A edição deste ano marca três décadas de um movimento que começou de forma tímida e hoje representa uma das maiores forças sindicais da região. Organizado pela Comissão Regional de Mulheres e pela Associação dos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais da regional, o evento abrange 16 municípios e foca, em 2026, na resiliência e na sucessão rural feminina. Para as mulheres de Passo do Sobrado, a participação vai além do lazer; é uma oportunidade de fortalecimento político e troca de experiências sobre a gestão das propriedades rurais.
Para viabilizar o deslocamento, o STR de Passo do Sobrado estruturou um roteiro de ônibus que percorrerá pontos estratégicos do município. A saída principal ocorre da sede do sindicato, no centro da cidade, nas primeiras horas da manhã de domingo. A diretoria da entidade reforça que o transporte é subsidiado para as associadas em dia com a anuidade, incentivando que a distância geográfica não seja um impedimento para a integração. As interessadas em garantir uma vaga devem procurar a secretaria do sindicato ou entrar em contato pelos canais oficiais de atendimento, já que a ocupação segue a ordem de confirmação.
A programação em Vera Cruz inicia às 8h30 com a recepção das caravanas e um café da manhã de boas-vindas. O ponto alto da manhã será a palestra-show da comunicadora Alessandra Farina Bergman, que abordará temas como autoestima, saúde emocional e o valor da mulher no desenvolvimento socioeconômico do interior. Após o almoço de confraternização, a tarde será dedicada à cultura e integração, com apresentações musicais de Débora Gaiteira e Bibiana Bolacell, além de uma feira de agroindústrias que destaca a produção artesanal das próprias trabalhadoras.
A organização regional orienta que as participantes levem itens básicos para garantir o conforto durante o dia no parque, como cadeira de praia e o kit para o tradicional chimarrão. Além disso, o evento ocorre em um contexto de conscientização, servindo como plataforma para o Pacto Nacional Contra o Feminicídio, tema que tem sido amplamente debatido pelos sindicatos da região devido aos índices de violência doméstica registrados no Rio Grande do Sul no início deste ano.
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