Nesta sexta-feira, dia 15 de agosto, às 19 horas, o município de Vale Verde dá um passo fundamental na consolidação de suas políticas públicas de assistência à mulher com a realização do 1º Encontro do Maio Furta-Cor. O evento é o desdobramento direto da aprovação do Projeto de Lei nº 02/2026, que instituiu oficialmente no calendário local o mês dedicado à conscientização e ao cuidado com a saúde mental materna.
A iniciativa ganha vida após um intenso debate na Câmara de Vereadores, onde parlamentares como Débora Rosa da Silva (MDB), Patrícia Gerhardt (MDB) e Taitiane Teixeira (PL) uniram forças para formalizar a proposta. O movimento também recebeu um impulso significativo pelo relato da vereadora Camila Schons, que utilizou a tribuna para compartilhar experiências pessoais de perda gestacional, evidenciando a urgência de um atendimento humanizado que contemple não apenas o corpo, mas também o psicológico das mães em momentos de vulnerabilidade.
O movimento Maio Furta-Cor, que nasceu nacionalmente em 2021, utiliza a simbologia da cor furta-cor para representar a diversidade de nuances e desafios da maternidade. O objetivo central é combater o estigma que cerca transtornos como a depressão pós-parto e a ansiedade gestacional. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçam a necessidade da ação: cerca de 20% das mulheres enfrentam problemas de saúde mental durante ou após a gestação, e a falta de diagnóstico adequado pode impactar diretamente o desenvolvimento familiar.
Além do aspecto social e humano, a implementação dessas ações em Vale Verde carrega uma justificativa econômica preventiva. Especialistas apontam que o investimento em políticas de prevenção na saúde mental pode gerar uma economia de até cinco vezes o valor aplicado em tratamentos futuros na rede pública. O encontro desta sexta-feira servirá como ponto de partida para um cronograma que incluirá palestras, oficinas e a organização da 1ª Corrida da Saúde Mental Materna do município.
Com a realização deste primeiro encontro, Vale Verde se alinha a mais de 250 cidades brasileiras que já adotaram a legislação específica. A proposta é clara: garantir que o Estado e a comunidade atuem como uma rede de apoio sólida, assegurando que nenhuma mãe precise enfrentar o luto, a sobrecarga ou o sofrimento mental de forma isolada. O evento de amanhã simboliza o compromisso de “cuidar de quem cuida”, transformando a lei em apoio real e acessível para todas as cidadãs.
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