Participaram do encontro representantes da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) e do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (CREMERS).
Vinculada ao Observatório da Segurança da SSP/RS, a nova plataforma irá possibilitar a coleta sistemática e organizada de dados sobre os casos de violência, com o objetivo de aumentar a visibilidade do problema, reduzir a subnotificação e auxiliar na formulação de políticas públicas que promovam melhores condições de trabalho e de segurança aos profissionais da saúde.
Para o diretor de Comunicação e Marketing da AMRIGS, Dr. Marcos André dos Santos, o avanço é significativo para a categoria.
“Trata-se de uma iniciativa que realmente faz a diferença. Nós, profissionais da saúde, não somos preparados para lidar com agressões. Somos treinados para cuidar das pessoas, visando à saúde e ao bem-estar, mas quando enfrentamos situações de hostilidade, muitas vezes não sabemos como agir, e nem sempre encontramos suporte adequado. Essa parceria é fundamental para que o profissional, seja médico, enfermeiro ou de outra área, saiba a quem recorrer e tenha o respaldo necessário para trabalhar com dignidade”, destacou.
O secretário da Segurança Pública, Sandro Caron, reforçou a importância de ações conjuntas para enfrentar o problema:
“A subnotificação ainda é um grande desafio. Precisamos de dados reais para tratar o tema com a seriedade necessária. A criação desse canal dentro de um observatório conjunto é fundamental para proteger quem está na linha de frente cuidando da população. Sempre oriento que os profissionais registrem as ocorrências para que possamos ter um retrato fiel da realidade.”
Durante a reunião, o presidente do SIMERS, Dr. Marcelo Matias, enfatizou a necessidade de medidas urgentes para conter o avanço dos casos de violência, enquanto a conselheira do CREMERS, Dra. Laís Leboutte, ressaltou a gravidade do tema e a importância de respostas estruturadas que contemplem a complexidade do problema.
O Observatório terá como principais funções a organização de dados, a articulação entre as entidades e a criação de estratégias de prevenção, visando reduzir os índices de violência e fortalecer a segurança nos locais de atendimento em saúde no Estado.
Entenda o caso
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