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sábado, 04 de julho de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Breno Pires

Ainda Dia do Professor – Breno Pires

Bom dia amigos leitores Ainda Dia do Professor * Dia 15 de Outubro, anteontem, foi o Dia do Professor Como o amigo leitor bem sabe, a coluna de semana passada foi dedicada a homenagear o Dia do Professor. Nada mais justo, afinal, é a profissão que exerci dos dezoito aos...

Como o amigo leitor bem sabe, a coluna de semana passada foi dedicada a homenagear o Dia do Professor. Nada mais justo, afinal, é a profissão que exerci dos dezoito aos cinquenta e oito anos de idade, ou seja, mais de sessenta por cento de minha bem vivida vida até agora passaram dentro ou em função de salas de aula, lidando com a gurizada. É pouca coisa não!

Muitas foram as saudações aos professores, mais do que importantes; muitos foram os momentos de confraternização entre os mestres, muito oportunos e necessários; e muitos foram os destaques e aplausos, nada mais que justo. O feriado para os mestres se justifica por si só.

Mais uma vez, parabéns Professores. Homenagens mais do que merecidas.

*Algumas manifestações (ou: não há o que não haja)…

Vi uma postagem sobre o Dia do Professor que dizia “ser professor depende muito mais de um ato de amor do que um diploma…”. Hein? Tipo assim, só que não! Ser professor é uma profissão que depende de um processo de formação, seja de nível médio ou superior. Então, ser professor depende sim de um diploma, afinal, é este documento que habilita o profissional a ser… professor.

Claro que os atos de amor são muito importantes no exercício profissional dos professores, afinal, sua/nossa relação com alunos, via de regra jovens em formação, é muito mais do que o cumprimento de mera formalidade. Mas daí a desdenhar a necessidade de um diploma é algo fora de propósito.

Outra manifestação que ouvi: “o que adianta ter diploma e não ser um bom professor…”. Daí entramos na esfera de outra discussão: ser professor e ser um bom professor são coisas bastantes diferentes. Mas tanto o bom professor quanto o não-bom precisam ter um diploma, e isso vale para todo e qualquer profissional.

Diploma é habilitação para ser profissional; ser bom profissional é qualificação e competência.

Eu gostaria de entender tais manifestações, pois que inoportunas e inconvenientes, além de desnecessárias para aquele momento.

Mudando de assunto…

* Não tem como esquecer…

Outro dia um colega de General Câmara publicou num grupo de whatsapp uma postagem de um deputado federal falando sobre educação. O tema até era interessante, pois versava sobre as verbas do FUNDEB – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação.

Ora, por ser deputado federal fui direto consultar “a lista”… No caso, a lista dos deputados federais gaúchos que votaram à favor da PEC da Bandidagem e da restauração do absurdo e indecente voto secreto nas votações da casa legislativa… Que dúvida que o nome do ômi estava lá!

Não me aguentei e devolvi: _ mas meu querido, teu deputado foi um dos que votaram à favor da PEC da Bandidagem rapá…

Recebi sua resposta nos seguintes termos: _ mas Breninho (em General Câmara eu sou Beninhho, kkk), muitos deputados cometeram equívocos no exercício do mandando, e o “fulano” (deputado do meu amigo) foi um deles. Isso não desmerece o trabalho que ele está fazendo…. E concluiu: _ele até se arrependeu de ter votado a favor…

Veja amigo leitor que este argumento do “arrependimento” já me foi usado por outro colega aqui do Vale Verde, e acredito que vá ser a justificativa padrão para os cabos eleitorais desses deputados: eles estão arrependidos…”

*Quanto mais justifica, pior fica…(ou: quanto mais mexe…)

Ainda na esteira do assunto da pauta acima, algumas considerações são necessárias.

Com relação a desmerecer o trabalho do deputado, por mais que ele se esforce, jamais vai me convencer de que exerce seu mandado tendo como objetivo primordial o bem comum e os interesses do povo. Sou levado a crer que nem os interesses dos eleitores dele (deputado) são prioridades.

Com relação a “esquecer” que ele foi à favor da PEC da Bandidagem, bem, isso nunca! Ao menos de minha parte. Mas não é só.

A falta de vergonha daqueles indivíduos foi tanta que, no intuito de se proteger (daí a bandidagem), quiseram esconder a sua decisão do conhecimento do povo aprovando também o indecente voto secreto na tomada de decisões. E daí é como eu disse ao meu amigo: é tanta falta de escrúpulos e vergonha que nós, eleitores pagadores de impostos, que com muito custo e esforço sustentamos a classe política, não podemos nos dar ao luxo de esquecer.

E o tal do arrependimento então? Por favor, daí é subestimar a inteligência das pessoas ou achar muito sinceramente que somos palhaços. Se arrependeram por que o Projeto não foi aprovado; tivesse sido, não só não estariam arrependidos como estariam rindo muito de nossa cara.

Motivos não faltam para os deputados da lista receberem o escárnio da população e a rejeição das urnas no próximo pleito. Mas tenho uma indelével impressão que seus eleitores de cabresto não pensam assim, pelo contrário, muitos até aplaudem.

Que venham até mim pedir votos… Será a hora da cobrança e da responsabilização. Poucas e boas palavras lhes serão ditas, ah se serão! Mas eles não vêm, pois que sabem com quem estão lidando.

O amigo leitor concorda comigo? Ou não? Hein? Hã?

* Mas tu (eu) é muito radical…

Eu disse ao meu amigo exatamente o que escrevi acima, daí que ele me sai com essa: _mas Breninho, tu é muito radical!

Vejam bem! O fato de eu não aceitar que nossos deputados federais, políticos dos mais bem pagos do mundo, com regalias funcionais que escapam à mais de 99% dos trabalhadores brasileiros, tenham tentado dar um golpe no povo aprovando uma lei que os protegia no cometimento de crimes não funcionais, além de se omitirem de publicar suas decisões através da reinstituição do voto secreto, me tornou um radical.

Se tem uma coisa que não sou é isso: radical. Radicais são os bolsomignons e os petralhas que não aceitam o debate e defendem de forma cega e inquestionável seus ídolos políticos e suas ideias não raramente questionáveis. Esses sim são radicais.

O fato de eu não aceitar a vergonheira que foi a votação dessa PEC da Bandidagem e mais, de não querer esquecê-la, não me torna um radical, certo? Ou não?

Seria cômico, se não fosse trágico: teve até um outro conhecido que, diante das mesmas manifestações que fiz a esse amigo de General Câmara, me perguntou: então tu és PT? Ahahahahhahahahahah

Se eu não aceito as bobagens, o negacionismo, os preconceitos e a incompetência do Bolsonaro eu sou PT! Se eu critico os desgovernos, a incompetência e as bobices do Lula, eu sou Bolsonaro! Ahahahahahahah. Fazer o que que, de queijo, então? Até é uma questão interessante, mas é assunto para outro momento (de novo, kkk).

Bom fim de semana e até à próxima, se Deus quiser.

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Tipo de conteúdo Notícia
Fonte/Origem Apuração/Redação
Autor Gazeta Popular
Atualização 17/10/2025 às 16:06
Categoria Breno Pires
Leitura 6 min
Extensão 1.229 palavras
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Entenda o caso

O que aconteceu?Ainda Dia do Professor – Breno Pires
Onde?Vale Verde
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Tipo de conteúdoNotícia
Fonte/OrigemApuração/Redação
Última atualização17/10/2025 às 16:06

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