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sábado, 04 de julho de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Breno Pires

Educação e Escolarização I

Bom dia amigos leitores Educação e Escolarização I Antes uma ressalva: por ser assunto de meu agrado e conhecimento por habilitação e qualificação, muitas vezes usarei de pontos de vistas subjetivos. Fica o amigo leitor instado a manifestar sua opinião o tanto quando quiser...

Antes uma ressalva: por ser assunto de meu agrado e conhecimento por habilitação e qualificação, muitas vezes usarei de pontos de vistas subjetivos. Fica o amigo leitor instado a manifestar sua opinião o tanto quando quiser, seja para concordar, seja para discordar ou seja apenas pelo prazer da dialética, combinado?

 

*Conceitos

Apesar de estarem inter-relacionadas, educação e escolarização não são sinônimos. 

A escolarização refere-se ao processo de ensino formal, que ocorre em instituições de ensino como escolas, universidades, plataformas digitais, etc.. Ainda, é um processo sistemático e estruturado que visa transmitir informações e habilidades específicas aos alunos. É medida e avaliada por meio de notas, certificados e diplomas.

Já a Educação, assim, com letra maiúscula, é um processo bem mais amplo. Ela abrange a formação integral do indivíduo e inclui aspectos cognitivos, emocionais, sociais, culturais e éticos, entre outros. Ela ocorre em diferentes contextos, geralmente na família e na escola, mas também na comunidade e na sociedade de uma forma geral. É um processo contínuo e dinâmico que visa desenvolver as potencialidades e competências de um indivíduo.

De uma forma mais genérica, a escolarização seria um instrumento (de muitos) para se desenvolver e alcançar a Educação.

Muitas vezes os conceitos se confundem e, às vezes, podem até ser apresentados como sinônimos; às vezes devem ser tidos como diferentes também, certo amigo leitor?

 

* Destaque para a Educação de Vale Verde

Esta semana foi destaque nos meios de comunicação os resultados obtidos pelo município de Vale Verde nas avaliações institucionais da educação municipal: o município foi o que obteve a maior avaliação com os melhores resultados aqui na região dos vales.

Há um tempo atrás o Ministério Público Federal proveu algumas intervenções aqui no Vale, cobrando o atendimento e a satisfação de algumas necessidades estruturais que a escolarização municipal apresentava, desde questões infraestruturais e materiais até as relativas a recursos humanos. Tal iniciativa foi reflexo dos baixos índices de avaliação institucional que o município apresentara à época. Foram dois ou três encontros dos quais eu participei, que pontuaram diversas necessidades. 

Bem, o resultado está aí e agora os índices se elevaram, certo amigo leitor? Pode ser, porém (e sempre há poréns)…

 

* Certo, mas não só…

Em um dos encontros com o Ministério Público Federal que participei me foi disponibilizada a palavra. Por se da área e gostar muito do tema, não me fiz de rogado.

Destaquei a importância da intervenção do Ministério Público Federal, pois para uma escolarização de qualidade tem-se que ofertar um mínimo de condições materiais e estruturais aos alunos, professores e à comunidade. Porém, fiz questão também abordar um dos pontos mais pertinentes no que se refere ao binômio educação/escolarização e que, por questões óbvias, não passara pelo crivo do Ministério Público Federal: a necessidade de qualificação dos processos pedagógicos municipais e a mobilização dos agentes envolvidos nesses processos, desde os representantes da mantenedora, passando pela comunidade e alunos e, não só importante, mas fundamental, pelos professores e funcionários das escolas.

Assim, se hoje os procedimentos escolares se refletem nos resultados muito positivos da escolarização municipal aqui do Vale, isso não ocorreu por iniciativas pontuais ou tomadas de decisões subjetivas ou isoladas de contexto. Foi reflexo de um movimento mais amplo e mais complexo que envolveu a melhora das condições materiais das escola, um aporte pedagógico mais “profissional” e racionalizado, e a mobilização de todos os envolvidos no processo ensino/aprendizagem, em especial os professores e alunos. Concorda comigo amigo leitor?

* Por que o destaque aos professores?

Eis aí questão de fácil resposta… Exemplifico!

