruz do Sul parece ter se confundido com criminalidade. A coisa pegou preço!
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