Riscos e Perigos da Inteligência Artificial – Mais do que nunca!
Um golpe esta semana me chamou atenção…
(Posso estar usando conteúdo sintético)
* Uma constatação
Sempre que aparece uma nova tecnologia, que geralmente é criada para o bem, para facilitar a vida do cidadão, do trabalhador, da sociedade de uma forma geral, essa mesma tecnologia, que deveria servir de instrumento de crescimento e desenvolvimento, é usada para o mal, para dar golpes, para fazer com que os “espertos” se deem. Isso é uma regra e acontece com tudo, tudo mesmo. E com a chamada inteligência artificial – IA não está sendo diferente. Então, como em tudo e sempre, todo cuidado é pouco.
* As facilidades
A IA foi criada para “simular o raciocínio e a capacidade humana de resolver problemas”, automatizando e racionalizando tarefas “que exigem aprendizado, tomada de decisões e reconhecimento de padrões, permitindo que máquinas realizem processos complexos com mais rapidez e eficiência” que o ser humano (dr. Google). Como dito, o objetivo é facilitar o desempenho do trabalho humano, aqui entendido (o trabalho) com qualquer afazer, do mais simples ao mais complexo.
* Os golpes
E os meliantes se apoderam das facilidades trazidas pela IA para aplicarem seus golpes, que não são poucos. Cito alguns.
Um dos golpes mais comuns é se fazerem passar por pessoas ou profissionais com os quais temos relações para pedirem dinheiro ou para que usemos serviços ou acessemos endereços (links) que lhes permitirão invadir nossos dados pessoais, bancários, comerciais e sociais. De posse desses dados, todos os golpes os mais variados são possíveis. A IA permite ao facínora se identificar como alguém conhecido, usando uma foto fiel, a voz idêntica, informações privilegiadas, dados pessoais extremamente verossímeis. Da mesma forma ela, a IA, desenvolve argumentos que sejam mais convincentes e apelativos para uma determinada realidade, alteram a voz do interlocutor, para que se pareça com uma voz conhecida, copiam ou reproduzem documentos muito parecidos com documentos verdadeiros, tudo no esforço e objetivo de convencer alguém, a vítima, a se deixar seduzir (pelo golpista). E seduzem…
* Mais golpes
Outro golpe muito comum é o de usar a IA para criar páginas ou documentos “oficiais” de agências bancárias ou de programas de governo para, levando a vítima a acessá-las, tomar-lhe dinheiro, crédito, dados pessoais, etc. É a foto do gerente, a voz do gerente, é o número do crachá do gerente, é o endereço do banco, mas não é o gerente nem o banco… É a página do governo, é o programa do governo, tem os dados que o governo tem, mas não é o governo, é o golpista disfarçado…
Mas esses são os golpes mais comuns, mais básicos, mais “primários”. A coisa está ficando muito mais complexa e perigosa…
* O golpe desta semana – profissional…
Li esta semana que duas advogadas foram condenadas por litigância de má-fé (agirem com má-fé no processo) por que tentaram aplicar um golpe no Poder Judiciário: fizeram uma peça processual através de IA, uma petição, na qual inseriram um comando de ordem para que a IA que fosse investigar a veracidade desta peça processual ou fosse avalia-la (juízes e tribunais usam também IA para auxiliar seus julgamentos) não observasse alguns elementos jurídicos nem impugnasse alguns documentos que foram citados. O golpe: fizeram essa ordem com letra “invisível” (parece que era letra branca em fundo branco), que não seria lida/vista pelo juiz ou seu assessor, mas seria lida/identificada apenas pela IA. A IA do Tribunal/juiz, obedecendo aquele comando e deixando de observar alguns elementos jurídicos ou documentos, acabaria por beneficiar as advogadas no julgamento. Foram descobertas (ainda não sei como) e tiveram seu trabalho anulado, receberam uma multa pela má-fé, e estão sendo investigas.
Foi-se o tempo em que o golpe mais indecente de um advogado era falsificar a assinatura de um juiz ou alterar as informações de uma sentença…
* O que fazer então?
Mais cedo ou mais tarde todo mundo será submetido a uma tentativa de golpe com uso de IA. O jeito é tentar diminuir as possibilidades de cair nesses golpes.
A principal estratégia é desconfiar. Desconfiar de situações urgentes, de situações que requeiram dinheiro, senhas, dados ou informações pessoais, de situações que exijam a mudança de hábitos de forma imediata. Ficar atento a vídeos e ligações (cada vez mais realistas) em que a comunicação não abra espaço ou tempo para raciocinar ou pensar, atentar para os detalhes das informações que nos são submetidas, conferir os sites que estão se comunicando conosco, evitar transações comerciais fora do horário de expediente de nossos bancos e não fornecer dados ou informações nenhumas solicitadas em contextos estranhos. Outra: não acreditar em facilidades, prêmios, bônus, dinheiro de graça, pois não existe almoço grátis! Um simples “alô quem fala…” em uma ligação que atendemos mas que está “muda” pode ser a porta de entrada de um golpe. É preferível passar por mal-educado ao rejeitar uma ligação ou o contato de alguém do que passar por bobo e cair em um golpe que, obviamente, virá em nosso prejuízo, certo? Os golpistas são como vampiros: precisam ser convidados para entrar…
Fica a dica!
Bom fim de semana e até à próxima, se Deus quiser.
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