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sábado, 18 de julho de 2026   Vale do Rio Pardo Indicadores atualizados Edição Digital
Dom Itacir

Será que Jesus Cristo deveria voltar à escola?

Está no evangelho segundo Lucas (15,1-7): “Haverá mais alegria no céu por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão”. É como…

Está no evangelho segundo João (6,1-13). Uma multidão segue Jesus na travessia do mar para escutá-lo. Vendo toda aquela gente, Jesus pergunta aos discípulos como alimentá-la. Eles fazem um rápido orçamento e concluem que custaria a renda de sete meses. Mas, com cinco pães e dois peixes que lhe são entregues, cinco mil cidadãos se alimentam o quanto querem, e a sobra enche doze cestos. Será que essa divisão é possível?

Está no evangelho segundo Mateus (20,1-16). Alguns assalariados começam a trabalhar para o mesmo patrão bem cedo, outros às nove horas, ao meio-dia e à tarde. Todos recebem o mesmo valor como pagamento: o necessário para viver um dia. Os primeiros murmuraram porque foram igualados aos últimos. Mas o patrão responde que a justiça considera a necessidade e não o mérito. Será que Jesus desconhece as leis?

Está em todos os evangelhos: “Os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos”; “o primeiro e maior é o último e aquele que serve” (cf. Lc 13,30; 22,26; Mc 10,31.43; Mt 19,30; 20,16; 23,11; Jo 13,14). Isso é estranho, pois os primeiros sempre são os vencedores e bem-sucedidos, e os perdedores, condenados a servir e se submeter, são os imprestáveis. Será que Jesus não conhece os valores que garantem a ordem social?

Jesus não ignora o funcionamento das religiões e das instituições. Mas ele as critica com radicalidade, e propõe outra escala de valores e outros paradigmas de justiça. Não o representam as igrejas e comunidades que se fecham como gueto dos 99 justos, como seita que reúne os cidadãos mais honrados, ou as sociedades que premiam os vencedores por terem mérito e punem os empobrecidos porque os consideram fracassados.

Edifiquemos comunidades eclesiais que se alegram com cada pessoa que é protegida e supera a vulnerabilidade, porque “todas as vidas importam”. Elaboremos arcabouços legais que deem prioridade aos setores sociais que pagam com uma vida precária o desenvolvimento do país. E trabalhemos sem tréguas por estruturas econômicas e judiciais que assegurem a todos os cidadãos as condições básicas para uma vida digna.

Dom Itacir Brassiani msf

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Tipo de conteúdo Notícia
Fonte/Origem Apuração/Redação
Autor Dom Itacir Brassiani msf Bispo Diocesano de Santa Cruz do Sul
Atualização 10/07/2026 às 17:29
Categoria Dom Itacir
Leitura 3 min
Extensão 459 palavras
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Entenda o caso

O que aconteceu?Será que Jesus Cristo deveria voltar à escola?
Onde?Local não informado
Fonte da informaçãoRedação Gazeta Popular

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Fonte/OrigemApuração/Redação
Última atualização10/07/2026 às 17:29

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