Executivo barra saída de servidores que exercem mandato
Durante a sessão, vereadores relataram que a viagem à capital federal já estava previamente organizada, com agendas definidas junto a lideranças políticas e expectativa de encaminhamento de recursos — especialmente na área da saúde.
No entanto, conforme exposto em plenário, o Poder Executivo não autorizou a saída de servidores municipais que também exercem o cargo de vereador, inviabilizando a participação de parte dos parlamentares na agenda em Brasília. A resposta oficial, segundo os relatos, foi comunicada apenas na data da própria sessão.
A justificativa apresentada estaria relacionada à compensação de horas e regras administrativas aplicáveis aos servidores, o que gerou questionamentos dentro do Legislativo.
Possível perda de recursos preocupa parlamentares
A decisão acendeu um alerta entre os vereadores, especialmente pelo risco de perda de recursos já em articulação. Um dos parlamentares destacou que havia tratativas avançadas para a destinação de aproximadamente R$ 250 mil para a área da saúde, valor que pode deixar de ser viabilizado diante do impedimento da viagem.
Com prazos se encerrando para encaminhamento de demandas junto a parlamentares federais, a situação foi considerada prejudicial ao município.
Vereadores defendem direito de atuação política
A vereadora Tânia Iochims (PT) enfatizou que a ida a Brasília representa uma agenda de trabalho e não um interesse pessoal, defendendo maior bom senso na análise dos pedidos.
“Não estamos indo a passeio, estamos indo trabalhar pelo município”, afirmou durante a sessão.
Já a vereadora Juliana da Silveira (PDT) relatou dificuldades enfrentadas diante da negativa e da falta de resposta antecipada, o que comprometeu sua organização e participação na agenda.
Legislativo garante que autorizou a viagem
Em contraponto, o presidente da Câmara, Mateus Santos de Freitas (PL), afirmou que no âmbito do Poder Legislativo a viagem estava devidamente autorizada, sem qualquer impedimento por parte da Casa.
A declaração reforça que o entrave ocorreu fora do Legislativo, concentrando-se na decisão administrativa do Executivo em não liberar os servidores.
Debate evidencia conflito entre funções públicas
O episódio expõe um ponto sensível na gestão pública municipal: a conciliação entre o exercício do mandato legislativo e a condição de servidor público.
A situação levanta questionamentos sobre a autonomia dos vereadores que acumulam funções e sobre a necessidade de regras claras que garantam o pleno exercício da atividade parlamentar, especialmente em agendas externas voltadas à busca de recursos.
Tema deve continuar repercutindo
O caso deve seguir em pauta nas próximas sessões da Câmara, com expectativa de novos posicionamentos e possíveis encaminhamentos para evitar que situações semelhantes prejudiquem o município.
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