O período de novembro marca o auge da safra do tabaco na região, resultando em um aumento natural na frequência de incêndios em estufas, devido à intensificação do processo de secagem, uma das etapas mais importantes da produção.
Nos últimos 15 dias, foram registradas três ocorrências de incêndio em estufas atendidas pelos Bombeiros Voluntários de Passo do Sobrado, duas em Passo do Sobrado e uma em Vale Verde, como destaca o comandante Rodrigo Belegante.
“Foram duas estufas elétricas em Passo do Sobrado e uma convencional em Buraco Fundo, no Vale Verde. Pedimos que, neste período, as pessoas redobrem os cuidados e, principalmente, evitem queimadas e limpeza de terrenos, pois o fogo se espalha muito rápido”, afirma.
A última ocorrência foi registrada na quarta-feira, dia 5, na localidade de Rincão do Sobrado, interior de Passo do Sobrado. O incêndio aconteceu em uma estufa elétrica. Houve danos na estrutura e perda de tabaco, mas ninguém ficou ferido.
Entre as principais causas dos incêndios em estufas elétricas estão a falta de manutenção no sistema de aquecimento, fiação elétrica sem revisão e sobrecarga de folhas. Já nas estufas manuais, deve-se evitar colocar grande quantidade de lenha. Pois, quanto mais lenha nas fornalhas, maior será a temperatura dentro da estufa, e o excesso de calor tende a provocar incêndios.
O comandante alerta que as principais causas de incêndio em estufas de fumo estão relacionadas à sobrecarga do equipamento. “É muito combustível, pouca umidade e muito calor. E essa é a combinação para um incêndio. Outra causa frequente é a falta de manutenção do sistema, seja na estufa elétrica, pelos fios, ou na convencional, pela falta de revisão dos canos”, ressalta.
Segundo a corporação, o ideal é construir as estufas longe das residências e manter o local limpo, sem material combustível ao redor. “Evitar, por exemplo, deixar fumo e outros produtos combustíveis perto da estufa. Manter um reservatório de água ou um lava-jato por perto, caso seja necessário combater um princípio de incêndio. Quando perceber algo de diferente na estufa, vedar todas as aberturas. Outra dica é deixar a rede de energia desligada. E, o mais importante: não entrar em pânico, não se desesperar e ter sempre o número dos bombeiros à mão”, orienta Belegante.
Além disso, recomenda-se observar se não há folhas soltas sobre as tubulações antes de acender o fogo e evitar abrir a porta do forno com a temperatura muito elevada, já que o oxigênio pode favorecer a combustão. É importante respeitar o espaçamento padrão das varas nas estufas, manter uma distância segura entre a tubulação e o tabaco, amarrar e costurar bem as folhas nas varas durante o processo de cura, usar tela de proteção sob as tubulações e verificar se está bem fixada, além de limpar as estufas sempre após o carregamento e antes de iniciar uma nova cura. Também é fundamental não deixar folhas espalhadas pelo chão.
“Reforçamos a importância de os produtores seguirem essas orientações para evitar perdas significativas e garantir a segurança nas propriedades rurais”, afirma o comandante.
A principal recomendação é que não se tente acelerar o processo de secagem. A pressa pode contribuir para os sinistros, e os prejuízos acabam sendo dobrados. Essa situação é bastante comum nos meses de janeiro e fevereiro, quando se encerra o ciclo do tabaco. Em caso de emergência, o contato dos Bombeiros Voluntários de Passo do Sobrado é o (51) 99970-3465.
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