Falta de água afeta diversas comunidades
Em seguida, o vereador levou ao plenário novamente a preocupação das comunidades de Campo do Sobrado, Taquari Mirim, Corredor dos Rosas e parte do Rincão do Sobrado, que enfrentam constantes falhas no abastecimento de água. Segundo ele, as famílias chegam em casa após o trabalho e encontram apenas ar nas torneiras.
Elisio cobrou medidas urgentes, como a ampliação dos reservatórios ou a perfuração de um novo poço artesiano, alertando que o verão se aproxima e o problema tende a se agravar. Ele citou ainda situação semelhante em Passo da Mangueira e questionou a situação do sinistro ocorrido no reservatório de Campo do Sobrado, pedindo esclarecimentos sobre fiscalização e verificação do dano.
Preocupação com o fechamento da creche
O vereador também trouxe à tribuna relatos de mães cujos filhos frequentam a creche municipal e que estão preocupadas com o período de fechamento da instituição entre meados de dezembro e janeiro. Segundo Elisio, muitas dessas mães trabalham no Frigorífico do Sul, que não concede férias nesse período devido à alta demanda de final de ano.
Ele solicitou que seja convocada uma reunião com o secretário Flúvio e a diretora Adriana para discutir alternativas. Em aparte, foi sugerida a possibilidade de acolhimento temporário das crianças na Escolinha ABC dos Anjos, caso alguma escola precise fechar para dedetização. Elisio reforçou que as famílias estão angustiadas e que é urgente buscar uma solução.
Visita ao Frigorífico do Sul e crítica pela perda da expansão
Elisio relatou sua visita ao Frigorífico do Sul, onde conversou com a direção sobre a expansão que será realizada no município de Vera Cruz. Ele lamentou que essa ampliação não ocorra em Passo do Sobrado e afirmou que, segundo a empresa, faltou incentivo e apoio do poder público municipal — especialmente no que diz respeito ao acesso e à pavimentação do trecho até o frigorífico.
O vereador lembrou que a pavimentação foi solicitada diversas vezes, mas não avançou. Em aparte, colegas mencionaram que houve serviços de patrola e escavadeira, mas que isso não atendia à real necessidade da obra. Elisio afirmou que, durante a última campanha, um deputado da coligação se comprometeu a destinar R$ 3 milhões para a pavimentação, desde que o município apresentasse o projeto — o que não ocorreu, possivelmente resultando na perda do recurso.
Ele destacou que continuará buscando apoio, inclusive junto ao deputado Airton Artus, para viabilizar recursos estaduais. Também informou que a empresa solicitou a criação de uma rota de transporte público que atenda o distrito industrial e facilite o deslocamento dos trabalhadores até o frigorífico.
Espaço de Liderança
No espaço de liderança, o vereador voltou ao tema do Frigorífico do Sul, agradecendo a boa recepção da direção durante a visita e explicando ter compreendido melhor os motivos da expansão em Vera Cruz.
Segundo ele, a própria direção afirmou que o município “não acreditou” na proposta de expansão quando a empresa buscou apoio para o acesso e a pavimentação. Elisio lamentou profundamente a situação e relembrou sua longa história de conhecimento sobre o frigorífico, ainda dos tempos do Coproda, reforçando a importância econômica e social que a empresa sempre teve para Passo do Sobrado.
O vereador alertou que, sem a ampliação, existe risco de que futuramente nem mesmo o abate permaneça no município. Em sua avaliação, há um responsável pela perda da expansão: a prefeitura.
Elisio recordou que participou da reunião em que o deputado garantiu R$ 3 milhões, solicitando apenas que o município apresentasse o projeto — fosse pela João Alves ou pela saída da capela de Taquari Mirim — com definição de pontes e demais detalhes. Mas nada foi elaborado. Sem o projeto, e sem demonstração de apoio, a empresa avançou nas negociações com outros municípios, que estavam preparados para recebê-la.
O vereador ressaltou que a receita do frigorífico gira em torno de R$ 300 milhões e que perder uma expansão desse porte impacta diretamente o desenvolvimento local. Contou ainda que a administração chegou a oferecer uma área de terras, mas que, conforme a direção, o essencial era o empenho do município no acesso pavimentado — ponto que acabou travado por algo entre R$ 50 mil e R$ 100 mil, referentes ao custo do projeto técnico.
Elisio classificou como inadmissível que uma expansão dessa dimensão tenha sido perdida por um valor tão pequeno. Concluiu afirmando que a perda já está acontecendo e que o tempo mostrará os impactos dessa decisão para Passo do Sobrado.
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