As chuvas frequentes mantêm a umidade do solo elevada, o que tem dificultado o manejo fitossanitário, principalmente a aplicação de fungicidas. Apesar disso, a sanidade da cultura permanece adequada na maior parte das regiões. A área cultivada no Estado é estimada em 1,19 milhão de hectares, com produtividade projetada em 2.997 kg/ha.
O bom estande de plantas e as temperaturas amenas reforçam o potencial produtivo. Ainda assim, os triticultores intensificaram o monitoramento das fases reprodutivas, devido ao risco de doenças fúngicas que podem comprometer a produtividade e a qualidade dos grãos.
Outras culturas de inverno
Aveia-branca: apresenta bom desenvolvimento, com 27% das lavouras em fase vegetativa, 33% em floração, 32% em enchimento de grãos, 6% em maturação e 2% já colhidas. A produtividade estimada é de 2.254 kg/ha em 401,2 mil hectares.
Canola: a maioria das áreas está em fase reprodutiva (55% em floração e 40% em enchimento de grãos). O potencial produtivo é elevado, sustentado pelo bom número de síliquas por planta. A área cultivada deve alcançar 203,2 mil hectares, com rendimento de 1.737 kg/ha.
Cevada: 73% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 18% em floração e 9% em formação de grãos. A sanidade está satisfatória e o potencial produtivo é considerado adequado, especialmente para atender a demanda da indústria cervejeira.
Culturas de verão
O plantio do milho avança em ritmos distintos, impactado pelas chuvas e baixas temperaturas. Em algumas regiões, produtores precisaram abrir drenos para evitar encharcamento, enquanto em outras o cultivo já foi concluído na primeira janela do Zoneamento Agrícola. A área estimada para a safra 2025/26 é de 785 mil hectares, com produtividade projetada em 7.376 kg/ha.
Olerícolas e frutícolas
As hortaliças apresentam bom desenvolvimento, favorecidas pelo clima ameno. Em diferentes regiões, produtores relatam cultivos saudáveis de couve-flor, repolho, brócolis, alho e cebola. Os pomares de ameixa também evoluem: variedades como Letícia e Fortune avançam para fases de frutificação, exigindo atenção com o controle de podridão-parda devido à umidade.
A mandioca segue com colheita e plantio de novas áreas, mas agricultores enfrentam dificuldades para encontrar mudas suficientes. O preço pago ao produtor recuou para R$ 4,50/kg in natura e R$ 7,00/kg industrializado.
Pastagens e criações
O azevém garante boa oferta de massa verde, enquanto o campo nativo segue em descanso. Na bovinocultura de corte, o estado corporal dos animais é satisfatório, com matrizes em parição e categorias destinadas à engorda. Já na bovinocultura de leite, a produção está em alta, mas o preço pago ao produtor segue em queda.
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