O anúncio foi feito pelo presidente da estatal, Edegar Pretto, ao lado de representantes da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz).
“A Conab também se preocupa em incentivar o produtor a seguir plantando arroz. Antes de colocar a semente na terra, o agricultor faz as contas. Se não valer a pena, muda de cultura. É isso que queremos evitar com essas medidas”, destacou Pretto.
Ferramentas para apoiar o setor
Para alcançar a meta, a Conab vai utilizar três mecanismos:
Prêmio para Escoamento de Produto (PEP);
Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro);
Aquisições do Governo Federal (AGF).
Esses instrumentos são acionados quando o preço de mercado fica abaixo do mínimo fixado pelo governo federal. Atualmente, o preço pago ao agricultor no Rio Grande do Sul está em torno de R$ 58 por saca de 50 quilos, enquanto o preço mínimo é de R$ 63,64, uma diferença de mais de R$ 5 por saca.
Divisão das operações
A previsão é que PEP e Pepro movimentem cerca de 500 mil toneladas de arroz. As operações devem iniciar em até 15 dias, por meio de leilões.
No PEP, a subvenção é concedida a indústrias e comerciantes que comprarem o arroz pelo preço mínimo, com o compromisso de escoá-lo para fora da região Sul.
No Pepro, o prêmio é pago diretamente ao produtor que vender e comprovar o escoamento pelo valor que, somado ao prêmio, alcance o preço mínimo.
O investimento previsto para essas ferramentas é de aproximadamente R$ 100 milhões.
Já por meio do AGF, o governo poderá adquirir 130 mil toneladas diretamente dos produtores, destinando até R$ 200 milhões para formação de estoques públicos estratégicos.
Produção e perspectivas
Segundo levantamento da Conab, o Rio Grande do Sul segue como o maior produtor de arroz do país. Entretanto, a queda no preço do grão deve provocar retração de 3,1% na área plantada e de 10,5% na produção, estimadas em 938,1 mil hectares e 7,8 milhões de toneladas, respectivamente.
Apesar da redução, as perspectivas são positivas para o desenvolvimento das lavouras, com reservatórios cheios e previsão de alta radiação solar e temperaturas elevadas nos meses críticos de cultivo, favorecendo a floração e o enchimento de grãos.
Desde o início da safra, a Conab já mobilizou cerca de R$ 1,5 bilhão para apoiar os produtores de arroz, reforçando a estratégia do governo federal de valorização da produção nacional e manutenção da rentabilidade do setor.
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