O encontro integrou o calendário de encerramento anual do Programa Cooperativas Escolares, que se aproxima de completar 10 anos de atuação na região. O evento reuniu assessores pedagógicos, professores orientadores, gestores escolares, dirigentes municipais e representantes do Sicredi, consolidando um momento de análise estratégica e celebração da trajetória do programa ao longo de 2025.
Heitor Petry destaca impacto educativo e social das cooperativas escolares
Na abertura do evento, o presidente da Sicredi Vale do Rio Pardo, Heitor Álvaro Petry, enfatizou a relevância da educação como pilar do cooperativismo e celebrou os avanços do programa na região.
“A educação está na essência do cooperativismo. As crianças e adolescentes aprendem na prática valores que constroem uma sociedade mais próspera. Eles não são apenas nosso futuro; já são protagonistas no presente”, afirmou Petry.
O presidente destacou que a apresentação teatral simboliza a culminância de um trabalho contínuo que integra escola, comunidade e a filosofia cooperativista.
“São momentos de celebração e demonstração prática do quanto o programa das cooperativas escolares impacta nas escolas e na comunidade”, reforçou. Para ele, a arte e a cultura expressam de forma sensível o aprendizado vivenciado no cotidiano das cooperativas.
Programa alcança 34 cooperativas escolares e representa mais de 12% do total brasileiro
A Sicredi Vale do Rio Pardo opera em nove municípios, e atualmente mantém 34 cooperativas escolares, número que representa mais de 12% das cerca de 280 cooperativas escolares existentes no Brasil.
“Isso mostra o resultado de todos que participam e acreditam neste programa. Sem as parcerias com as redes municipal e estadual, professores e diretores, essa evolução não seria possível. É um grande ato de intercooperação”, destacou Petry.
Os investimentos realizados ao longo do ano se refletem diretamente no desenvolvimento de competências como protagonismo juvenil, cooperação, empreendedorismo e liderança.
Encerramento da formação continuada e análise do ano
O evento marcou também a conclusão da formação continuada de professores e gestores, um processo de 80 horas distribuídas ao longo de dois anos. Durante o encontro foram apresentados:
A trajetória do programa em 2025;
Projetos contínuos desenvolvidos pelas cooperativas escolares;
Resultados de escutas com educadores e estudantes;
Pontos fortes e desafios para 2026.
Os assessores pedagógicos também apresentaram os principais objetos de aprendizagem utilizados, com destaque para o Jogo Cooperlândia, metodologia gamificada que ensina princípios cooperativistas de maneira lúdica.
Peça teatral emociona público e resgata a história do cooperativismo
O momento surpresa do encontro foi a apresentação da peça “Unidos pela Força: O Legado do Cooperativismo”, encenada pelos estudantes da EMEF José de Anchieta e da EMEF Nossa Senhora da Saúde, com participação de turmas do 6º ao 9º ano. O trabalho foi coordenado pelas professoras Franci Severo Py e Tatiane Haas.
O espetáculo retratou a trajetória do cooperativismo desde sua origem em 1844 até os dias atuais, ressaltando o papel do movimento na construção de comunidades mais fortes, solidárias e sustentáveis.
As escolas também prepararam uma linha do tempo histórica, reforçando o caráter educativo da proposta da cooperativa escolar Feito à Mãos, que adotou o teatro como objeto de aprendizagem.
“Todos os anos montamos uma peça diferente. Desta vez, contamos a história do cooperativismo, envolvendo alunos, professores e parceiros externos. Isso fortalece ainda mais a formação dos estudantes”, explicou a direção.
Números e perspectivas para 2026
O Programa Cooperativas Escolares encerra 2025 com:
34 cooperativas escolares (quatro novas fundadas no ano);
Mais de 1.000 estudantes associados;
Mais de 100 professores orientadores e gestores capacitados;
Atuação consolidada nos nove municípios da Sicredi Vale do Rio Pardo.
Segundo Gláucia Cabral Moraes, “Foi um ano intenso, de muita troca e aprendizado. O próximo ano será ainda mais especial, com as comemorações pelos 10 anos do programa”.
Trabalho coletivo garante resultados
“Esse é um trabalho construído a muitas mãos. Desde as professoras coordenadoras até os funcionários da cozinha, monitores e professores de sala, cada um contribuiu um pouquinho. Só assim conseguimos proporcionar uma experiência rica e inesquecível para nossos alunos”, destacou o coletivo escolar.
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