Nesta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, a sede da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), em Santa Cruz do Sul (RS), recebe uma nova e decisiva rodada de negociações para definir o preço mínimo de referência do tabaco da safra 2025/2026. O encontro dá continuidade às tratativas iniciadas em janeiro, que terminaram sem acordo entre produtores e empresas fumageiras.
A comissão representativa dos produtores — composta por Afubra, Farsul, Faesc, Fetag, Fetaesc e Fetaep — condiciona a continuidade do diálogo à apresentação, por parte das empresas, de propostas consideradas “justas e dignas”. Essas propostas devem estar tecnicamente fundamentadas na variação do custo de produção apurado em conjunto e alinhadas aos princípios da Lei nº 13.288/2016 (Lei da Integração), além de valorizar o produtor e fortalecer o Sistema Integrado de Produção .
O presidente da Afubra, Marcilio Drescher, expressou a expectativa de que as empresas apresentem propostas sólidas e objetivas, com números que reconheçam o trabalho realizado na apuração do custo de produção e que valorizem o produtor. Essa condição é considerada essencial para fortalecer o Sistema Integrado de Produção e garantir sustentabilidade aos produtores .
Na primeira rodada de negociações, realizada nos dias 19 e 20 de janeiro, seis empresas fumageiras (JTI, BAT, Philip Morris, China Brasil Tabacos, CTA e Universal Leaf) participaram de reuniões individuais, mas não houve avanço na construção de tabelas mínimas consideradas aceitáveis pelos produtores. Outras empresas, como Premium Tabacos, Marasca, Brasfumo, UTC e Alliance One, foram convidadas, mas não compareceram, alegando não ter propostas para apresentar .
As reuniões de hoje também ocorrerão de forma individual com cada empresa fumageira na sede da Afubra. A expectativa é que as empresas apresentem propostas mais consistentes nesta etapa, reconhecendo o trabalho realizado na apuração do custo de produção e valorizando o produtor .
A definição do preço mínimo de referência do tabaco é crucial para garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva e a valorização dos fumicultores, especialmente diante dos desafios enfrentados pelo setor nos últimos anos.
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