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Ministério da Saúde alerta para disseminação da febre oropouche pelo Brasil, com mais de 5 mil casos

Um novo boletim epidemiológico divulgado nesta semana pelo Ministério da Saúde mostrou o crescimento alarmante dos casos de febre oropouche em todo o Brasil. De acordo com os dados da pasta, o país registra atualmente 5.102 casos da doença, com uma concentração significativa na Amazônia (2.947 casos) e em Rondônia (1.528 casos). Distribuição dos Casos📢 […]

Por Gazeta Popular • Publicado em 17/05/2024 às 11:18
Atualizado em 23/05/2024 às 10:51

Um novo boletim epidemiológico divulgado nesta semana pelo Ministério da Saúde mostrou o crescimento alarmante dos casos de febre oropouche em todo o Brasil. De acordo com os dados da pasta, o país registra atualmente 5.102 casos da doença, com uma concentração significativa na Amazônia (2.947 casos) e em Rondônia (1.528 casos).

Distribuição dos Casos

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Além das regiões mais afetadas, como a Amazônia e Rondônia, outros estados também confirmaram ou estão investigando casos de febre oropouche. Esses estados incluem Bahia, Acre, Espírito Santo, Pará, Rio de Janeiro, Piauí, Roraima, Santa Catarina, Amapá, Maranhão e Paraná. A faixa etária mais atingida está entre 20 e 29 anos, revelando uma tendência preocupante entre os jovens adultos.

Sintomas da Febre Oropouche

Os sintomas da febre oropouche são semelhantes aos da dengue e da chikungunya, durando entre dois e sete dias. Eles incluem:

Febre de início súbito

Dor de cabeça intensa

Dor nas costas e lombar

Dor articular

Tosse

Tontura

Dor atrás dos olhos

Erupções cutâneas

Calafrios

Fotofobia

Náuseas

Vômitos

O que é a Febre Oropouche?

A febre oropouche é uma doença viral transmitida principalmente por mosquitos, causada pelo vírus Orthobunyavirus oropoucheense (OROV). A transmissão ocorre quando um mosquito pica uma pessoa ou animal infectado e, posteriormente, pica uma pessoa saudável, transmitindo o vírus.

Ciclos de Transmissão

Existem dois ciclos de transmissão da febre oropouche:

Ciclo silvestre: Animais como bichos-preguiça e macacos são os principais hospedeiros do vírus. Mosquitos como o Coquillettidia venezuelensis e o Aedes serratus podem carregar o vírus, mas o mosquito Culicoides paraensis, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é o principal vetor nesse ciclo.

Ciclo urbano: Os humanos são os principais hospedeiros. O mosquito Culicoides paraensis continua sendo o vetor principal, com o mosquito Culex quinquefasciatus, comum em áreas urbanas, podendo ocasionalmente transmitir o vírus.

Histórico e Preocupações Atuais

O vírus foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960, a partir de uma amostra de sangue de um bicho-preguiça capturado durante a construção da rodovia Belém-Brasília. Desde então, surtos esporádicos têm ocorrido principalmente na região Amazônica.

A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Ethel Maciel, destacou a preocupação com o espalhamento da doença: “Nós já vimos que há algumas semanas está acontecendo um espalhamento para outras regiões do Brasil. A gente não está só naquela concentração na Região Norte, que foi o primeiro momento. A gente acreditou que ia ficar concentrado, mas vimos que houve um espalhamento. (…) Estamos monitorando de perto e entendendo melhor essa nova arbovirose.”

Tratamento da Febre Oropouche

Não existe um tratamento específico para a febre oropouche. O acompanhamento médico é fundamental, com a indicação de medicamentos para aliviar os sintomas e monitorar a evolução da doença.

A disseminação da febre oropouche pelo Brasil é uma preocupação crescente, exigindo atenção e medidas de controle das autoridades de saúde pública para evitar a expansão ainda maior dessa doença.

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— Leia a matéria originalhttps://gazetapopular.com/saude/ministerio-da-saude-alerta-para-disseminacao-da-febre-oropouche-pelo-brasil-com-mais-de-5-mil-casos/

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17/05/2024 | gazetapopular.com