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sexta-feira, 21 de agosto de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Opinião

Mulheres vivas e soberania, eis nosso grito!

No dia 18 de agosto aconteceu, em Porto Alegre, o lançamento da 32ª edição do Grito dos Excluídos e do Manifesto por um Rio Grande Decente. O evento esteve sob a responsabilidade…

O Grito dos Excluídos nasceu da sensibilidade social de algumas Igrejas Cristãs e organismos que cuidam da dimensão social da fé. Desde sua primeira edição, vem sendo realizado no dia 7 de setembro. A data não é uma escolha fortuita, pois lembra que, ao grito de Dom Pedro I pela independência política e administrativa do Brasil, somam-se muitos gritos que clamam pelo resgate das dívidas sociais do Estado brasileiro.

Aos cristãos e cidadãos que estranham ou questionam o que chamam de “indevida intromissão” das Igrejas nas questões sociais”, lembramos que o judaísmo, do qual somos herdeiros, nasceu do grito dos hebreus oprimidos que clamaram a Deus e foram por ele ouvidos. E permaneceu vivo e se renovou na medida em que os profetas e profetizas emprestaram suas vozes aos gritos dos pobres, dos órfãos, das viúvas e dos estrangeiros.

O cristianismo também nasceu em torno do Enviado de Deus que, na cruz cravada fora dos muros que protegiam os “cidadãos de bem”, juntou seu grito ao de dois condenados e ao clamor de milhões de homens e mulheres não reconhecidos como cidadãos e sujeitos de direitos. Leprosos, cegos, leprosos, mendigos, crianças e pessoas de boa vontade se reconheceram no grito de Jesus e fizeram dele um grito de vitória coletiva: o Evangelho!

Nossas Igrejas precisam ser fiéis ao seu DNA cristão, fazendo ressoar os gritos das vítimas de hoje, abrindo-lhes espaços nos templos, ruas, parlamentos e praças. Elas nasceram para incomodar, para sacudir o comodismo. Afinal, o Filho de Deus a quem seguimos é sinal de contradição e veio para incomodar (Lucas 2,34). Não podemos ignorar ou silenciar os gritos dos excluídos, esperando que as pedras gritem por eles (Lucas 19,4).

Na Semana da Pátria nosso grito será “Vida em primeiro lugar!” Na defesa da paz e da moradia, façamos ressoar a nossa voz: “Mulheres vivas e soberania!” Esse grito adquire maior relevância no contexto de um estado machista e violento (80 feminicídios em 2025 e 60 em 2026), e de um momento nacional em que líderes despudorados querem sacrificar a soberania de um povo no altar de um poder fugaz e vantajoso para poucos.

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Tipo de conteúdo Opinião
Fonte/Origem Colunista/Opinião
Autor Dom Itacir Brassiani msf Bispo Diocesano de Santa Cruz do Sul
Atualização 21/08/2026 às 18:26
Categoria Opinião
Leitura 3 min
Extensão 458 palavras
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Entenda o caso

O que aconteceu?Mulheres vivas e soberania, eis nosso grito!
Onde?Porto Alegre
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Tipo de conteúdoNotícia
Fonte/OrigemApuração/Redação
Última atualização21/08/2026 às 18:26

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