Segundo relatos, desde a última quinta-feira, 20 de novembro, um volume anormal de folhas passou a cair de duas tipuanas, formando um tapete verde sobre o asfalto. O comportamento fora do normal chamou atenção e motivou um morador a verificar de perto o que poderia estar acontecendo.
Ao observar as árvores, ele encontrou três furos de broca na base de cada tronco, próximos ao solo. Os orifícios estavam camuflados com folhas e flores, possivelmente para dificultar a visualização por quem passa pelo local.
Moradores reforçam vínculo com as árvores
Uma moradora da rua, que acompanha o desenvolvimento das tipuanas desde o plantio, relatou que existe um termo firmado com a Prefeitura no qual os residentes se responsabilizam pela manutenção e preservação das árvores.
Segundo ela, as tipuanas são um patrimônio da comunidade:
“Essas árvores fazem parte da nossa rotina e da beleza da rua. A gente cuida, varre, preserva. Ver esse tipo de situação é muito triste.”
Possível crime ambiental
Apesar de ainda não haver confirmação técnica de envenenamento, perfurações e aplicação de substâncias tóxicas em árvores urbanas podem configurar crime ambiental, conforme a Lei Federal nº 9.605/1998, resultando em multa e responsabilização civil e penal.
Pen drive com vídeos do possível suspeito foi entregue
Durante a semana, moradores reuniram imagens de câmeras residenciais e entregaram um pen drive contendo vídeos que podem mostrar o possível suspeito do ato. O material já está em posse das autoridades e deve auxiliar na investigação.
Patram virá ao município para investigar
A Patrulha Ambiental (Patram) da Brigada Militar foi acionada e deverá vir a Passo do Sobrado para investigar o caso, realizar vistoria técnica e avaliar o estado das árvores.
A análise será fundamental para confirmar se houve envenenamento e orientar medidas para preservar as tipuanas afetadas.
Comunidade pede respostas
Moradores seguem apreensivos e aguardam providências:
“Essas tipuanas fazem parte da identidade de Passo do Sobrado. Não podemos perder isso”, reforçou a moradora.
A expectativa é de que o caso seja apurado com rigor e que o patrimônio ambiental do município seja protegido.
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