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sexta-feira, 28 de agosto de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Política

Campanha esvazia Câmara e deputados gaúchos retornam às bases eleitorais

Entre 16 e 28 de agosto, Câmara dos Deputados não realizou votações; dos 31 parlamentares do RS, 30 disputam algum cargo nas eleições de 2026

As duas primeiras semanas da campanha eleitoral de 2026 foram marcadas pelo esvaziamento das atividades legislativas na Câmara dos Deputados e pela concentração dos parlamentares em suas bases eleitorais. Entre os dias 16 e 28 de agosto, não houve sessão deliberativa no plenário nem reuniões regulares das comissões da Câmara.
Na prática, nenhum projeto, medida provisória ou outra proposta foi votada durante o período. Sem compromissos legislativos que exigissem presença em Brasília, os deputados candidatos puderam permanecer nos estados, participando de inaugurações de comitês, caminhadas, reuniões partidárias, visitas a municípios, encontros com lideranças e gravações de materiais eleitorais.
No Rio Grande do Sul, 30 dos 31 deputados federais em exercício participam das eleições deste ano. Conforme levantamento realizado a partir dos registros eleitorais, 26 parlamentares gaúchos tentam renovar seus mandatos na Câmara Federal.
Outros quatro deixaram a disputa pela reeleição para concorrer a cargos diferentes. Luciano Zucco, do PL, disputa o Governo do Estado. Marcel van Hattem, do Novo, Paulo Pimenta, do PT, e Sanderson, do PL, concorrem às duas vagas gaúchas no Senado.
O único integrante da bancada que não participa diretamente da eleição é Márcio Biolchi, do MDB, que decidiu não concorrer em 2026.

Últimas votações ocorreram antes da campanha
A campanha eleitoral começou oficialmente no domingo, 16 de agosto. A partir dessa data, os candidatos passaram a ter autorização para pedir votos, realizar comícios e atos de rua, distribuir materiais impressos e divulgar propaganda na internet.
A última concentração de votações da Câmara ocorreu antes da abertura oficial da campanha, nos dias 12 e 13 de agosto. Durante o chamado esforço concentrado, o plenário aprovou sete projetos, além de requerimentos de urgência.
Depois disso, a Câmara deixou de manter sua programação deliberativa regular.

Primeira semana sem sessões deliberativas
Entre os dias 16 e 22 de agosto, período correspondente à primeira semana da campanha, a agenda oficial do Congresso Nacional mostra que não houve nenhuma sessão deliberativa da Câmara.
A única sessão realizada no plenário aconteceu no dia 19 de agosto, em homenagem aos 40 anos do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região. A atividade teve caráter solene, sem votação de projetos e sem exigência de presença dos 513 deputados federais.
Também ocorreram audiências, seminários e eventos institucionais, mas nenhuma reunião deliberativa das comissões permanentes da Câmara.

Situação permaneceu igual entre 24 e 28 de agosto
A redução das atividades continuou na semana seguinte. Entre segunda-feira, 24, e sexta-feira, 28 de agosto, novamente não houve sessão destinada à votação de projetos no plenário.
A programação oficial da Câmara durante a semana foi reduzida:

Data Atividades registradas 
24 de agosto Nenhuma sessão ou reunião de comissão 
25 de agosto Reuniões internas e técnicas, sem votação no plenário 
26 de agosto Sessão solene em homenagem aos 34 anos da Atricon 
27 de agosto Nenhuma sessão ou reunião de comissão 
28 de agosto Nenhuma sessão ou reunião regular da Câmara 
No dia 25, foram realizadas reuniões relacionadas à escolha de candidatos ao Prêmio Transparência e uma atividade técnica sobre o financiamento das universidades públicas. Esses compromissos não integraram o calendário deliberativo regular da Câmara.
No dia 26, o plenário recebeu uma sessão solene em homenagem à Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil. Novamente, não houve votação nem convocação geral dos parlamentares.
Na sexta-feira, 28, foram realizadas reuniões de comissões mistas de medidas provisórias nas dependências do Senado. A agenda pública, porém, não indica participação obrigatória de representantes da bancada federal gaúcha.

