As principais regiões produtoras de tabaco do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná entram agora em uma fase decisiva. Enquanto o ritmo de comercialização ganha força de forma gradual, os olhares do setor estão voltados para as reuniões das Cadecs (Comissões de Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração), que ocorrerão na próxima semana.
O Fator Atraso: Mão de Obra e Granizo
Diferente de anos anteriores, o fechamento dos custos de produção — dado essencial para balizar o reajuste das tabelas — sofreu um atraso excepcional. Segundo Marcilio Drescher, presidente da Afubra, dois motivos principais causaram esse deslocamento na agenda:
Levantamento de Custos: A complexidade em mensurar os novos valores da mão de obra, que está escassa no campo.
Eventos Climáticos: A equipe técnica da Afubra priorizou o atendimento emergencial aos associados que tiveram suas lavouras castigadas pelo granizo no final de 2025.
“A Lei da Integração é clara: precisamos recompor, no mínimo, o custo de produção para garantir que o fumicultor tenha rentabilidade e possa continuar na atividade”, afirma Drescher.
Raio-X da Safra Atual
Apesar dos desafios, os números mostram uma colheita acelerada, mas com alertas sobre a qualidade do produto final.
Indicador Status Atual Observação
Colheita> 50% concluídaRitmo acelerado na primeira quinzena de janeiro.
QualidadeOscilanteImpactada por variações climáticas durante o plantio.
Produtividade Redução pontualAlgumas regiões registram quebra devido ao excesso de chuvas ou granizo.
Mão de Obra EscassaPrincipal pressão inflacionária no custo do produtor.
Garantia ao Produtor
Uma dúvida comum no campo é se quem vender agora, antes da nova tabela, sairá no prejuízo. A Afubra garante que não. O valor da comercialização antecipada será complementado retroativamente assim que o índice de correção for acordado entre as federações (Farsul, Faesc, Faep, Fetag, Fetaesc e Fetaep) e as empresas fumageiras.
O alerta final da entidade vai para o planejamento: com a mão de obra cada vez mais cara e difícil de encontrar, o produtor precisa avaliar com rigor o tamanho da área plantada para a próxima temporada, priorizando, sempre que possível, o manejo familiar para manter a viabilidade econômica.
Entenda o caso
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