O Brasil vai colher a maior safra de grãos da história no ciclo 2024/25. A estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para uma produção de 350,2 milhões de toneladas, segundo o 12º e último Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta quinta-feira (11), em Brasília. O volume representa um crescimento de 16,3% em relação à temporada anterior, consolidando o país como uma das maiores potências agrícolas do mundo.
De acordo com o presidente da Conab, Edegar Pretto, o resultado foi impulsionado por recordes sucessivos. “Além dessa grande safra, temos três recordes históricos: soja com 171,47 milhões de toneladas, milho com 139,47 milhões de toneladas e algodão em pluma com 4,06 milhões de toneladas. Também tivemos colheitas expressivas de arroz e feijão, fundamentais para o consumo interno. Essa super safra garante soberania alimentar e energética ao Brasil, além de fortalecer nossa posição como fornecedor global”, destacou.
A cerimônia de divulgação contou com a presença do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e dos ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, além de diretores da Conab.
Alckmin ressaltou a importância da estatal na regulação de preços e no equilíbrio do mercado. “A agricultura é cíclica. Quando há safra recorde, os preços caem; quando a produção cai, os preços disparam. É justamente aí que entra a Conab, garantindo estoques e segurança alimentar para a população brasileira”, afirmou.
Para o ministro Paulo Teixeira, os números refletem o fortalecimento das políticas públicas no setor. “Voltamos com programas de financiamento, compras públicas e estoques reguladores. Isso dá segurança ao produtor e estimula o aumento da produção”, frisou.
Já o ministro Carlos Fávaro destacou a estratégia adotada pelo governo. “Essa é a super safra da estratégia: recorde nos planos safras, apoio à comercialização, estímulo à produção, abertura de mercados e controle da inflação via excedentes agrícolas. Só neste período, foram abertos 435 novos mercados para os produtos brasileiros”, ressaltou.
Expansão da área e clima favorável
Segundo o levantamento da Conab, a área plantada cresceu em 1,9 milhão de hectares, passando de 79,9 milhões em 2023/24 para 81,7 milhões de hectares em 2024/25. As condições climáticas, sobretudo no Centro-Oeste e no Mato Grosso, também favoreceram a recuperação da produtividade média nacional, que subiu 13,7% e atingiu 4.284 quilos por hectare.
O boletim completo com informações detalhadas sobre cada cultura está disponível no site da Conab.
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