Deputados trocaram Brasília pelas bases eleitorais
Com a Câmara sem votações, os candidatos concentraram suas atividades no Rio Grande do Sul. As agendas divulgadas ao longo das duas semanas registraram lançamentos de campanhas e comitês, visitas a municípios, caminhadas, reuniões com apoiadores, encontros partidários e produção de materiais para as redes sociais e para o horário eleitoral gratuito.
A propaganda no rádio e na televisão começou na sexta-feira, 28, aumentando a dedicação dos candidatos às gravações e à organização das estratégias de campanha.
Isso não significa, porém, que todos os deputados tenham permanecido fora de Brasília durante todo o período. Alguns podem ter realizado reuniões de gabinete, atendimentos administrativos ou compromissos não deliberativos, inclusive remotamente.
As redes sociais também não oferecem uma comprovação completa da localização diária dos parlamentares. As publicações mostram apenas parte das agendas e podem ser divulgadas horas ou dias depois da realização dos compromissos.

Ausência de votação impede controle individual
Sem sessões deliberativas, a Câmara não produziu uma lista geral de presença que permita identificar quais deputados gaúchos estiveram em Brasília e quais permaneceram exclusivamente em campanha no Rio Grande do Sul.
Nas semanas com votação, o painel eletrônico registra a presença e o voto de cada parlamentar. Durante o período analisado, esse instrumento de fiscalização não esteve disponível porque nenhuma matéria foi submetida ao plenário.
Portanto, não é possível classificar individualmente os 31 deputados como presentes ou ausentes em Brasília. O que os registros oficiais permitem afirmar é que nenhum deles tinha obrigação de comparecer a votações no plenário entre 16 e 28 de agosto.

Mandatos e salários continuam normalmente
Apesar da dedicação às campanhas, os deputados federais continuam no exercício dos mandatos até o encerramento da atual legislatura, em 31 de janeiro de 2027. Os salários, as equipes dos gabinetes e as demais estruturas parlamentares permanecem disponíveis normalmente.
A legislação eleitoral não obriga deputados candidatos a se licenciarem para disputar a reeleição, o Senado ou o Governo do Estado. Entretanto, servidores, veículos, imóveis funcionais, equipamentos e recursos públicos da Câmara não podem ser utilizados em benefício das candidaturas.
A diminuição da agenda parlamentar durante anos eleitorais é uma prática recorrente no Congresso. Em vez de manter votações todas as semanas, a Câmara costuma organizar períodos de esforço concentrado, reunindo as principais decisões em poucos dias e liberando os parlamentares para as atividades eleitorais nos estados.

Situação eleitoral da bancada gaúcha
Situação nas eleições de 2026 Número de deputados 
Candidatos à reeleição 26 
Candidatos ao Senado 3 
Candidato ao Governo do RS 1 
Não concorre em 2026 1 
Total da bancada gaúcha 31 

Entre 16 e 28 de agosto, portanto, a Câmara dos Deputados completou quase duas semanas sem votar qualquer proposta. Dos 31 representantes do Rio Grande do Sul, 30 estavam formalmente envolvidos na disputa eleitoral.
Embora não seja possível comprovar onde cada parlamentar esteve diariamente, os registros oficiais mostram que não havia sessões ou votações que exigissem a presença da bancada em Brasília. Nesse intervalo, a campanha eleitoral passou a ocupar o espaço deixado pela redução das atividades legislativas.
Fontes consultadas: Câmara dos Deputados, agenda oficial do Congresso Nacional, calendário eleitoral do TSE e levantamento sobre a bancada gaúcha.


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Tipo de conteúdo Notícia
Fonte/Origem Apuração/Redação
Autor Gazeta Popular
Atualização 28/08/2026 às 17:19
Categoria Política
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Extensão 1.246 palavras
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Entenda o caso

O que aconteceu?Campanha esvazia Câmara e deputados gaúchos retornam às bases eleitorais
Onde?Local não informado
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Última atualização28/08/2026 às 17:19

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