O avanço das obras da nova ligação rodoviária entre a região da Marasca, em Venâncio Aires, e Vale Verde está gerando expectativa pelos benefícios que o novo acesso poderá proporcionar, mas também acende um alerta em relação à capacidade da ERS-244 de absorver o aumento do tráfego. Uma das principais preocupações está no trecho conhecido como Ponte Seca.
Em manifestação sobre o assunto o vereador Roger Toillier, destacou que os trabalhos no novo acesso estão avançando, com máquinas e caminhões atuando na abertura e preparação do trajeto. A avaliação é de que a ligação terá importância estratégica para Vale Verde e municípios vizinhos, especialmente por reduzir o percurso em direção a Venâncio Aires.
Segundo Roger, além de facilitar a rotina dos moradores e trabalhadores, a estrada deverá beneficiar o transporte de cargas e criar uma alternativa mais rápida para quem segue em direção a outros pontos da região e a Porto Alegre.
Ponte Seca preocupa
A expectativa de aumento do movimento, entretanto, trouxe novamente à discussão as condições da ERS-244, principalmente na Ponte Seca.
O trecho é apontado como estreito e exige atenção dos condutores. A preocupação é de que, depois da conclusão da nova ligação, parte considerável do tráfego proveniente de Venâncio Aires passe a utilizar a ERS-244, aumentando a circulação não apenas de automóveis, mas também de caminhões e outros veículos pesados.
“E aí fica a minha pergunta: a nossa ERS-244 está preparada para receber todo esse movimento? Eu tenho muito receio de que não esteja”, destaca Roger.
A avaliação apresentada é de que o problema precisa ser discutido antes da conclusão e liberação definitiva do novo acesso, evitando que medidas sejam adotadas somente após um eventual aumento no número de ocorrências.
Pedido de diálogo com o DAER
Diante da situação, Roger defende uma articulação entre os responsáveis pela nova ligação rodoviária e o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER), responsável pela ERS-244.
O objetivo seria avaliar antecipadamente os impactos do novo fluxo sobre a rodovia e, principalmente, buscar alternativas para melhorar a segurança na região da Ponte Seca.
“Precisamos nos antecipar ao problema. Não esperar acontecer um acidente grave para depois correr atrás de uma solução”, reforça Roger.
Roger deixa claro que o alerta não representa oposição à construção da nova estrada. Pelo contrário, a obra é considerada importante para o desenvolvimento regional e para aproximar Vale Verde e Venâncio Aires.
A preocupação está em fazer com que a infraestrutura existente acompanhe a transformação provocada pelo novo corredor rodoviário.
“Queremos desenvolvimento, queremos a nova rodovia, queremos que Vale Verde cresça e que a nossa região tenha melhores acessos. Mas, acima de tudo, queremos que as pessoas possam utilizar essas estradas com segurança”, conclui Roger.



