A brincadeira consiste em um grupo de torcedores puxar os rivais em uma carroça pelas ruas da cidade, tradição que alterna conforme o resultado do campeonato. Neste ano, após o título gremista, torcedores colorados assumiram a tarefa de puxar a carroça com os gremistas, mantendo viva a tradição que já se tornou parte do calendário informal dos torcedores locais.
Entre os participantes estava Ricardo Etges, que destacou o clima de integração e a alegria da conquista.
Segundo ele, no ano passado os papéis estavam invertidos, mas neste ano os gremistas puderam comemorar novamente.
“Muito bacana. No ano passado a gente esteve no lugar dos colorados. Este ano, mesmo com eles dizendo que teve uma certa força externa, a gente ganhou o primeiro confronto por três a zero e isso deu praticamente a confiança do título. Depois tivemos que decidir na casa deles, no Beira-Rio, com dois mil torcedores fazendo festa. Acho que foi a primeira vez que o Grêmio ganhou um título dentro do Beira-Rio. A sensação é de alegria e de representar o Grêmio. A rivalidade é grande dentro de campo, mas aqui é amizade. Hoje mais uma vez fica marcado o ano de 2026 com essa integração e todo mundo comemorando junto”, afirmou.
A comemoração também atraiu torcedores de municípios vizinhos. Léo Kroth, que veio de Vale Verde, participou pela primeira vez da puxada da carroça.
“Muito legal. Eu já acompanhava essa brincadeira deles há mais tempo e achava fantástico. O Ricardo já tinha me convidado antes e eu não pude vir. Desta vez, quando ele me convidou, fazia quase um mês que a gente estava naquela expectativa. Como o Grêmio foi muito bem na Arena, sobrou só festejar no estádio deles. E nos últimos tempos já é a terceira vez que ganhamos deles lá”, comentou.
Do lado colorado, o clima também foi de esportividade. Valmor Lersch, um dos responsáveis por puxar a carroça, disse que a tradição já virou parte da convivência entre amigos.
“Já estou acostumado. Já fui puxado e também puxo. É pela amizade entre os amigos. É muito legal, é uma satisfação”, relatou.
Outro colorado participante, Adalberto Grasel, também destacou o caráter descontraído da atividade.
“Tudo está valendo. É uma brincadeira sadia com a turma toda. O que mais vale é a amizade e a brincadeira. Apesar que o Daronco deu uma mãozinha para eles, mas vamos deixar para lá. Depois vão dizer que é mimimi de perdedor”, brincou.
Já Renato Miller resumiu o espírito do encontro.
“Foi boa. Faz parte. O importante é o grupo, a integração e a amizade da galera.”
Ao longo dos anos, a puxada da carroça entre gremistas e colorados se consolidou como uma tradição informal em Passo do Sobrado, mostrando que, apesar da forte rivalidade entre os dois clubes gaúchos, o futebol também é motivo de confraternização e amizade fora das quatro linhas.
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