Peguemos um aluno medíocre (no sentido de médio) e entreguemos a bons professores… Certamente esse aluno superará sua mediocridade; entreguemo-lo para professores não comprometidos ou deficitários no seu aporte profissional, e ele, o aluno, certamente terminará seus estudos de forma medíocre; isso se não piorar…

De outra banda, peguemos um aluno bom: entregue a bons professores, ele será lapidado e crescerá sobremaneira, sendo suas potencialidades maximizadas. Entreguemo-lo para professores “não bons”, no sentido que acima descrevi, e ele será subaproveitado, não receberá a prestação que merece e, não raro, tenderá a “perder” ou amainar suas qualidades e seus pontos de destaque. Amigo leitor, anote aí: a mediocridade é contagiosa

Na mesma linha de raciocínio, o bom professor consegue desenvolver seu trabalho mesmo encontrando dificuldades (para dizer o mínimo) junto à mantenedora e às equipes diretivas que, não é pouco comum, muitas vezes não estão preparadas para ocuparem seus cargos. O professor não bom, esse se acomoda e se sublima diante da estrutura de dificuldades que lhe é apresentada. E falo isso com legitimidade, pois já fui diretor de escola….

* De aluno bom e professor bom

 Ao contrário do que muita gente pensa, para mim, e daí que é uma visão bastante subjetiva, aluno bom não é aquele que apenas tem notas boas, ou o que é notoriamente conhecido por “inteligente”, assim, entre aspas. 

O aluno bom reconhece a importância da escola e legitima a necessidade de frequentá-la. Ele tem consciência de ser aluno. Ele sabe que precisa ir para a escola, que terá que enfrentar as atividades e disciplinas que lhes são apresentadas e, diante desses desafios, se propõe a fazer sua parte da melhor forma que consegue e que lhe compete. 

O aluno bom reconhece suas necessidades e sabe que somente serão superadas através de esforço pessoal, pois ninguém pode aprender por ele. Nesse esforço ele sabe que deve contar com a ajuda de professores e da escola de uma forma geral.

O aluno bom tem algumas características bastante objetivas: ele tem disciplina, respeito e responsabilidade. Além disso, ele desenvolve ou reconhece a necessidade de desenvolver sua autonomia como objeto do sistema escolar, além de uma comunicação eficaz e um pensamento crítico. Motivação, criatividade, curiosidade e perseverança também são atributos que se encontra no conceito de “aluno bom”. Ninguém é completo em todas as características apresentadas, mas o aluno bom as tem, de uma forma geral, acima da média se comparado a um aluno não bom.

E são justamente os alunos que mais desenvolvem essas características os que se tornam “bons” e colhem os frutos de sua dedicação ao findar os anos de estudos obrigatórios. 

* E então…

Anote aí amigo leitor: educação e escolarização de qualidade são processos. Ninguém se torna bom de uma hora para outra. Ninguém nasce pronto. 

Quando vemos um aluno, um professor, uma escola ou o sistema de educação de um município sendo destaque por ter melhorado os seus índices de avaliação externa e, mais, quando é avaliada como a melhor ou estar entre as melhores de sua região, é sinal de que o processo desenvolvido está sendo correto. 

Processos educacionais não são estruturas rígidas que têm termo; estão sempre em transformação, em crescimento e desenvolvimento; mudam, se adaptam, se ampliam. O trabalho nunca se esgota. A luta continua!

Parabéns aos dirigentes e gestores do sistema de educação/escolarização de Vale Verde e, em especial, parabéns aos alunos que se dedicaram e aos professores que desenvolveram de forma competente e satisfatória seu mister. Força no músculo que a luta continua!

 

Bom fim de semana e até à próxima, se Deus quiser.

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Informações sobre a produção, autoria e atualização desta publicação.

Tipo de conteúdo Notícia
Fonte/Origem Apuração/Redação
Autor Gazeta Popular
Atualização 06/10/2025 às 10:18
Categoria Breno Pires
Leitura 7 min
Extensão 1.332 palavras
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Entenda o caso

O que aconteceu?Educação e Escolarização I
Onde?Vale Verde
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Tipo de conteúdoNotícia
Fonte/OrigemApuração/Redação
Última atualização06/10/2025 às 10:18

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