Elísio afirmou que a população tem questionado essa decisão. Ele lembrou que, em 2022, quando se analisava o projeto para trazer a empresa ao município, houve intensa polêmica: esportistas defendiam a manutenção do ginásio para atividades esportivas, enquanto muitas famílias apoiavam a geração de empregos proporcionada pela empresa. Após ouvir a comunidade, Elísio decidiu aprovar o projeto, considerando o interesse da empresa e da administração municipal.
O vereador relatou que, na época, conversou com o então prefeito Edgar, que garantiu que em seis meses seria encontrado um local adequado para a instalação da RS Calçados, devolvendo o ginásio aos esportistas. Três anos depois, porém, o compromisso não foi cumprido, e a empresa permanece no ginásio. Elísio criticou a postura do atual prefeito, afirmando que ele precisa criar polêmicas para manter-se em evidência.
Ressaltando seu papel na chegada da empresa ao município, Elísio afirmou que não vê necessidade de revogar a lei existente, que estabelece permanência mínima de oito anos da empresa, questionando a justificativa de que a empresa precisa expandir. Ele enfatizou que apoia ampliação da estrutura, como refeitório, e que, se necessário, será favorável a investimentos da Câmara nesse sentido. Sua posição, explicou, é garantir empregos até 2030, já que a lei atual prevê indenização ao município caso a empresa se retire antes desse prazo.
Segundo Elísio, se o projeto atual for aprovado, a empresa poderá deixar o município levando o prédio, impossibilitando que outra empresa ocupe o espaço no futuro, embora sua preferência seja a permanência da RS Calçados em Passo do Sobrado.
Líder de bancada
Como líder de bancada, Elísio registrou outras pautas importantes. Citou as pontes na divisa de Taquari Mirim, com ferros expostos, e solicitou definição definitiva para a situação. Pediu ao Poder Executivo e à Secretaria de Obras reparos nas pontes que ligam Passo do Sobrado a Venâncio Aires, bem como melhorias nos buracos da ERS-405, informando que encaminhará solicitação ao DAER. Também pediu atenção ao empreendimento do sr. Vanderlei.
Retomando o PL nº 044/2025, esclareceu que não há intenção de expulsar a empresa, mas apenas de doar prédio e área de terras a dois empresários. Questionou por que o prefeito não enviou projeto específico para beneficiar diretamente os trabalhadores. Reforçou que não é contra a RS Calçados nem deseja sua saída, mas defende que não há necessidade de doar o ginásio, podendo-se estender o contrato de uso por até 20 anos. Apoiará, no entanto, projetos de doação de áreas de terra, desde que o prédio público permaneça sob propriedade municipal.
Elísio sugeriu que qualquer ampliação necessária para a empresa seja custeada pelo Poder Executivo, finalizando que sua prioridade é a defesa da empregabilidade no município.
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