Tabaco impulsiona o desenvolvimento de Santa Cruz do Sul há mais de 100 anos
Ao comemorar 147 anos, Santa Cruz do Sul reafirma sua posição como referência nacional na cadeia produtiva do tabaco. Conhecida como a Capital Nacional do Tabaco, a cidade mantém sua força econômica alicerçada na produção e industrialização do produto. A atividade envolve...

Somente na produção primária, o retorno de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) ao município soma R$ 2,77 milhões, consolidando o setor como um dos pilares da arrecadação agropecuária municipal. O impacto econômico vai além do campo: as cinco maiores empresas com sede no município, em valor adicionado, pertencem ao setor do tabaco.
Isso confirma a relevância da cadeia produtiva para o PIB (Produto Interno Bruto) local, que em 2021 totalizou R$ 9,8 bilhões, com um PIB per capita de R$ 74,2 mil, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O desempenho do setor também contribuiu para que Santa Cruz do Sul registrasse um aumento de 5,25% na participação do ICMS estadual, subindo da 11ª para a 8ª posição entre as maiores economias do Rio Grande do Sul — um feito alcançado pelo segundo ano consecutivo.
Além da força industrial, o município também se destaca em indicadores de qualidade de vida. No Ranking Nacional de Competitividade dos Municípios 2025, divulgado em agosto, Santa Cruz aparece como a 5ª cidade mais competitiva do Rio Grande do Sul e a 88ª do Brasil, entre 418 municípios avaliados. A cidade subiu uma posição no ranking estadual e três no nacional em relação ao ano anterior.
“A contribuição do tabaco para Santa Cruz do Sul é visível nos indicadores econômicos e sociais do município. E essa relevância se amplia quando olhamos para o Estado, que há mais de 30 anos lidera as exportações mundiais de tabaco graças à força do nosso polo regional”, destaca Valmor Thesing, presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco).
O setor no Sul do Brasil
Maior exportador mundial de tabaco há 32 anos, o Brasil é também o segundo maior produtor global. Ao todo, 138 mil famílias, distribuídas em 525 municípios da Região Sul, estão envolvidas com a atividade, que também gera mais de 44 mil empregos diretos nas indústrias.
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