Salve amigos leitores
Tratando de um assunto espinhoso e que me é caro.
* Preciso me conter…
Como o amigo leitor bem sabe, eu sou, por minha natureza e formação humanista, um indivíduo pacífico. Sou contra a violência, a radicalização, a coação e a coerção. Por isso, sou contra a pena de morte, ainda mais em um país como o nosso onde a lei e justiça não trabalham juntas, quiçá caminham na mesma direção. Mas às vezes…
Às vezes o meu lado mais selvagem, aquela minha herança de tempos remotos de violência pela sobrevivência, onde ser o mais forte era a garantia de manutenção da espécie e da linhagem, ou da época onde a Lei de Talião como regramento jurídico possível, se tornam algo a ser elogiável, quase necessário, materializando a vontade de que os desejos (in)contidos de vingança e execução imediata sejam sumariamente adotados.
Daí que, quando isso ocorre, mesmo que sentindo um pouco de vergonha, é necessário que eu abandone a ideia em favor do retorno da civilidade, da justiça como base das relações sociais, e dos princípios espirituais e religiosos que até o momento tem norteado minha vida. A crise tem que passar, e eu preciso me conter…
* A violência não é solução, mas…
Esta semana um pai matou um filho de três anos com um soco no peito, por que o menino se recusava a dar bom dia… Este crime não tem como ser qualificado de outra forma que não hediondo! Até onde se sabe, todos os filhos deste pai (se é que pode ser chamado de pai), quatro ou cinco, sofriam severas agressões desse monstro, sim, um mostro; eu ia chamá-lo de animal, mas os animais não cometem esses crimes horrendos. Esse traste está preso, como a mãe das crianças também está por ter sido conivente com o crime…
Pergunto ao amigo leitor: a um crime dessa natureza tem justiça que se faça? A legislação a ser aplicada neste caso conseguirá a responsabilização por essa monstruosidade cometida? Que a pena de morte que eu guardo lá no fundo da gavetinha das ideias abolidas deu uma balançada, isso deu…
* A violência não é a solução, mas…
Ainda esta semana foi desbaratada uma quadrilha que usava o nome e a imagem de crianças gravemente doentes para, sob a justificativa de campanhas solidárias de arrecadação de fundos para remédios e tratamentos, dar golpes nas pessoas. Para mim, outro crime hediondo, indecente, absurdo, pois são animais, ops, monstros, que usam da doença alheia, especialmente de crianças inocentes, para ganhar dinheiro fácil.
Na verdade, o crime se torna hediondo pelo fato de tirarem o dinheiro dos doentes de forma muito mais criminosa do que um assalto à mão armada. Imagina amigo leitor: tu tens um ente querido que tem uma doença grave, precisa muito de dinheiro para custear um tratamento, e de repente vem alguns criminosos e levam todo esse dinheiro para sustentar seus luxos, seus vícios e sua vida sem trabalho ou sacrifício…
Infelizmente, e mais uma vez, meus instintos trogloditas (no sentido coloquial, claro) fizeram tremer minhas estruturas morais e religiosas ao ponto de pensar que essas pessoas mereciam sim, e também, uma pena capital, pois é outro crime que não vejo nenhuma justificativa e nenhuma legislação que, aplicada, possa responsabilizar de forma minimamente satisfatória os bárbaros que cometeram tal crime.
E mais uma vez agradeço que, passados os momentos de fúria, fico na torcida para que as punições sejam rápidas e exemplares.
Violência não é a solução, mas às vezes…
* Um pedido de desculpas…
Sim, um pedido de desculpas por tratar de assuntos tão espinhosos, numa sexta-feira que, por natureza de nossos calendários, é o dia da “desaceleração”, dia em que o cotidiano começa a relativizar a rigidez que a rotina nos impõe, mas que, para quem é pai como eu, esses fatos nefastos, esses crimes absurdos, são muito mais que um “soco no estômago”, e mostram a que ponto a pequenez do ser humano pode chegar. Basta um pequeno exercício de empatia para sentirmos em nosso peito a dor de um crime cometido nessas condições contra qualquer criança.
Então: cadeia nesses vagabundos!!!
Bom fim de semana e até à próxima, se Deus quiser.
PS: acho que Los Hermanos não levam essa. O que o amigo leitor pensa a respeito? Aposta um cafezinho?
Transparência editorial
Informações sobre a produção, autoria e atualização desta publicação.
- Autoria identificada
- Data de atualização visível
- Política editorial pública
- Canal de correção disponível
Entenda o caso
Transparência editorial
O Gazeta Popular mantém páginas públicas de referência editorial para facilitar a identificação da equipe, critérios de publicação e canais de contato.


