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BNDES estuda suspensão temporária de dívidas de empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou na quinta-feira (28) que o banco estuda a possibilidade de suspender temporariamente o pagamento de dívidas de empresas impactadas pelas sobretaxas impostas pelos Estados...

 

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, anunciou na quinta-feira (28) que o banco estuda a possibilidade de suspender temporariamente o pagamento de dívidas de empresas impactadas pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos.

A medida, conhecida como stand-still, seria aplicada de forma emergencial e deve priorizar empresas que trabalham com produtos perecíveis, como frutas e hortaliças. A estratégia já havia sido utilizada pelo BNDES em 2024 para socorrer empresas atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul.

“Em alguns complexos regionais, especialmente os de produtos perecíveis, enquanto as compras públicas não estiverem implantadas, talvez tenhamos que tomar essa medida. Vou levar a proposta ao governo para desenhar uma estratégia”, disse Mercadante.

O presidente do BNDES recebeu prefeitos de 15 cidades brasileiras, entre eles Eduardo Paes (Rio de Janeiro), Alexandre Ferreira (Franca/SP) e Simão Durando (Petrolina/PE), para debater medidas do Plano Brasil Soberano, programa do governo federal que busca apoiar exportadores e trabalhadores prejudicados pelo tarifaço.

Crédito emergencial

Além do stand-still, o BNDES já havia anunciado R$ 40 bilhões em linhas de crédito para empresas exportadoras que perderam mais de 5% do faturamento bruto com as tarifas. Os recursos se dividem em quatro frentes:

Capital de Giro: para gastos operacionais;

Giro Diversificação: para busca de novos mercados;

Bens de Capital: aquisição de máquinas e equipamentos;

Investimento: inovação tecnológica e adaptação produtiva.

Municípios mais afetados

A região do Vale do São Francisco foi destacada como uma das mais prejudicadas. O prefeito de Petrolina, Simão Durando (União Brasil), alertou que mais de 1 milhão de pessoas dependem da exportação de uva e manga para os EUA e Europa. “Um terço da população de Petrolina vive da fruticultura irrigada. O tarifaço deixou todos de mãos atadas”, afirmou.

Já Alexandre Ferreira (MDB), prefeito de Franca, chamou atenção para o setor calçadista. Segundo ele, entre 12 mil e 14 mil trabalhadores estão diretamente ameaçados. “Temos em torno de 1 milhão de pares de sapatos prontos, feitos especialmente para os EUA, que não poderão ser embarcados. Não é possível recolocar essa produção em outros mercados”, disse.

Tarifaço de Trump

O governo norte-americano impôs tarifas de 50% a diversos produtos brasileiros como parte da guerra comercial promovida pelo presidente Donald Trump. Além das sobretaxas, o pacote inclui investigações comerciais sobre o Pix e sanções financeiras contra autoridades brasileiras, entre elas o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

As medidas foram interpretadas como retaliação política, já que Moraes é relator das investigações sobre a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023, em que o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados são acusados de conspirar contra o resultado das eleições de 2022.

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Tipo de conteúdo Notícia
Fonte/Origem Apuração/Redação
Autor Gazeta Popular
Atualização 30/08/2025 às 06:01
Categoria Geral
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O que aconteceu?BNDES estuda suspensão temporária de dívidas de empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA
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Última atualização30/08/2025 às 06:01

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