O anúncio dialoga diretamente com a campanha “PCDT Rosa, o protocolo foi só mais um passo!”, promovida pela Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA). A mobilização realizada em julho, em frente ao Ministério da Saúde, reuniu pacientes e lideranças de associações de apoio, cobrando o acesso aos medicamentos para câncer de mama metastático na rede pública.
Durante o evento em Brasília, Padilha destacou que o processo de disponibilização está em fase final de negociação. As tratativas envolvem a indústria farmacêutica, para garantir preços adequados à alta demanda do SUS, além de estados e municípios, responsáveis pelo registro e controle dos medicamentos.
Oito meses após a publicação do PCDT Rosa e quatro anos depois da incorporação dos fármacos pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC), a promessa é considerada um avanço significativo. Para a Dra. Maira Caleffi, presidente fundadora da FEMAMA, a efetivação da medida é urgente:
“Sem a disponibilização dos medicamentos adequados, o que se vê é a diminuição das chances de cura e um impacto direto na mortalidade pela doença, principalmente em fase metastática”, afirmou.
A especialista reforça que a aprovação dos protocolos e marcos legais é apenas o início: “Uma política pública só funciona quando o paciente consegue acessar integralmente o que a regulamentação determina”.
O secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, também esteve presente no evento. Ele informou que, atualmente, 18 medicamentos oncológicos já aprovados pela CONITEC ainda não estão disponíveis no SUS. Para definir prioridades de disponibilização, o Ministério da Saúde criou um grupo de discussão com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).
Além da inclusão dos tratamentos, Padilha anunciou que até outubro o governo deve lançar um plano de controle de qualidade das mamografias no Brasil. Embora o país disponha de número de equipamentos acima do necessário, muitos estão inoperantes ou com falhas técnicas.
Segundo a FEMAMA, o cumprimento da promessa do Ministério representa um passo essencial para aproximar o Brasil do acesso universal e igualitário aos tratamentos contra o câncer de mama.
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