Pois é amigo leitor, o Senado Federal, vindo ao encontro do clamor popular, arquivou a indecente proposta de Emenda Constitucional, de origem da Câmara dos Deputados, que visava blindar os políticos e os presidentes de partido político do crivo da Justiça brasileira. Enterraram, ao menos por enquanto, a PEC da Impunidade e da Sem-vergonhice.
Isso ocorreu por que a Comissão de Constituição e Justiça do Senado ao analisar aquela PEC, acabou por rejeitar, por unanimidade, a continuidade da mesma no Processo Legislativo para sua aprovação. Quando ocorre essa rejeição, assim, por unanimidade, a proposta é definitivamente rejeitada e arquivada.
* Seria bom senso ou oportunismo?
Para muitos dos senadores da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, aqueles que votaram pela rejeição da PEC da Impunidade, obviamente que prevaleceu o bom senso, a ética e o respeito às instituições do Estado Democrático de Direito. Mas tenho certeza que para alguns outros o que valeu mesmo foi o oportunismo do momento, afinal, muitos dos “senadores patriotas” (kkk) que votaram contra as determinações partidárias e a pressão dos colegas deputados pela aprovação da PEC, sentiram a pressão popular contra ela (a PEC), que foi enorme, e receberam oposição das instituições democráticas e meios de comunicação que não pouparam críticas à iniciativa. Além disso, e muito importante, ano que vem teremos eleições em que serão renovados dois terços do Senado Federal…; então não valia o risco. Concorda comigo amigo leitor?
* Deputados gaúchos que votaram à favor da indecente
Eis aí uma lista que eu vou guardar com muito amor e carinho. Vou imprimir e colar na parede para que até às próximas eleições eu não esqueça do mal que quiseram causar a nosso país e a nós, pessoas de bem que os sustentamos com nossos pesados impostos.
Fiquei tão incomodado com essa iniciativa de aprovar uma lei tão absurda, que pensei até em colar os nomes desses deputados colados na parede lá do chiqueiro; mas fiquei com medo que os porcos ficassem com nojo e começassem a passal mal. E os porcos não têm culpa de alguns deputados que nós temos.
Mas vou guardar essa lista sim, pois esses deputados voltarão em breve para pedir votos, e aí será a nossa hora de apontar o dedo e exigir respeito e vergonha na cara desses indivíduos. É o mínimo que podemos fazer.
A partir de hoje quando alguém me falar em algum deputado federal, a primeira coisa que eu vou fazer é consultar a lista…
* Não há o que não haja
Pior é que ouvi, em várias oportunidades, que muitos dos deputados que votaram à favor da impunidade estão “arrependidos”. Ahahahahahahahahahahahahah, por favor, vamos se respeitar, ahahahahahahahah. Estão achando que somos palhaços?
Estão pedindo desculpas por não terem conseguido nos impor esse absurdo indecoroso? Se tivessem aprovado a PEC da Bandidagem estariam rindo da nossa cara, com certeza.
Arrependidos ou não, terão que arcar com as consequências de sua desfaçatez e estupidez.
Estou curioso para ver quais desses deputados tem currais eleitorais fieis e subservientes para reelegê-los. Ah, e quero ver também quem fará campanha política pera eles. Vamos ver o mi-mi-mi e o blá-blá-blá, ahahahahahah (é por isso que ninguém gosta de mim, ahahahahah).
Vamos aproveitar o momento de uma eleição (ou reeleição) para fiscalizar e cobrar responsabilidades de nossos deputados, independentemente de termos votado neles ou não, pois afinal, somos nós que, com nossos pesados impostos, sustentamos a si e seus caros privilégios político-funcionais. Não dá para perder a oportunidade então.
* Mas ainda falta um projeto
Derrubada a PEC da ignomínia, falta ainda a da anistia.
Essa também tem que cair; seja pelo que representa, o mal, a destruição causada, as agressões e ameaças que os criminosos fizeram, seja pelo senso de justiça que não pode ser ofendido, e pelo recado de impunidade e desrespeito às leis que sua aprovação vai significar. Mas infelizmente acho que vai passar; espero estar enganado.
Também nessa demanda vou ficar de olho e fiscalizar os nossos deputados e senadores.
Mudando de assunto…
* E a química que rolou entre Trump e Lula?
Essa foi boa, ahahahahahahhaah: o presidente dos Estados Unidos da América disse que “rolou uma química” entre ele e o presidente do Brasil.
Segundo os dicionários, bem como pesquisa feita com auxílio da IA – Inteligência Artificial, “rolar uma química” significa a ocorrência de uma forte atração e conexão instantânea e inexplicável entre duas pessoas, muitas vezes com uma base hormonal e neurológica, que resulta numa sintonia de pensamento, comunicação fluida e um desejo mútuo de proximidade.
Ainda, que esta “química” é real e envolve reações neuroquímicas no corpo, incluindo a liberação de hormônios e neurotransmissores como dopamina e norepinefrina, que geram sentimentos de prazer, felicidade e atração. Embora possa iniciar-se com a atração física, também pode derivar de conexões emocionais e intelectuais, manifestando-se através de sinais como comunicação fluída, olhares profundos, humor partilhado e uma sensação de que “tudo encaixa”.
Que beleza!
Em se tratando de Donald Trump, tudo é muito espetaculoso, inconsequente; “pirotécnico”, eu diria. O ômi é um falastrão. Dizem que até o encontro dele com o Lula foi pensado a ocorrer da forma como foi, por conveniência, mas também por necessidade. Sem falar que o que ele escreve num dia pode ser pior no outro; ou se quer acontecer…
Por trás disso tudo, de toda encenação que assistimos nos corredores da ONU – Organização das Nações Unidas onde o “encontro da química” aconteceu, estão grandes interesses econômicos, e não só de parte do Brasil, pois que os Estados Unidos também têm muitos interesses nas relações comerciais conosco.
Mas a questão é que ele, Trump(oso), é um falastrão inconsequente que com suas bravatas pode causar (e está causando) muitos problemas para o mundo todo e em especial para o Brasil. Ele sabia que ultrapassou alguns limites e que precisaria, mais cedo ou mais tarde, retroceder em alguns pontos. A “química” foi a saída encontrada. Seria cômico, se não fosse assunto tão sério.
Vanvê como essa “química” será transplantada para o mundo real das negociações…
Bom fim de semana e até à próxima, se Deus quiser.
Transparência editorial
Informações sobre a produção, autoria e atualização desta publicação.
- Autoria identificada
- Data de atualização visível
- Política editorial pública
- Canal de correção disponível
Entenda o caso
Transparência editorial
O Gazeta Popular mantém páginas públicas de referência editorial para facilitar a identificação da equipe, critérios de publicação e canais de contato.

