Algumas observações às vésperas das eleições…
Breno Pires

Buenas amigos leitores
Algumas observações às vésperas das eleições…
* Primeiro turno
Pois é amigo eleitor, temos neste domingo o primeiro turno das eleições brasileiras deste ano. Escolheremos, pela ordem, os seguintes cargos: 1º, Deputada ou Deputado Federal; 2º, Deputada ou Deputado Estadual — ou Distrital, no caso do Distrito Federal; 3º, primeira vaga para o Senado; 4º, segunda vaga para o Senado; 5º, Governadora ou Governador, e 6º, Presidente da República.
Teremos que votar para dois Senadores ou Senadoras e não podemos votar duas vezes no mesmo, pois daí estaremos a anular o segundo voto. É preciso votar em dois candidatos diferentes; da mesma forma, na escolha dos senadores não dá para votar só na legenda, ok?
Pelo grande número de escolhas que teremos que fazer a tendência é que cada voto seja relativamente demorado. Minha sugestão então é que se faça uma “cola” escrita, com os números dos seus candidatos, na ordem correta de votação, e leve para a urna, para evitar confusão. Não é possível levar a cola no celular, pois não é permitido acessar o celular na cabine de votação.
Repriso: vá com calma e com tempo, leve uma “cola”, pois a tendência é de relativa demora no processo de votação, certo?
* A importância da escolha no Legislativo
Não sei se o amigo eleitor se deu conta da enormidade da importância que é de se fazer escolhas “boas” ou “razoáveis” para o Legislativo, entendendo-se por “boas” e “razoáveis” as escolhas feitas a partir de critérios objetivos como competência, habilitação, qualificação, representatividade, etc..
Justifico minha observação, pois tenho muito claro que tanto a ação do Executivo quanto do Judiciário só ocorrem a partir das decisões que são ou foram tomadas pelo Legislativo e por esse Poder autorizadas via força de lei. Isso mesmo!
O Executivo só pode exercer seu poder executor, e o governante eleito só pode exercer seu governo, a partir das leis criadas ou aprovadas pelo Legislativo.
Da mesma forma o Judiciário só exerce seu poder judiciante ou judicante a partir das permissibilidades oferecidas pelas leis aprovadas pelo Legislativo. Se temos um Poder Judiciário de autoridade extremamente questionável atualmente, se ele se encontra excessivamente poderoso, se temos uma “supremocracia” ou “judiciocracia”, é por que as leis criadas ou aprovadas pelo Legislativo assim o permitiram. O Poder Judiciário, em especial nas esferas superiores, está hipertrofiado? Sim, com certeza. Mas isso só ocorreu por que o Poder Legislativo atuou no sentido de o permitir.
* Escolher o menos pior…
Há algum tempo que aqui neste espaço eu me debato por essa necessidade, principalmente na presente eleição: escolher, nas majoritárias, o candidato “menos pior”. Isso por uma questão óbvia: se não tem nenhum candidato que atenda às nossas necessidades ou expectativas, temos que escolher aquele que pode nos fazer menos mal, ou que menos vai nos atrapalhar; em outras palavras, se a possibilidade de sucesso e desenvolvimento é limitada, vamos tratar de tentar evitar o retrocesso e a estagnação, certo?
Me chamou atenção que esta semana, a última antes do primeiro turno, foram muitas as manifestações nos meios de comunicação e nas redes sociais sobre essa possibilidade, quase necessidade, de se escolher o menos ruim. Isso significa que, para muitos, assim como para mim, os candidatos não estão a atender as expectativas ou não estão a apresentar possibilidades e alternativas, então…
É como eu disse noutro dia: precisamos basear nossas escolhas em critérios, nem que seja o de ser “o menos pior”, concorda comigo amigo eleitor?
Ah, e o candidato “mais ruim” anda apregoando agora que “eu (ele) vou cuidar de você”… Ora, eu não preciso de político me cuidando; eu preciso de político politicando com competência e atrapalhando pouco a minha vida. Sem falar que o “eu vou cuidar de você” enseja muitas especulações; muitas, graves, perigosas e questionáveis… Mas isso é assunto para outro momento. Voltaremos!!!
Bom fim de semana, boa eleição e até à próxima, se Deus quiser.
PS: depois do piriririririri não adianta chorar o leite derramado.
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