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sexta-feira, 24 de julho de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Opinião

Falando em causa própria

Salve amigos leitores Falando em causa própria* Reclamação oportunaEsta semana recebi a reclamação de um conhecido, nos seguintes termos: “pô, vocês vão correr nas estradas e ficam pondo em risco, além de suas…

 

Falando em causa própria

* Reclamação oportuna

Esta semana recebi a reclamação de um conhecido, nos seguintes termos: “pô, vocês vão correr nas estradas e ficam pondo em risco, além de suas próprias seguranças, a dos motoristas que por ali trafegam…”; e aumentou a demanda: “isso quando não correm à noite ou de madrugada, iguais uns fantasmas, ficando quase invisíveis…” (ahahhaah, essa foi boa).

É uma demanda interessante, pois que vindo do outro lado de uma relação que já está consolidada em muitos lugares: pessoas que praticam esportes em estradas e rodovias e pessoas que por elas trafegam.

De minha parte, e de muitos que me são próximos, sempre enxergamos essa relação pelo lado de quem pratica os esportes, mas é muito bom também quando podemos ver o ponto de vista da turma que trafega e transita e, a partir daí, estabelecer uma conversa clara e objetiva, até uma relação de conflito, no bom sentido, sobre o tema, para que as ideias, intensões e pontos de vistas sejam postos em consideração. Penso que isso só faz somar positivamente em prol de todos.

A propósito, já fica a ideia: poderíamos, nas atividades referentes à Semana Nacional do Trânsito, organizar um grande simpósio para discutir, estre outras, essa crucial questão, certo?

A Semana Nacional do Trânsito ocorre em setembro, de 18 a 25!

* Um esclarecimento

Como praticante de esportes que muitas vezes ocupam o acostamento (que não é acostamento) de rodovias, preciso esclarecer ao amigo leitor: não corremos ou pedalamos por ali simplesmente por que queremos. Pelo contrário, o fazemos por que não temos a opção de frequentar outros lugares. No caso de bicicletas, é caminho mais do que natural.

Nesse sentido, ao corrermos pelas rodovias, geralmente usamos o acostamento, estamos buscando também nosso espaço em tais vias, muito mais por necessidade do que por conveniência.

Além do mais, é bom destacar que não há nada que nos proíba de fazê-lo, certo?

Da mesma forma, entendemos que correr por uma rodovia ou estrada causa muito menos transtorno do que se corrêssemos pelas ruas de nossas cidades, onde o tráfego de veículos é muito mais intenso. Até termos melhores opções, essa é a opção melhor (ou menos ruim)…

* Elo frágil

Temos consciência de que na relação com o trânsito, os corredores e ciclistas representam o ele mais frágil; somos os que corremos mais riscos, os que encontramos mais dificuldades. Enfrentar essas questões deveras importantes já fazem parte de nosso esporte, quase que como um elemento intrínseco e ele.

Assim, se sabemos que os riscos existem, o jeito é tentar diminuí-los. Para tal, procuramos horários diferenciados, incluindo aí praticar nosso esporte à noite ou nas madrugadas; usamos também os finais de semana para corridas mais longas, correremos em “fila indiana” quando em grupo, usamos roupas de cores “chamativas”, ou iluminação e refletores, etc. Mas sabemos que só isso não resolve. É necessário que sejamos vistos como “parte natural” dessa relação de uso de rodovias e estradas, pois que, como eu disse acima, já é uma relação consolidada; daí que precisamos contar, e muito, com a boa vontade e solidariedade dos motoristas que por ela trafegam.

* Nossa demanda

De maneira nenhuma queremos parecer, quiçá ser, ou vilões dessa relação de trânsito; muito menos queremos ser inimigos de motoristas; pelo contrário, queremos estabelecer uma saudável relação de parceria.

Muitos motoristas nos respeitam, se afastando de nós o quando podem, para garantir a nossa segurança (e por que não e deles também). E sempre que vejo essa boa vontade, faço questão de externar meu agradecimento com um “schimidt” ou “joinha”. No entanto, em algumas situações chego a pensar que alguns motoristas nos veem assim, como inimigos mesmo, pois não só não se afastam de nós, como fazem questão de passar extrema e perigosamente perto, isso estando eles sozinhos na rodovia ou estrada. Sozinhos mesmo!

Com certeza há lugar com segurança e respeito para todos no trânsito, independentemente de estar-se dirigindo, caminhando, correndo ou pedalando. E é como eu li outro dia: “no trânsito, a estrada é o espelho da nossa humanidade”, pois que “devemos compreender que cada um que está ali é alguém que alguém ama muito e espera em casa.”

Nessa relação, o fundamental é respeito e segurança, não necessariamente nesta ordem.

Vamos pensar nisso?

  Bom frio de semana e até à próxima, se Deus quiser.

PS: E o Colorado hein? E o Tricolor? Te escapa medinho, que o medão te pega, ahahahahah.

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Informações sobre a produção, autoria e atualização desta publicação.

Tipo de conteúdo Opinião
Fonte/Origem Colunista/Opinião
Autor Breno Pires
Atualização 24/07/2026 às 18:41
Categoria Opinião
Leitura 4 min
Extensão 798 palavras
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Entenda o caso

O que aconteceu?Falando em causa própria
Onde?Local não informado
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

Transparência editorial

Tipo de conteúdoNotícia
Fonte/OrigemApuração/Redação
Última atualização24/07/2026 às 18:41

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