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Opinião

2º Domingo de Maio – A mais sublime da comemorações

Boa tarde amigos leitores 2º Domingo de Maio – A mais sublime da comemorações (Posso estar usando conteúdo sintético) * A data O Dia das Mães foi instituído e oficializado no Brasil pelo presidente Getúlio Vargas em 1932, através do Decreto nº 21.366, de 5 de maio de 1932. Por...

2º Domingo de Maio – A mais sublime da comemorações

(Posso estar usando conteúdo sintético) 

* A data

O Dia das Mães foi instituído e oficializado no Brasil pelo presidente Getúlio Vargas em 1932, através do Decreto nº 21.366, de 5 de maio de 1932. Por meio desse documento, determinou-se o segundo domingo de maio como momento para comemorar os “sentimentos e virtudes” do amor materno.

* Uma crítica

Como tudo, o Dia das Mães e sua relevância para comemorar os “sentimentos e virtudes” do amor materno foi também apropriado pelo esforço capitalista de transformar tudo e todos em mercadoria, tornando-se uma data de intensa comercialização. Assim, o dar presente passou a ser mais importante do que o comemorar. Se isso aconteceu até com a morte (e ressurreição) de nosso amigo JC, por que com as mães seria diferente? Depois do Natal, o Dia das Mães é a segunda data mais lucrativa para os comerciantes. E ai do filho que chegue na casa da mãe sem um presente… ahahahah.

Uma homenagem às mães em três mamães…

* A Mãe do Poeta

Ser mãe é carregar um universo inteiro

sem que o peso canse, sem que o tempo pare;

é descobrir que o coração, esse passageiro, 

agora, fora do corpo bate.

Não é só o sangue, ou nome ou o abraço,

é uma costura de alma, um nó que não se vê,

ser mãe é ocupar cada pequeno espaço

com um amor que ensina o que é viver.

(muito bonito…)

* A Mãe do Árbitro (eu sempre quis fazer essa reflexão, kkk)

Essa é uma das mães mais lembradas.

Ela não joga bola, não escala time, não faz as regras do futebol, não marca pênalti ou erra impedimento, mas em todo jogo de bola ela é homenageada, pois o simples fato de saber que seu filho, o árbitro, se mantém ali, firme e forte, mostrando personalidade diante de tanta ofensa e agressividade, já mostra que o trabalho dela, mãe, foi bem feito, afinal, elementos como coragem, noção de certo e errado, autoridade, etc., têm muito a ver com a criação que ele, o árbitro filho teve. 

Sempre que me deparo com alguém xingando um árbitro eu me vejo desenvolvendo tal raciocínio. É um xingamento bastante ofensivo? Sim! Mas não deixa de ser uma homenagem, pois o filho desta mãe está ali, solitário em meio a todo espetáculo, tendo que manter a ordem, o equilíbrio e as relações de todos os envolvidos. Não acredito que quem não tenha vindo de um bom berço se dedique a essa profissão (considerada uma das mais solitárias do mundo…).

Quando eu comecei a jogar futebol, lá em meados dos anos 70, em General Câmara, havia uma mãe que sempre acompanhava seu filho durante os jogos. Mas ele não era jogador, era árbitro. Isso me chamava muita atenção, pois raramente ela faltava um jogo. Segundo as lendas urbanas, dizem que ela assistia os jogos com um .38 na cintura, para o caso de alguém querer agredir o seu filho, ahahahahahahahah. Será que funcionaria em caso de xingamento? Ahahahahahahah. Pelo sim, pelo não, eram muito poucas as reclamações contra a arbitragem… 

* Minha Mãe

Pois é… Termino minha homenagem lembrando minha mãe, a última das “cajazeiras” de General Câmara, a última das “Pires”. Está aí ela com seus 89 anos, extremamente lúcida “de cabeça”, morando sozinha (tem uma funcionária durante o dia), opção dela própria depois que meu pai faleceu, enfrentando as doenças da velhice e fazendo as artes da velhice (é para pagar, na mesma moeda, as artes que os filhos fizeram…). Chegou aos quase noventa sem comer saladas, nenhuminha mesmo, devorando uma caixinha de leite condensado com mais frequência que o bom senso manda, e tomando uma cervejinha com relativa regularidade. 

Há dois anos a sua razão de ser, meu pai, deixou de existir, e isso foi um baque do qual, compreensivelmente, ainda não se recuperou; e ela não esconde o desejo quase que sempre imediato de um reencontro… Compreendo e respeito sua dor, misto de revolta e resignação.

Como filho, um de quatro, reconheço que ela ama de igual forma todos (os filhos e netos), mas lembro que o conceito de “igual forma” é bastante relativo quanto à intensidade e à querência, pois que sei que isso é característico da natureza humana. Amar de forma diferente não significa amar mais ou menos…

E por fim, como sei que por ter o ser humano uma existência finita, procuro deixar sempre clara minha gratidão, pois que pelo homem que sou e pela forma como vivi minha vida até o presente momento, muito devo a ela. Muito obrigado Dona Albertina.

Agora, com o coração apertado, deixo minha sincera homenagem a todas as Mamães que sabem o peso, a intensidade e a beleza de sua vocação. Força no músculo que a pegada não é fraca!

Bom fim de semana e até à próxima, se Deus quiser.

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Informações sobre a produção, autoria e atualização desta publicação.

Tipo de conteúdo Opinião
Fonte/Origem Colunista/Opinião
Autor Gazeta Popular
Atualização 08/05/2026 às 18:36
Categoria Opinião
Leitura 5 min
Extensão 882 palavras
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Entenda o caso

O que aconteceu?2º Domingo de Maio – A mais sublime da comemorações
Onde?General Câmara
Fonte da informaçãoBreno Pires Moreira |

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Tipo de conteúdoOpinião
Fonte/OrigemBreno Pires Moreira |
Última atualização08/05/2026 às 18:36

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